COLUNA VERTEBRAL

 COLUNA CERVICAL/TORÁCICA E LOMBAR

Figuras 01 e 02- Coluna vertebral (perspectiva frontal - perspectiva lateral). Curvatura normal de um adulto (perspectiva lateral). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 
 
Figuras 03 e 04- Lordose-cifose e graus de escoliose – curvaturas laterais (perspectiva anterior). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 
 
PONTOS ANATÔMICOS DE REFERÊNCIA 
 
 
Figuras 05 e 06- Pontos de referências da coluna cervical. Pontos de referências do esterno e coluna torácica. BONTRAGER,8ª EDIÇÃO


ANATOMIA ÓSSEA
 
Figuras 07 e 08- Sete vértebras cervicais - perspectiva posterior oblíqua.Vértebra cervical típica (C3-C6) - perspectiva superior.Vértebra cervical típica – perspectiva lateral.

   

ARTICULAÇÕES CERVICAIS INTERAPOFISÁRIAS

Os processos articulares superior e inferior, localizados acima e abaixo dos pilares articulares, são diretamente laterais aos grandes forames vertebrais. As articulações interapofisárias da segunda até a sétima vértebras cervicais estão localizadas em ângulo reto, ou 90°, em relação ao plano sagital, médio e, por isso, visualizadas apenas em posição lateral.

Figuras 09 e 10- Vértebra cervical típica – perspectiva superior: articulações interapofisárias, 90° (lateral verdadeira); forames intervertebrais, 45° oblíquos. OPE e perfil (esquerda) – articulações interapofisárias demonstradas. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.

FORAMES INTERVERTEBRAIS CERVICAIS

Os forames intervertebrais estão situados num ângulo de 45° em relação ao plano sagital médio, anteriormente aberto, como mostrado nas ilustrações. Eles também estão direcionados num ângulo inferior de 15° por causa do formato e da sobreposição das vértebras cervicais. Por isso, para abrir e demonstrar os forames cervicais intervertebrais radiograficamente, é necessária uma posição oblíqua de 45° combinada com um ângulo cefálico de 15° dos raios X.

 

 

Figura 11- Oblíqua (OPE)- forames intervertebrais direitos (de cima). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.

 

 ATLAS (C1)

A primeira vértebra cervical, o atlas, um nome derivado do deus grego que suporta o mundo em seus ombros, menos se assemelha a uma vértebra típica. Anteriormente, não há corpo a não ser simplesmente um arco grosso de osso chamado arco anterior. O dente ou processo odontoide é parte da segunda vértebra cervical (Fig.12 ), mas uma perspectivas uperior de C1 (Fig.13 ) mostra sua localização e como é mantida no lugar pelo ligamento atlantotransverso. A relação posicional de C1 e C2 é ilustrada na Fig 14. E imagem  radiograficamente mostrada na Fig 15.

   

Figuras 12 e 13- Atlas (C1) – perspectiva superior. Áxis (C2)- perspectiva superior posterior. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 
   
Figura 14- C1 e C2 – perspectiva oblíqua posterior.  BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

 
Figura 15- Imagem radiográfica mostrada da exposição. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.
 

  Figura 16- Descrição anatômica da exposição em AP. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.

 

INCIDÊNCIA AP AXIAL: COLUNA CERVICAL


Indicações Clínicas- Envolve patologia da coluna cervical mediana e inferior (C3 a C7). Demonstra fratura de “coelheiro de argila”, fraturas por compressão e hérnia de núcleo pulposo. (HNP).

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente na posição supina ou ereta, com os braços de lado. Alinhar o plano sagital médio com o RC e o centro da mesa e/ou o RI. Ajustar a cabeça para que a linha da margem inferior dos incisivos superiores até a base do crânio (pontas mastoides) esteja perpendicular à mesa e/ou ao RI. Linha da ponta da mandíbula até a base do crânio deve estar paralela ao RC angulado. Certificar-se da ausência de rotação da cabeça ou tórax.

Raio Central- Ângulo cefálico do RC de 15º a 20º. Direcionar o RC para entrar no nível da margem inferior da cartilagem tireoide para passar através de C4. Centralizar o RI com o RC.

Observação- Angulação cefálica direciona o raio entre corpos vertebrais cervicais sobrepostos para demonstrar bem os espaços do disco intervertebral.

Angle the CR 15 ° when the patient is supine, or if there is less lordotic curvature.

Angular a 15° o RC quando o paciente estiver ereto ou uma curvatura mais lordótica for evidente.

Critérios de Posicionamento- Corpos vertebrais de C3 a T2; espaço entre pedículos e discos intervertebrais claramente vistos. A ausência de rotação é indicada pelos processos espinhosos e articulações esternoclaviculares (se visíveis) equidistantes das margens laterais da coluna espinhal. A mandíbula e a base do crânio devem sobrepor as duas vértebras cervicais. Colimação da área de interesse.

 
Figuras 17 e 18- AP supino, ângulo cefálico de 15°. Detalhe, RC de 15°, paralelo ao plano dos espaços do disco intervertebral, centralizado em C4. AP, ângulo cefálico de 15°.BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.


POSIÇÃO EM PERFIL: COLUNA CERVICAL

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente em posição em perfil ereto, sentado ou de pé, com os ombros com o RI vertical. Alinhar o plano coronal médio com o RC e o tampo da mesa e/ou o RI. Centralizar o RI com o RC, que deve deixar o topo do RI cerca de 3 a 5 cm acima do meato acústico externo (MAE). Pressionar os ombros (para pesos iguais para ambos os braços. Pedir para o paciente relaxar e soltar os ombros para baixo e para a frente o quanto possível. (Fazer isso como último passo antes da exposição porque essa posição é difícil de manter.) Prolongar o queixo (para prevenir a sobreposição da mandíbula nas vértebras superiores).

Raio Central- RC perpendicular ao RI. Direcionar o RC horizontalmente para C4 (nível da margem superior da cartilagem tireoide). Centralizar o RI ao RC.

Critérios de Posicionamento- Corpos vertebrais cervicais, espaços de articulação intervertebral, pilares articulares, processos espinhosos e articulações interapofisárias. Espaços de articulação intervertebral de C1 a C7-T1 são claramente vistos. Se a margem superior de T1 não é demonstrada, imagens adicionais como o perfil cervicotorácico devem ser obtidas.  Os ramos da mandíbula não sobrepõem os de C1 e C2.  Os pilares articulares direito e esquerdo e articulações interapofisárias devem ser sobrepostos por cada vértebra. Os corpos devem estar livres de sobreposição dos pilares articulares e do processo espinhoso visto no perfil.  Colimação da área de interesse.

    

Figuras 19 e 20- Posição do paciente para perfil esquerdo ereto e imagem radiográfica.

 

POSIÇÃO PERFIL COM RAIO HORIZONTAL: COLUNA CERVICAL (PACIENTE COM TRAUMATISMO)

 

Figuras 21 e 22- Perfil esquerdo- raio horizontal.BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

POSIÇÃO OBLÍQUA ANTERIOR E POSTERIOR: COLUNA CERVICAL

Atenção- Para pacientes com traumatismo, não remover o colar cervical e não mover a cabeça ou o pescoço até ser autorizado por um médico que tenha avaliado a imagem perfil com raio horizontal ou TC da coluna cervical.

Posicionamento do Paciente - Posição Ereta ou Reclinada- A posição ereta é preferida (sentado ou de pé), mas a inclinada é possível se for necessária pelas condições do paciente. Alinhar o plano sagital médio com o RC e o centro da mesa e/ou o RI. Colocar os braços do paciente de lado; se o paciente estiver reclinado, colocar os braços como for necessário para ajudar a manter a posição. Rodar o corpo e a cabeça numa posição oblíqua de 45°. Use o transferidor ou outro calculador de ângulo se necessário para ter 45° com certeza. Prolongar o queixo para impedir que a mandíbula sobreponha as vértebras. A elevação excessiva do queixo sobrepõe a base do crânio em C1.

Raio Central

Oblíquo anterior (OAD, OAE)

RC de 15° direto caudal a C4 (nível superior da margem da cartilagem tireoide).

Oblíquo posterior (OPD, OPE)

Direcionar o RC em 15° a C4 cefálico.

Observação- Opção do departamento: a cabeça pode ser virada para o RI para uma posição lateral. Isso resulta numa rotação das vértebras superiores, mas pode ajudar a prevenir a sobreposição da mandíbula nas vértebras superiores.

Critérios de Posicionamento e da Parte- Espaços do disco intervertebral e forames intervertebrais de interesse (C2 a C7) devem ser abertos e uniformes em tamanho e forma. Os pedículos de interesse devem ser demonstrados em perfil completo e os opostos, os pedículos da extremidade devem ser alinhados ao longo do corpo cervical anterior.  Os pedículos da extremidade alinhados com a linha central do corpo cervical e visualização das articulações interapofisárias indicam excesso de rotação.  Forames intervertebraise pedículos obscurecidos indicam sub-rotação. Os ramos mandibulares não devem sobrepor as vértebras cervicais superiores e a base do crânio não deve sobrepor C1.  Colimação da área de interesse.

 

Figuras 23 e 24- Posição OAD ereta – RC caudal de 15° (menos dose para a tireoide). Oblíqua AP opcional, OPE – RC cefálico de 15°.


 INCIDÊNCIA AP DE “BOCA ABERTA” C1 E C2: COLUNA CERVICAL

Posicionamento do Paciente e da Parte- Alinhar o plano sagital médio no raio central (RC) e o centro da mesa e/ou o RI. Ajustar a cabeça para que, com a boca aberta, a linha da margem inferior dos incisivos superiores à base do crânio (pontas mastoides) fique perpendicular à mesa e/ou o RI, ou angule o RC de acordo. Assegurar-se da ausência de rotação da cabeça (ângulos da mandíbula e pontas mastoides com a mesma distância do RI) ou do tórax. Certificar-se de que a boca está bem aberta durante a exposição. Faça isso no último passo e trabalho rapidamente, porque é difícil manter essa posição.

Raio Central- Direcionar o RC através do centro da boca aberta. Centralizar o RI com o RC.

Se o dente superior não puder ser demonstrado com o posicionamento correto, utilizar o método de Fuchs ou de Judd.

Critérios de Posicionamento- O processo odontoide e o corpo vertebral de C2, as massas laterais e os processos transversos de C1, e as articulações atlantoaxiais demonstradas de boca aberta. Flexão/extensão ideal do pescoço, indicada pela sobreposição da margem inferior dos incisivos superiores na base do crânio. Nem os dentes da boca nem a base do crânio devem sobrepor o dente. Se os dentes da boca estiverem sobrepondo o dente superior, reposicionar com uma leve hiperextensão do pescoço ou angular o RC ligeiramente cefálico. Se a base do crânio estiver sobrepondo o dente superior, reposicionar com uma leve hiperextensão do pescoço ou angular o RC ligeiramente caudal (a base do crânio e/ou os incisivos superiores serão projetados cerca de 2,5 cm para cada 5° de angulação caudal). A ausência de rotação é indicada para distâncias iguais partindo das massas laterais e/ou processos transversos de C1 aos côndilos da mandíbula, e pelo alinhamento central do processo espinhoso de C2. A rotação pode imitar patologia causando espaços desiguais entre massas laterais e dente.

 
Figuras 25 e 26- AP de boca aberta - C1 e C2 e incidência radiográfica correspondente. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO..

 

INCIDÊNCIA AP OU POSTEROANTERIOR (PA) PARA C1-C2 (DENTE): COLUNA CERVICAL

 MÉTODO FUCHS (AP ) OU MÉTODO JUDD (PA

Indicações Clínicas- Patologia envolvendo o dente e estruturas ósseas ao redor do anel de C1.

AP (Método Fuchs)- Elevar o queixo o quanto necessário para trazer a LMM (linha mentomeatal) quase perpendicular ao topo da mesa (ajustar o ângulo do RC como necessário para ser paralelo à LMM). Certificar-se da ausência de rotação da cabeça (ângulos da mandíbula equidistantes do topo da mesa). RC está paralelo à LMM, direcionado à ponta inferior da mandíbula. Centralizar o RI ao RC.

PA (Método Judd)- Esta é uma posição reversa à posição supina. O queixo está repousando no topo da mesa e está estendido para trazer a LMM quase perpendicular à mesa (pode ajustar o RC como for necessário para ficar paralelo à LMM).

Certificar-se da ausência de rotação da cabeça. Assegurar que o RC esteja paralelo à LMM, através do osso occipital mediano, cerca de 2,5 cm posteriormente inferior às pontas mastoides e ângulos da mandíbula. Centralizar o RI ao RC.

Critérios de Posicionamento- O dente (processo odontoide) e outras estruturas de C1 a C2.

 

   
Figuras 27 e 28- AP-Método Fuchs e método de Judd (menos dose na tireoide). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

 
Figura  29- Incidência PA para C1 a C2, dente. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

 POSIÇÃO PERFIL CERVICOTORÁCICO: COLUNA CERVICAL

MÉTODO DE TWINING PARA A REGIÃO C5-T3

Indicações Clínicas- Patologia envolvendo a coluna cervical inferior, coluna torácica superior e estruturas adjacentes de tecido mole. Várias fraturas (incluindo fratura por compressão) e subluxação. Essa é uma boa incidência quando C7 a T1 não são bem visualizadas no perfil da coluna cervical ou quando as vértebras torácicas superiores são de interesse especial no perfil da coluna torácica.

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posição Ereta ou Inclinada- Posicionar o paciente preferencialmente em posição ereta (sentado ou de pé). A radiografia pode ser feita em posição inclinada dependendo das condições do paciente. Alinhar o plano coronal médio com o RC e o centro da mesa e/ou o RI. Colocar os braços e ombros do paciente o mais próximo do RI, flexionando o cotovelo e repousando o antebraço na cabeça como apoio. Posicionar o braço e ombro fora do RI, para baixo e levemente posterior, para colocar a cabeça do úmero remoto posterior às vértebras. Certificar-se de que não haja rotação do tórax e da cabeça.

Raio Central- RC perpendicular ao RI. Direcionar o RC para T1, que está aproximadamente 2,5 cm acima do nível da incisura jugular anteriormente e no nível da vértebra proeminente posteriormente. Centralizar o RI com o RC.

Uma leve angulação caudal de 3° a 5° pode ser necessária para ajudar a separar os dois ombros, especialmente num paciente com flexibilidade limitada que não consegue abaixar suficientemente o ombro fora do RI.

Critérios de Posicionamento- Corpos vertebrais e espaços de disco intervertebral de C5 a T3 são mostrados.  A cabeça do úmero e braço mais distantes do RI são ampliados e aparecem distais a T4 e T5 (se visível). Rotação vertebral mínima indicada por sobreposição das articulações interapofisárias cervicais e pilares articulares, e costelas posteriores. As cabeças do úmero devem ser verticalmente separadas. Colimação da área de interesse.

  

Figuras 30 e 31- Posicionamento para a incidência de perfil do nadador.E imagem radiográfica. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.

 

POSIÇÕES EM PERFIL - HIPERFLEXÃO E HIPEREXTENSÃO: COLUNA CERVICAL

 

  
Figuras 32 e 33- Posicionamento do paciente em  Hiperflexão  e imagem radiográfica da exposição. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 

 
Figuras 34 e 35- Posicionamento do paciente em Hiperextensão e imagem radiográfica correspondente.BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO.

 

MÉTODO DE OTTONELLO

Para pacientes com traumatismo, não remover o colar cervical e não mover a cabeça até ser autorizado por um médico que tenha avaliado a imagem em perfil com raio horizontal ou escaneamento de TC da coluna cervical.

Corpos vertebrais de C1 a C7 com mandíbula desfocada sobrejacente. Posicionamento preciso indicado pela demonstração de C1 e C2 sem sobreposição dos maxilares ou ossos occipitais. Movimento ideal da mandíbula indicado pela visualização das vértebras cervicais subjacentes. Colimação da área de interesse.


   

Figuras 36, 37 e 38- AP ortostático “mandíbula móvel” e Posição deitado para AP “mandíbula móvel” AP “mandíbula móvel”. (Modificado de Frank ED, Long BW, Smith BJ: Merrill’s atlas of radiographic positioning and procedures, ed 11, St. Louis, 2007, Mosby.) BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

INCIDÊNCIA AP AXIAL– ARCO VERTEBRAL (PILARES): COLUNA CERVICAL

AP axial (pilares), ângulo caudal de 20° a 30°. Detalhe, demonstra ângulo RC caudal paralelo aos espaços das articulações interapofisárias.

Posição do Paciente e da Parte- Alinhar o plano sagital médio com o RC e o centro da mesa e/ou o RI. Hiperestender o pescoço se o paciente for capaz. Certificar-se da ausência de rotação da cabeça ou do tórax.

Raio Central- Ângulo do RC de 20° a 30° caudal. Direcionar o RC à margem inferior da cartilagem tireoide e passar através de C5. Centralizar o RI com o RC.

Respiração- Suspenda a respiração. O paciente não pode engolir durante a exposição. Hiperextensão suficiente do pescoço e angulação caudal do RC são essenciais para demonstrar os aspectos posteriores das vértebras cervicais medianas e inferiores. O valor do ângulo RC (20º ou 30°) é determinado pela quantidade natural de curvatura lordótica cervical. Pode ser necessário algum apoio sob os ombros para hiperextensão suficiente

 

ANATOMIA ÓSSEA DA COLUNA TORÁCICA

A posição lateral da coluna torácica mostra melhor os forames intervertebrais. É necessária uma angulação oblíqua de 70º para visualizar as articulações interapofisárias na coluna torácica. A posição oblíqua posterior à direita mostra a articulação interapofisária de cima. Uma oblíqua anterior demonstraria as articulações de baixo. As radiografias da coluna torácica na posição lateral (Figs.39 e 40) e em posição oblíqua de 70º (Figs. 41 e 42) correspondem à posição do esqueleto torácico diretamente acima. Observe que as aberturas arredondadas dos forames intervertebrais sobrepostos são melhor visualizadas na radiografia perfil à esquerda (veja a seta).

 

Figuras 39 e 40- Coluna torácica: perfil esquerdo, forames intervertebrais. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

As articulações interapofisárias são mais bem visualizadas na radiografia oblíqua à direita. A radiografia oblíqua está numa posição oblíqua posterior esquerda, que deveria visualizar melhor as articulações interapofisárias de cima, ou as mais distantes do RI. A posição oblíqua posterior esquerda mostra melhor as articulações interapofisárias da direita.

 
Figuras 41 e 42- Coluna torácica: oblíqua (OPE), cabeça das articulações interapofisárias. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

 PONTOS DE REFERÊNCIA TOPOGRÁFICOS

 

 
Figuras 43, 44, 45- Pontos  anatômicos  para posicionamento das exposições para coluna torácica.  BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

INCIDÊNCIA EM AP PARA COLUNA TORÁCICA

Posicionamento do Paciente e da Parte - Posição Inclinada e Ereta- Colocar o paciente em posição supina (preferido) com os braços ao lado do corpo e cabeça na mesa ou num travesseiro fino. Se o paciente não puder aguentar a posição supina, colocá-lo de pé com os braços ao lado do corpo e peso igualmente distribuídos em ambos os pés. O efeito anódico criará mais densidade uniforme pela coluna torácica. Posicionar o paciente para que o aspecto mais intenso do feixe (lado cátodo) esteja sobre a região torácica lombar da coluna. Alinhar o plano sagital médio com o RC e o centro da mesa e/ou o RI. Flexionar os joelhos e quadris para reduzir curvatura torácica. Certificar-se da ausência de rotação do tórax ou da pelve.

Raio Central- RC perpendicular ao RI. Direcionar o RC a T7 (8 a 10 cm abaixo da incisura jugular ou 3 a 5 cm abaixo do ângulo esternal). A centralização é similar à utilizada com o tórax AP. Centralizar RI ao RC.

Critérios de Posicionamento- Corpos vertebrais torácicos, espaços de articulação intervertebral, processos transversos e espinhosos, costelas posteriores e articulações costovertebrais. A coluna espinal de C7 a L1 centralizada com o centro do RI. A ausência de rotação é indicada pelas articulações esternoclaviculares equidistantes da coluna.

   
Figuras 46 e 47- Incidência do paciente para AP de coluna torácica  e exposição radiográfica. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

INCIDÊNCIA PERFIL: COLUNA TORÁCICA

Posicionamento do Paciente e da Parte - Posição Lateral Inclinada ou Ereta

• Colocar o paciente na posição inclinada lateral (preferencial), com a cabeça no travesseiro e joelhos flexionados. Para a posição ereta, colocar os braços esticados, com peso igualmente distribuído nos dois pés. Alinhar a metade posterior do tórax (entre o plano coronal médio e aspecto posterior do tórax) com o RC e com o centro da mesa e/ou com o RI. Levantar os braços do paciente em ângulos retos em relação ao corpo com os cotovelos flexionados. Apoiar a cintura para que toda a coluna fique paralela à mesa. Palpe os processos espinhosos para determinar o alinhamento. Flexionar os quadris e joelhos, com apoio entre os joelhos. Certificar-se de da ausência de rotação dos ombros ou da pelve.

Raio Central- RC perpendicular ao eixo longo da coluna torácica. Direcionar o RC com o T7 (8 a 10 cm abaixo da incisura jugular ou 18 a 21 cm abaixo da vértebra proeminente). Centralizar o RI com o RC.

Observações- Quantidades significantes de radiação secundária e dispersada são geradas. Colimação próxima e colocação de uma esteira de chumbo posterior à parte são essenciais para manter a qualidade de imagem. Isso é particularmente importante para imagens digitais. A quantidade ideal de apoio sob a cintura fará com que as vértebras inferiores fiquem à mesma distância da mesa que as vértebras superiores. Um paciente com quadris largos pode requerer substancialmente mais apoio sob a cintura para prevenir arqueamento. Um paciente com ombros largos pode requerer um ângulo cefálico leve (3° a 5°).

Critérios de Posicionamento- Corpos vertebrais torácicos, espaços de articulações intervertebrais e forames intervertebrais.  T1 a T3 não serão bem visualizados.  Obter uma imagem lateral usando uma lateral cervical torácica, se as vértebras torácicas superiores forem de especial interesse. Espaços de disco intervertebral devem ser abertos. A ausência de rotação é indicada por sobreposição de aspectos posteriores de corpos vertebrais. Dada a maior DOR em um lado, as costelas posteriores não serão diretamente sobrepostas, especialmente se o paciente tiver um tórax largo. A ausência de rotação é indicada por menos de 1,25 cm de espaço entre as costelas superiores. Colimação da área de interesse.

    
Figuras 48 e 49- Coluna Torácica em perfil esquerdo, com suporte apropriado para cintura. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 

POSIÇÃO OBLÍQUA - ANTERIOR OU POSTERIOR: COLUNA TORÁCICA

Indicações Clínicas

Patologia envolvendo as articulações interapofisárias da coluna torácica. Incidências oblíquas da direita e esquerda são realizadas para comparação.

Posicionamento do Paciente – Posições Oblíqua Anterior ou Inclinada Posterior ou Ereta-Inicialmente colocar o paciente em posição inclinada lateral (preferido), com a cabeça no travesseiro e joelhos flexionados. Para a posição ereta, certificar-se da distribuição igual do peso nos pés.

Posição do Paciente e da Parte-Virar a cabeça 20° da lateral verdadeira para criar 70º oblíquos com o plano da mesa. Certificar-se de virar igualmente os ombros e a pelve. Flexionar quadris, joelhos e braços para estabilidade, como for necessário. Alinhar a coluna espinhal com o RC e com o centro da mesa e/ou com o RI.

Posição Oblíqua Posterior (Inclinada)

OPE ou OPD: colocar os braços para cima da mesa e para a frente; braço mais para baixo e posterior.

Posição Oblíqua Anterior (Inclinada)-OAE ou OAD: colocar os braços para baixo e posterior; braço mais para cima e para a frente.

Posição Oblíqua Anterior Ereta- Distribuir o peso do paciente igualmente nos pés. Rodar o corpo todo, ombros e pelve em 20° anterior pela lateral. Flexionar o cotovelo e colocar o braço mais perto do RI no quadril. Levantar o braço oposto e descansar no topo da cabeça.

Raio Central- RC perpendicular ao RI. Direcionar o RC para T7 (8 a 10 cm abaixo da incisura jugular ou 5 cm abaixo do ângulo esternal). Centralizar o RI com o RC. O tórax do paciente está 20° da lateral; algum tipo de ângulo de guia pode ser usado para determinar rotação correta (Figs.50 e 51).

Critérios de Posicionamento- Articulações interapofisárias: posições oblíquas anteriores (OAD e OAE) demonstram que a parte de baixo das articulações interapofisárias, e posições oblíquas posteriores (OPD e OPE) demonstram a parte de cima das articulações. As articulações interapofisárias do lado de interesse devem estar abertas. Entretanto, o tanto de cifose determina quantas articulações interapofisárias serão claramente visualizadas.

 

 
Figuras 50, 51 e 52- A, B, oblíqua posterior (OPD-50) C, D, oblíqua anterior (OAE-51), oblíqua anterior  ereta (OAD- 52). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 


 
Figura 53- Coluna Torácica. OAD. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

 

ANATOMIA ÓSSEA DA COLUNA LOMBAR

Cada vértebra típica tem quatro processos articulares que se projetam da área da junção dos pedículos e lâminas. Os processos que se projetam superiormente são denominados processos articulares superiores, e os processos que se projetam inferiormente são os processos articulares inferiores. O termo faceta é utilizado às vezes como sinônimo do termo articulação interapofisária; na verdade, a faceta é apenas a superfície articular, e não os processos articulares superiores e inferiores por completo. As articulações interapofisárias formam um ângulo aberto de 30 a 50° ao plano sagital médio, conforme demonstrado na Fig.53 . As vértebras lombares superiores ou proximais estão mais próximas de 50°, e as vértebras lombares inferiores ou distais estão mais próximas de 30°. A demonstração radiográfica das articulações interapofisárias é obtida com a rotação do corpo do paciente em um ângulo médio de 45°. O forame intervertebral localizado a 90° em relação ao plano sagital mediano. Os forames intervertebrais são espaços ou aberturas entre os pedículos quando duas vértebras estão sobrepostas. Ao longo da superfície de cada pedículo, encontra-se uma área em forma semilunar denominada incisura vertebral superior, e ao longo da superfície inferior de cada pedículo, existe outra área em forma semilunar chamada incisura vertebral inferior. Os forames intervertebrais na região lombar são mostrados com mais clareza em uma imagem radiográfica lateral.


 

 

Figuras 54 e 55- Vértebra lombar - perspectiva superior e vértebra lombar - perspectiva lateral. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 
 

 
Figuras 56 e 57- Vértebra lombar – perspectivas posterior e anterior. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 

 ANATOMIA RADIOLÓGICA  DA COLUNA LOMBAR

 
Figura 58- Vértebra Lombar (incidência superoinferior).

 
 

Figura 59- Vértebra lombar (incidência em perfil). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 
   

Figura 60- Coluna lombossacral - AP. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

   
Figura 61- Coluna lombossacral-perfil. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

Figura 62- Coluna lombar oblíqua (“cachorro terrier”). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 

Figuras  63 e 64- Coluna lombar oblíqua anterior. OAD – articulações superiores ou da esquerda e “Cachorro terrier”. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

MARCOS TOPOGRÁFICOS DE POSICIONAMENTO

Figura 65- Pontos de referência topográficos inferiores.BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

INCIDÊNCIA AP (OU PA): COLUNA LOMBAR

Posicionamento do Paciente e da Parte – Posição Supina- A posição supina do paciente com braços ao longo do corpo e cabeça no travesseiro (também pode ser feita em decúbito ventral ou vertical; ver Observação). Alinhar o plano sagital médio com o RC e a linha da mesa/grade. Flexionar joelhos e quadris para reduzir a curvatura lordótica. Garantir a ausência de rotação do tórax ou pelve.

Raio Central- RC perpendicular ao RI, centralizando da seguinte maneira:

RI maior (35 × 43)- Direcionar RC ao nível da crista ilíaca (espaço entre L4 e L5). O RI maior incluirá as vértebras lombares, o sacro e possivelmente o cóccix.

RI menor (30 × 45)- Direcionar o RC ao nível da L3, que poderá ser localizada pela palpação da margem costal inferior (4 cm acima da crista ilíaca).

Observação- A flexão parcial dos joelhos, como demonstrado, fortalece a coluna, o que ajuda a abrir os espaços discais intervertebrais. A radiografia poderá ser feita em decúbito ventral como uma incidência AP que dispõe os espaços intervertebrais mais paralelamente aos raios divergentes. A posição vertical poderá ser útil para demonstração da postura natural de carga da coluna.

Critérios de Posicionamento- Corpos de vértebras lombares, articulações intervertebrais, processos espinhosos e transversos, articulações SI e o sacro são demonstrados.  35 × 43 cm RI – aproximadamente T11 até o sacro terminal incluído.  30 × 35 cm RI – T12 até S1 incluso. A ausência de rotação do paciente é indicada pelas articulações SI equidistantes dos processos espinhosos, processos espinhosos em linha mediana da coluna vertebral e processos transversos de tamanho semelhante. Colimação da área de interesse.

   
Figuras  66 e 67- Incidência AP (centralizada ao RI de 35 × 43 cm). Detalhe, incidência PA alternativa. Incidência AP.. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 

 

INCIDÊNCIA LATERAL: COLUNA LOMBAR

Posicionamento do Paciente e da parte- Posição Lateral- Colocar o paciente em decúbito lateral, com a cabeça sobre o travesseiro, os joelhos flexionados e com um apoio entre os joelhos e os tornozelos para manter melhor a posição lateral e garantir o conforto do paciente. Alinhar o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa e/ou ao RI. Colocar apoio radioluzente sob a cintura conforme necessário para dispor o eixo longitudinal da coluna paralelo à mesa (palpar os processos espinhosos para determinar, ver Observação.). Garantir a ausência de rotação do tórax ou pelve.

Raio Central- RC perpendicular ao RI.

RI maior (35 × 43)- Centralizar no nível da crista ilíaca (L4-L5). Esta incidência inclui as vértebras lombares, o sacro e, possivelmente, o cóccix.

RI menor (30 × 35)- Centralizar L2-L3 no nível da margem costal inferior (4 cm acima da crista ilíaca). Inclui as cinco vértebras lombares. Centralizar o RI ao RC. 

Observação- Embora o paciente do sexo masculino de estatura mediana (e algumas representantes do sexo feminino) não precise de nenhuma angulação no RC, um paciente com uma pelve mais ampla ou um tórax mais estreito talvez necessite de uma angulação caudal de 5° a 8° mesmo com o apoio, como demonstrado.

Critérios de Posicionamento- Forames intervertebrais L1-L4, corpos vertebrais, articulações intervertebrais, processos espinhosos e junção L5-S1. Dependendo do tamanho do RI utilizado, o sacro inteiro poderá ser incluído. Coluna espinal alinhada paralelamente ao RI, como indicado pelos forames intervertebrais abertos e espaços de articulações intervertebrais abertos. A ausência de rotação é indicada pela sobreposição das incisuras isquiáticas maiores e corpos vertebrais posteriores. Colimação da área de interesse.

 

Figuras 68 e 69- Perfil esquerdo (RC de 5° caudais). E incidência radiográfica em perfil. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO


 INCIDÊNCIA PERFIL DA L5-S1: COLUNA LOMBAR

Indicações Clínicas- Espondilolistese envolvendo a L4-L5 ou L5-S1 e outras patologias da L5-S1.

Posicionamento do Paciente e da Parte - Posição Lateral- Colocar o paciente em decúbito lateral, com a cabeça sobre o travesseiro, os joelhos flexionados e com um apoio entre os joelhos e tornozelos para manter melhor posição lateral e garantir o conforto do paciente. Alinhar o plano coronal médio ao RC e à linha média da mesa e/ou ao RI. Colocar o apoio radioluzente sob a cintura como necessário para dispor o eixo longitudinal da coluna paralelo à mesa (palpar os processos espinhosos para determinar; ver Observação). Garantir a ausência de rotação do tórax e pelve.

Raio Central- RC perpendicular ao RI com apoio suficiente na cintura ou angulação caudal de 5° a 8° com menossuporte (ver Observação).Direcionar RC 4 cm inferiores à crista ilíaca e 5 cm posteriores à EIAS. Centralizar o RI ao RC.

Critérios de Posicionamento- Corpo vertebral L5 e primeiro e segundo segmentos sacrais e espaço articular L5-S1. A ausência de rotação do paciente é comprovada pela sobreposição das incisuras isquiáticas maiores e margens posteriores dos corpos vertebrais. Alinhamento correto da coluna vertebral e RC indicado pelo espaço articular L5-S1 aberto. Colimação da área de interesse. Demonstração clara de margens ósseas e marcas trabeculares da região L5-S1. Ausência de movimentação.

Observação- Caso a cintura não esteja suficientemente apoiada, resultando no afundamento da coluna vertebral, o RC deverá ter angulação caudal de 5° a 8° para ficar paralelo ao plano interilíaco (linha imaginária entre as cristas ilíacas).

Figuras 70 e 71- Perfil esquerdo L5-S1 com menos apoio; RC de 5° a 8° caudais (RC paralelo à linha interilíaca). Perfil L5-S1. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO
 


OBLÍQUAS- INCIDÊNCIAS OBLÍQUAS POSTERIORES (OU ANTERIORES): COLUNA LOMBAR

Indicações Clínicas- Defeitos do pars interarticularis (p. ex. espondilólise). Tanto a oblíqua direita quanto a esquerda devem ser obtidas.

Posicionamento do Paciente e da Parte - Posições Oblíquas Anteriores ou Posteriores- A posição do paciente deve ser em semidecúbito dorsal ([OPD] e oblíqua posterior esquerda [OPE]) ou semicúbito ventral ([OAD] e oblíqua anterior esquerda [OAE]), com os braços estendidos e a cabeça sobre o travesseiro. Rodar o corpo do paciente a 45° e alinhar a coluna espinal e a linha média da mesa e/ou RI. Garantir rotação igual de ombros e pelve. Flexionar joelho para estabilidade e afastar o braço do RI atravessando o peito. Apoiar ombros e pelve com almofadas radioluzentes para manter a posição. Esse apoio é altamente recomendado para prevenir que os pacientes apertem a extremidade da mesa, o que pode resultar no esmagamento de seus dedos.

Raio Central- RC perpendicular ao RI. Direcionar RC em L3 ao nível da margem costal inferior (3 a 5 cm sobre a crista ilíaca e 5 cm medial partindo da EIAS). Centralizar o RI ao RC.

Observação- Um ângulo oblíquo de 50° partindo do plano de mesa visualiza melhor as articulações interapofisárias de L1 e L2, e de 30° para L5 e S1.

Critérios de Posicionamento-Visualização das articulações interapofisárias (OPD e OPE mostram a parte inferior; OAD e OAE mostram a parte superior). A rotação precisa de 45° do paciente, como indicado pelas articulações zigoapofisárias e pelos pedículos (olhos do cachorro terrier) entre a linha mediana e o aspecto anterior do corpo vertebral. Os pedículos demonstrados posteriormente sobre o corpo vertebral indicam excesso de rotação e os pedículos demonstrados anteriormente sobre o corpo vertebral indicam sub-rotação. Colimação da área de interesse.

   

Figuras 72 e 73- OPD a 45°, visualizando articulações interapofisárias direitas (inferiores). Oblíqua anterior alternativa, OAE-articulações direitas. OPD a 45°, visualizando articulações interapofisárias direitas (inferiores). Oblíqua anterior alternativa, OAE- articulações direitas. OPD a 45°. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

INCIDÊNCIA DE FERGUSON

 A incidência de Ferguson na coluna lombar, também conhecida como projeção de Ferguson, é um exame radiográfico que permite uma visualização mais clara da articulação sacroilíaca, neutralizando a sobreposição do sacro com o ílio. Essa técnica é utilizada para avaliar a região da coluna lombar e sacro, especialmente a articulação sacroilíaca, e pode ser útil no diagnóstico de diversas condições, como espondilolistese e outras alterações óssea.

 

Ângulo de Ferguson:
A incidência de Ferguson envolve a angulação do tubo de raios-X em direção cefálica, geralmente entre 25 e 40 graus. Essa angulação permite uma melhor visualização da articulação sacroilíaca, pois reduz a sobreposição óssea.

 

Ângulo normal:
O ângulo de Ferguson, ou ângulo sacro-horizontal, é medido entre a placa terminal superior de S1 (primeira vértebra sacral) e uma linha horizontal. Em indivíduos saudáveis, esse ângulo varia entre 34 e 45 graus, segundo algumas fontes.

Figura 74- Incidência de Ferguson- Tn: Clélia Magalhães-2025
 

 

 Figura 75- Anatomia pelvica.

 

 

 

 

 

 

 

 

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