POSICIONAMENTO EM MAMOGRAFIA


 INFORMAÇÕES IMPORTANTES !!!

IDADE IDEAL PARA A PRIMEIRA MAMOGRAFIA

CBR- (COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA);

FEBRASGO- (FEDERAL BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA);

SBM- (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA).

RECOMENDAM A MAMOGRAFIA ANUAL PARA AS MULHERES A PARTIR DOS 40 ANOS DE IDADE, VISANDO AO DIAGNÓSTICO PRECOCE E A REDUÇÃO DA MORTALIDADE.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, QUE PRECONIZA O RASTREAMENTO BIANUAL, A PARTIR DOS 50 ANOS, EXCLUINDO DOS PROGRAMAS DE RASTREAMENTO UMA FAIXA IMPORTANTE DA POPULAÇÃO (MULHERES ENTRE 40-49 ANOS), RESPONSÁVEL POR CERCA DE 15-20% DOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA.

 

 INCIDÊNCIAS BÁSICAS PARA MAMOGRAFIA

INCIDÊNCIA- São projeções que seguem posicionamentos patronizados. Ex: CC e MLO.
INCIDÊNCIAS COMPLEMENTARES- Também seguem posicionamentos patronizados, mas são utilizadas para estudo de áreas específicas da mama. Ex: ML, LM, SPOT (compressão seletiva)
MANOBRAS- São variações de posicionamento que utilizam angulação do tubo ou rotação da mama ou acessórios e que podem ser utilizadas em conjunto com qualquer incidência básica ou complementar. Ex: Manobra de Eklund, SPOT, Clivage, Rotacional.

PLANOS DE CORTE

TERMO AXIAL OU TRANSVERSAL- Segue o eixo longo do corpo e o divide o mesmo em superior e inferior – crânio caudal.

TERMO SAGITAL- Divide o corpo em metade direita e esquerda.

TERMO CORONAL- Divide o corpo em parte anterior e posterior.

 

Figura 01- Referências anatômicas para posicionamento e direção do feixe de raios-X , divisão dos planos anatômicos. Fonte: Livro- MAMA, CBR-2019; OATIS,2004 e Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2024.

INCIDÊNCIA-  DIREÇÃO DO FEIXE- AP OU PA.

POSICIONAMENTO- PARTE ANTERIOR OU POSTERIOR DO PACIENTE QUE ESTÁ ENCOSTADA NA ESTÁTIVA.

 

 RECOMENDAÇÕES SOBRE A COMPRESSÃO DA MAMA

 

 

NOVA NORMATIVA Nº 92/2021

NEWTONS

LIBRAS

15 a 20 Kgf

150 a 200N * TESTES*

33 a 44 LIBRAS

 

 

 

MAMA COM IMPLANTE

MAMA COM IMPLANTE

MAMA COM IMPLANTE

5 a 7 Kgf

 49 a 69N

11 a 15 LIBRAS

 

 

 

Figura 02- Quadro descritivo sobre a compressão  mamária sem e com a manobra de Eklund. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES  e  MAMA-CBR

 


 
IMPORTANTE- INFORMAÇÕES ATUALIZADAS CONSTAM  NO FINAL DESTA PÁGINA.

 

PROCEDIMENTOS

*Observar se a paciente não está fazendo uso de cosméticos, desodorante ou produtos que possam gerar artefatos na imagem;

*Retirar brincos grandes, e adereços que estejam próximos à mama;

*Qualquer tipo de alterações de pele como: quelóides, pintas, nevos e tatuagens devem ser devidamente descritas na anamnese.

USO  DO CONTROLE AUTOMÁTICO DE EXPOSIÇÃO
 

 Vídeo 01- Uso do controle automático de exposição. INCA, 2010


CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL.

  • Colocar o tubo em posição vertical, feixe perpendicular à mama;
  • Posicionar-se na face medial da mama a ser examinada para ter contato visual com a paciente;
  • Posicionar a paciente de frente para o receptor, com a cabeça virada para o lado oposto ao exame; ombro para trás ou braço ao longo do corpo, ou com o ombro em rotação externa;
  • Elevar o sulco inframamário para permitir melhor exposição da porção superior da mama, próxima ao tórax;
  • Centralizar a mama no bucky, com o mamilo paralelo ao filme;
  • Posicionar as mamas de forma simétrica;
  • Tracionar a mama e, sem soltá-la, efetuar a compressão.
  
Figura 03- Identificação na mamografia convencional nos quadrantes laterais na CC. Fonte: Acervo SQRI e Mama Imagem, cortesia da Dra. BAUAB, Selma.
 
 * Colocar o tubo em posição vertical em 0º, feixe perpendicular à mama;
Figura 04- Aparelho em 0º graus - Delicata/Kônica



 

 

Figuras 05 e 06- Aparelho Digital- Selenia Dimensions, com workstation de trabalho. CLÉLIA  MAGALHÃES, 2022.

 

* Posicionar-se na face medial da mama a ser examinada para ter contato visual com a  paciente e ter uma visão da inclusão medial melhor.

 

 

Figura 07- Elevação da Prega Inframamária. Fonte: NANCY OLIVEIRA.
 
*  O receptor deverá estar no nível da prega inframamária; 

*  A altura do receptor de imagem é determinada levantando-se a mama para atingir um  ângulo de 90º com a parede torácica.

 
 Figuras 08 e 09- Iniciando a incidência ou projeção craniocaudal. INCA, 2012

*Posicionamento do controle automático de exposição que deverá ser posicionado na área de maior densidade (terço anterior da mama).  

  
 Figuras 10 e 11- Uso correto do controle automático de exposição. Fonte: ARQUIVO PESSOAL. (FD)
 
 
  
Figura 12- Incidência craniocaudal – Posicionamento e imagem mamográfica. Fonte: MAMA, CBR-2019
 
 
  
Figuras 13 e 14 - Regras dos 3 dedos para posição da fotocélula ou CAE. Fotocélula selecionada com o intuito de selecionar a área de maior densidade da mama.TERÇO ANTERIOR DA MAMA. UFMG/MAGALHÃES, 2023 


 

Figura 15- Posição das fotocélulas gravadas na pá de compressão. BIASOLI, 2ª EDIÇÃO 



 

 
Figuras 16, 17, 18 e 19- Etapas do posicionamento para a incidência craniocaudal esquerda. Elevação do sulco inframamário, tração da mama, imobilização e compressão da mama. Fonte: Livro- Doenças da Mama. Diagnóstico e Tratamento. 
 
INDICADORES DE POSICIONAMENTO
 
Figuras 20 e 21- Esquema ilustrando a distância mamilo-porção posterior. Em A, na CC; em B, na MLO. Fonte: Acervo SQRI e OLIVEIRA, Nancy e MAMA, CBR-2019 
 

 

 

 - Porção lateral e porção medial da mama incluídas na radiografia, sem “cortar” a parte glandular;
 - Inclusão da camada adiposa posterior;
 - Inclusão do músculo grande peitoral (pode ocorrer em de 30% a 40% das imagens, em virtude das diferenças anatômicas entre as pacientes);
- Radiografias simétricas.  

 

 
Figuras 22 e 23- Mamas com simetria de posicionamento. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES,2022  
 

 Vídeo 02-  Posicionamento para a projeção craniocaudal. INCA, 2010

       Inicie o exame girando o tubo de raios-X, de modo que o suporte do filme fique paralelo ao músculo grande peitoral. A angulação pode variar de 30° a 60°, dependendo das características físicas da paciente;

    Eleve o braço da paciente, orientando-a a apoiar a mão na lateral do aparelho e a manter a musculatura relaxada;

    Suspenda a mama e tracione-a para frente - tanto a suspensão quanto a tração da mama devem ser feitas com a mão espalmada, nunca com a ponta dos dedos, pois poderiam aparecer pregas inadequadas;

    Observar a presenças de pregas e dobras antes da finalização da compressão;

    Abra o sulco inframamário, localizado entre o vértice da mama e o abdome, e efetue a compressão.

Inicie o exame girando o tubo de raios -X, de modo que o suporte do filme fique paralelo ao músculo grande peitoral. A angulação pode variar de 30° a 60°, dependendo das características físicas da paciente.

 
 Figuras 24, 25 e 26- Rotação do equipamento para a incidência mediolateral oblíqua. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022.
 
  
Figura 27- Identificação na mamografia convencional em MLO. Fonte: Mama Imagem.

* Coloque a paciente paralela ao RI, com um movimento de rotação aproxime  a paciente do bucky.


 

Figuras 28, 29 , 30 e 31-  Peitoral devidamente incluído no RI. Eleve o braço da paciente, orientando-a a apoiar a mão na lateral do aparelho e a manter a musculatura relaxada, a mama deve ser tracionada em toda sua totalidade, de forma que todo conteúdo mamário está presente no plano de exposição.


Figuras 32 e 33- Com o polegar em forma de “ L” suspenda e siga o movimento de alisar e alinhar a mama com a palma da mão. Efetue a compressão da mama de forma que a mão seja sendo retirada de acordo com a compressão. Fonte: LOPES, Aimar.


  
Figuras 34 e 35- Representação esquemática das incidências padrão (triângulo). Diferenças de projeção das lesões de acordo com a angulação adotada.
 

      O músculo peitoral maior tem de ser visto, pelo menos, no nível da papila ou abaixo. Para verificação, traça-se uma linha imaginária da papila até o vértice do músculo peitoral, com um ângulo perpendicular ao músculo ou à borda do filme, o que atingir primeiro;

    Os elementos posteriores a anteriores da mama devem estar bem separados, com boa identificação das estruturas adjacentes ao grande peitoral;

    A prega inframamária deve ser incluída inferiormente;

    A papila deve ficar paralela ao filme, sem se sobrepor à imagem;

    Uma boa inspeção não deve mostrar evidência de borramento por movimento;

    A angulação deve ser simétrica;

    O músculo pequeno peitoral não deve estar incluído na imagem.

               
Figura 36- Incidência MLO com bons critérios de posicionamento. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022
 
Vídeo 03- Posicionamento para a mediolateral oblíqua. INCA, 2010
 
 
Vídeo 04- Resumo do posicionamento para craniocaudal e mediolateral oblíqua. LASLO TABAR


  ERROS MAIS COMUNS DURANTE O POSICIONAMENTO
 
 
Figuras 37, 38 e 39- Dedos sobrepostos (37), sombra da cabeça do úmero (38), proximidade da parte lateral do corpo (39). AIMAR LOPES, GIL FACINA   
 
 
FATORES ANATÔMICOS PARA QUALIDADE EM POSICIONAMENTO
 

 
Figuras 40, 41 e 42- Erros gerados por alterações anatômicas. ARQUIVO PESSOAL e AIMAR LOPES 
 

POSICIONAMENTO EM MAMOGRAFIA- INCIDÊNCIAS COMPLEMENTARES

 Figura 43- Siglas e nomenclaturas das incidências e projeções para mamografia.  Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022.


 
Figuras 44 e 45- Telas de inclusão de exames de um equipamento Selenia Dimensions/ HOLOGIC e Kônica. Tn: CLÉLIA  MAGALHÃES, 2022

 
 BANDEJAS OU PÁS DE COMPRESSÃO

Figuras 46, 47, 48 e 49- Bandeja  quadrada 10cm (46), estreita para mamas pequenas (47), de campo reduzido 7,5m e de marcações cirúrgicas e lesões cutâneas (49).
 
Figuras 50 e 51- Bandeja de compressão seletiva de 7,5cm e bandeja de compressão seletiva de 10cm. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022  
 

 POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO PERFIL MÉDIOLATERAL (ML/PML/LML)
- Tubo e o detector permanecem em ângulo reto entre si, enquanto que o feixe de raios-X é angulado a 90º com o eixo vertical;
- A paciente deve ser posicionada com os pés de frente para o aparelho e com o pescoço estendido, de modo que a paciente consiga apoiar o braço sobre o detector;
- Tracione o tecido mamário para que toda mama seja incluída no RI;
- Com a mama apoiada no detector e já com a altura ajustada para centralizar a área média da mama;
- Pedir para que a paciente delicadamente retire a mama oposta, a fim de evitar sobreposição da mama oposta;
- Rugas e pregas devem ser removidas;

- O feixe de raios-X entra pela região medial e sai lateral;

- E o CAE deve ser posicionado na área mais densa da mama.

  

Figuras 52, 53, 54 e 55- Etapas do posicionamento em perfil mediolateral, e incidência de perfil lateral. NANCY OLIVEIRA, Tn: CLÉLIA MAGALHÃES
 
Vídeo 05- Projeção em perfil a 90º. INCA, 2010

 INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO CAUDOCRANIAL (REVERSE CRANIOCAUDAL) – RCC
Para realização de mamas pequenas, mulheres cifóticas e pacientes com marcapasso e mamas masculinas. Em pacientes cifóticos e em pacientes com pectus excavatum, duas projeções CC (ou seja, uma para o tecido mamário medial e outra para os laterais) devem ser realizadas. As incidências caudocranial e lateromedial oblíqua ou mediolateral reversa, usadas com menor frequência, também podem compensar as dificuldades nas deformidades torácicas. 

 
Figura 56- Aparelho em 180º para exposições em caudocranial. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022 

        O braço do equipamento de mamografia deve ser girado 180º, o que vai permitir que o detector esteja na porção superior da mama;
    Apoiar a paciente juntamente ao aparelho com a mama elevada;
    O feixe de raios-X é direcionado do caudo para o crânio;
    Aplicar a compressão lentamente, até que a mama esteja tensa;
    O CAE deve ser posicionado na área de maior densidade da mama.
 
     
Figuras  57, 58 e 59- Etapas do posicionamcnto para a incidência caudocranial. Tn: NANCY OLIVEIRA

Vídeo 06- Vídeo sobre a demonstração do posicionamento em caudocranial. INCA, 2010 
 
POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA  EM OBLÍQUA LATEROMEDIAL (OLM)
- Projetar tecidos mediais quando não demonstrados na projeção OML;
-  Para localização pré-cirúrgico;
-  Pacientes com marcapasso.

 

Figura 60- Aparelho em 45º, o feixe de raios-X de lateral para medial. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos.  NANCY OLIVEIRA
 

CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA OBLÍQUA LATEROMEDIAL (OLM)
- O tubo e detector permanecem em um ângulo de 45º;
- O feixe de raios-X deve estar paralelo ao peitoral ao músculo peitoral, com lado medial apoiado no detector;
- O braço é posicionado de forma que não faça sobreposição à mama;
- A compressão deve ser aplicada até que a mama esteja devidamente comprimida;
- CAE, na área mais densa da mama;

- Prega mamária e demais estruturas devem estar presentes na imagem.

Figuras 61 e 62 - Etapas para a incidência mediolateral em perfil para incio da compessão. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. COSTA, Nancy

Figura 63- Marca-passo cardíaco projetando-se na imagem mamográfica. B, Port-o-cath projetando-se na imagem mamográfica . MAMA, CBR-2019


POSICIONAMENTO E CRITÉRIOS PARA PERFIL LATERALMEDIAL (LM) OU (LLM)

- Tubo e o detector permanecem em ângulo reto entre si, enquanto que o feixe de raios-X é angulado a 90º com o eixo vertical;

- A paciente deve ser posicionada com os pés de frente para o aparelho e com o pescoço; estendido, de modo que a paciente consiga manter o braço relaxado e fora da área de interesse;

- Tracione o tecido mamário para que toda mama seja incluída no filme;

- Com a mama apoiada no detector e já com a altura ajustada para centralizar a área média da mama;

- Rugas e pregas devem ser removidas;

- O feixe de raios-X entra pela região lateral e sai na parte medial;

- E o CAE deve ser posicionado na área mais densa da mama.

Figuras 64, 65 e 66- Tracionar a mama com as duas mãos para conseguir mantê-la perfilada,e em seguida espalmar a mão até que o compressor se aproxime da mama.


 POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA DA CAUDA AXILAR OU (CA/PA/AX)
 OBJETIVO
Melhor visualização da região axilar, pode ser descrita também como perfil axilar;
 - Localizar achados na porção mais baixa da axila, quando não visualizados na incidência oblíqua  mediolateral (OML);
 - Utilizadas nos casos de presença de lesões suspeitas nessa região;
 - Indicada para aquisições de casos de presença de mamas acessórias.
Figura 67- Incidência axilar. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY OLIVEIRA
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA PROJEÇÃO DA CAUDA AXILAR

- Colocar paciente de frente para o equipamento de mamografia;

- Usar a bandeja ou pá curva se o serviço disponibilizar;

- Posicione a ponta do detector na altura da axila;

- Com as duas mãos, colocar o tecido mamário lateral e a cauda axilar sobre o detector;

- A cauda axilar deve ser apoiada até que a seja efetuada a compressão do tecido de interesse;

- AEC- posicionado na área mais densa da mama.

 

Figura 68, 69 e 70- A mão é mantida até que o compressor comece o movimento de descida da pá e finalização da compressão. Fonte: NANCY OLIVEIRA e Tn: ANA DINIZ


 

   
  Figuras 71, 72 e 73- Exposições axilares. CLÉLIA MAGALHÃES, 2021
 
INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL EXAGERADA    
 OBJETIVO
- Uma incidência mais completa da região lateral;
-  Avaliar lesões nos quadrantes laterais;
-  Desfazer densidade assimétrica no quadrante súpero-lateral.
 Figuras 74 e 75- Incidência crâniocaudal exagerada, e posição aproximada de angulação do equipamento de 5º a 10º para exposição do quadrante lateral direito. 
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL EXAGERADA
- O tubo de raios-X deve ser angulado determinando que o feixe de raios-X seja direcionado do crânio para o caudo;
- A angulação é de aproximadamente 5º a 10º em sentido lateromedial;
- Começar esse posicionamento como se fosse posicionar uma incidência CC;
- Rodar o corpo da paciente em 45º em sentido mediolateral, para que seja dada ênfase na região lateral da mama;
- Elevar a mama nos seus limites superiores e tracionar o máximo de tecido lateral possível;
- Ajustar o posicionamento de forma que a bandeja de compressão não encoste no úmero;
- A cabeça da paciente deve ser orientada para fora do campo de projeção;
- Efetuar a compressão cuidadosamente;
- AEC posicionado na parte de maior densidade da mama.
Figuras 76, 77 e 78- Trazer o máximo de tecido  do quadrante lateral para a imagem (76), inclusão do tecido mamário do quadrante (77), e radiografia (78).
 
 Figuras 79 e 80- Incidência craniocaudal exagerada lateral e imagens radiológicas da incidência. MAMA, CBR-2019

Vídeo 07- Craniocaudal exagerada. INCA, 2010
CLEÓPATRA

OBJETIVO

-  Variação para a incidência craniocaudal exagerada (XCC) com angulação de 10º a 15º.

Opcional para a XCCM ou XCCL.

* Algumas  referências citam a Incidência de Cleópatra com o tubo na vertical e feixe

  

perpendicular a mama, apenas com a inclinação da paciente.

 

Figuras 81 e 82- Imagem radiográfica da incidência craniocaudal exagerada lateral com inclinação de 5º a 7º. AIMAR LOPES

INCIDÊNCIAS PARA COMPRESSÃO SELETIVA OU SPOT SIMPLES

- Complemento para as incidências básicas;
- Separar estruturas sobrepostas;
- Observar mais detalhes e mais definição;
- Aproximar a estrutura de interesse para mais perto do RI;
- Separar lesões regulares de irregulares.


 Figuras 83 e 84- Bandeja de compressão seletiva. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES e compressão para a incidência localizada ( 84). NANCY OLIVEIRA

CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA

               Após a realização das incidências básicas CC e MLO;
               Substituir a bandeja de rotina pela de compressão seletiva;
               Localizar a área de interesse tendo como referência o mamilo;
               Contar, na radiografia ou imagem, o número de dedos transversos a partir do mamilo;
               A mama deve ser posicionada da mesma forma que a radiografia que originou as medidas;
               Centralizar a área de interesse sob o compressor seletivo, de forma que a lesão ou imagem esteja central ao ponto de compressão;
               AEC deve estar posicionado SEMPRE na POSIÇÃO 1.
 

Figuras 85 e 86- Compressão seletiva para pá de compressão de -+7,5cm (85), imagem da dissociação de estruturas (86). AIMAR LOPES e NANCY OLIVEIRA

Figuras 87 e 88- Exemplos de compressão seletiva com bandeja de +- 10cm e imagens de lesões com o uso da compressão seletiva. MAMA, CBR- 2019

  

INCIDÊNCIAS COM COMPRESSÃO SELETIVA COM AMPLIAÇÃO

OBJETIVO

- Melhora a visualização das microcalcificações e lesões pequenas;

- A ampliada é executada movendo-se a mama para mais perto do ponto focal;

- Pode ser executada em todas as incidências.

 CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA COM AMPLIAÇÃO

Retirar a grande antidifusora ou o bucky gradeado do aparelho;
Inserir a plataforma de ampliação 1.5 ou 1.8;
Foco fino a ser selecionado pelo aparelho 0,1mm;
Usar o tamanho da bandeja de acordo com a área de interesse;
Comprimir a mama esteja tensa.

 

 Figuras 89 e 90- Uso da plataforma de magnificação, exemplos de posicionamento para a incidência. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, e DENIS FRANÇA 
 

 

Figuras 91 e 92- Compressão mamária localizada e imagem radiográfica com ampliação de 1.8x para calcificações. NANCY OLIVEIRA e CLÉLIA MAGALHÃES.
Vídeo 08-  Ampliação geométrica . INCA, 2010
 
 CLIVAGEM, CLIVAGE, VALE, DUPLA COMPRESSÃO, ESCOTE OU EXAGERADA MEDIAL 
OBJETIVO
-  Melhorar a visualização de lesões suspeitas encontradas na porção medial da mama;
-  Incluir tecidos próximos ao esterno. (EXAGERADA MEDIAL-XCCM) 
 
 
Figura 93- CLIVAGE (DALKE, 2012)
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO CLIVAGE
- A paciente deve ser posicionada de frente para a unidade de mamografia enquanto a técnica realizar o movimento de tração das duas mamas simultaneamente; 
 - Segurando a mama gentilmente, aproximá-las medialmente, tracionando-as para longe da parede do tórax e para perto do detector e elevando-as em seus limites superiores;
 - Usar técnica manual para este exame/ ou automática se o equipamento permitir.

Figuras 94, 95, 96 e 97- Sequência para o posicionamento da mama para a incidência de Clivagem, com inclusão dos quadrantes mediais e imagem  da incidência.

Vídeo 09- Incidência para Clivagem. INCA, 2010

OBJETIVO
- Serve para dissociar estruturas e imagens que possam ter sido criadas pela sobreposição de tecido.
Figura 98- Rolada (DALKE), 2012

CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A MANOBRA DA “MÃO ROLADA”

      Rolar a parte superior da mama em uma direção e a base em outra;
      A trajetória do feixe de raios-X é orientada do crânio para o caudo;
      Colocar uma das mãos sobre a mama e outra sob a mama;
      Mover ambas as mamas em direções oposta, rodando o tecido;
      Com cuidado, retirar a mão que está sob a mama, mantendo a que está em cima;
      Efetuar a compressão;
      AEC posicionado na área de maior densidade;
      Marcar na radiografia ou imagem visível o movimento realizado RM-RL.

 
 Figuras 99, 100 e 101- Incidências roladas: giro da mama em torno da papila que representa o eixo de rotação, e imagem radiológica.  MAMA, CBR-2019 
 
Vídeo 10- Incidência da mão rolada. INCA,2010
 CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA MANOBRA TANGENCIADA

PRIMEIRO METÓDO DE LOCALIZAÇÃO

A compressão deve ser feita com a placa fenestrada alfanumérica;

Localizar a lesão na chanfradura do compressor;
A localização da lesão é encontrada usando as coordenadas da placa alfanumérica;
Colocar um marcador metálico para marcar a localização da lesão.

SEGUNDA PARTE DO MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DA LESÃO COM MARCADOR METÁLICO

Com o marcador localizado na lesão de interesse colocá-la em ponto de curva paralela ao RI. 

Figuras 102 e 103- Manobra tangenciada com marcado metálico para calcificações cutâneas. NANCY OLIVEIRA

Vídeo 11- Prótese de Silicone e uso da Incidência Tangencial. Material gentilmente cedido pela professora Elisângela Senra.


POSICIONAMENTO PARA A MANOBRA DE EKLUND
OBJETIVO
Estudar a mama e a parede do implante

 

  

 Figuras 104 e 105- Posições dos implantes de silicone. ROVARIS, Diego, 2020
 
 
Figuras 106  e 107- Imagem esquematizada da posição do implante de silicone na mama e com a realização da manobra. Fonte: NANCY OLIVEIRA
 

 

PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROCEDIMENTO

 

 

Figuras 108 e 109- Tela  de inclusão de exames e procedimentos e tela de alterações de técnicas como: filtro, kV e mAs. E tela de alterações de fatores técnicos. 
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA MAMOGRAFIA COM IMPLANTE 
- A mama deve ser avaliada de duas formas: com implantes e sem implante; 
- Primeiro é realizada as imagens com implantes nas incidências CC e OML;
- Em mamas com implantes mamários não é utilizado os sistema de exposição automática;
- A manobra de afastamento NÃO  deve ser executada quando houver restrição da mobilidade do implante ( implantes endurecidos, aderidos ao parênquima mamário, com parede abaulada ou implantes com ondulações e com áreas irregulares na parede, e quando ouver a suspeita de ruptura.

Figuras 110 e 111- Posicionamento final da projeção craniocaudal com todo conjunto. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY COSTA. E imagem do conjunto mama e implante. Ruptura extracapsular. Fonte: Dr. Eduardo Pontes Reis

MANOBRA DE DESLOCAMENTO DO IMPLANTE DE SILICONE 
- Fazer o posicionamento da mama em crânio caudal (CC) e Oblíqua Mediolateral (OML), puxando todo conjunto: mama e implante; 
- Posicionar de maneira precisa e cuidadosa para a obtenção da maior parte possível das estruturas mamárias dentro do campo de incidência;
 - Detalhe importante: O AEC deve ser mantido na primeira posição de exposição 1 e uso de técnica manual de exposição. 
 
 
 MANOBRA DE AFASTAMENTO DO IMPLANTE DE SILICONE
EKLUND 
 
   
Figura 112- Passos para o posicionamento com o afastamento do implante de silicone. Manobra de Eklund.
 
PROJEÇÃO CRANIOCAUDAL SEM O IMPLANTE
 
Figuras 113 e 114- Início da manobra de Eklund para que o implante será retirado da área de interesse. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY OLIVEIRA

 
PROJEÇÃO OBLÍQUA MEDIOLATERAL MAMA+IMPLANTE
 
 
Figuras 115 e 116- Todo conjunto deve estar incluída na imagem. Posicionamento final para a incidência ou projeção OML. Fonte: NANCY OLIVEIRA

MANOBRA DE EKLUND

PROJEÇÃO OBLÍQUA MEDIOLATERAL COM AFASTAMENTO O IMPLANTE

 
Figuras 117, 118 e 119- Etapas do afastamento do implante de silicone, o implante é massageado para trás de forma a joga-lo para fora da área de interesse. 
 
 Figuras 120 e 121- Exposição com implante  e manobra de Eklund (121). Imagens cedidas pela Tn: ANA DINIZ
 
 POSICIONAMENTO COM E SEM A MANOBRA DE EKLUND
Vídeo 12- Vídeo gentilmente cedido pela doutrora: Sabrina Bianco- BREAST CASES-https://www.instagram.com/breastcases?igsh=MW54NngzamdyM2Z5NQ==

SILICONOMA
O termo siliconoma popularizou-se em meados de 1965 para se referir a uma reação tipo corpo estranho. A forma irregular do silicone impede sua fagocitose, levando à formação de granulomas, tendo suas partículas maiores sendo encapsuladas por tecido fibroso.
Figuras 122 e 123- Aplicação de silicone liquido industrial nas mamas. (SILICONOMA). Cápsulas fibrosas de silicone. http://rmfisiodermatofuncional.blogspot.com/2017/06/
 
IMPORTANTE 
São Paulo, 04 de outubro de 2022

Parecer sobre Sistema de Compressão dos Mamógrafos: testes de controle de qualidade e compressão clínica

 A Instrução Normativa ANVISA nº 92 de 27 de maio de 2021 (IN ANVISA nº 92/2021), revisada em 06 de julho de 2022 1, estabeleceu no seu Anexo I, trinta e um testes de aceitação e de controle de qualidade para serviços de mamografia. Os testes de controle de qualidade têm como objetivo detectar desvios no desempenho dos componentes dos sistemas de imagem que podem levar à degradação da mamografia para o diagnóstico de doenças da mama, indicando a necessidade de medidas corretivas antes que tal degradação seja percebida nas imagens clínicas. ANVISA Nº 92/2021, os testes de indicação da espessura da mama comprimida, força máxima de compressão, alinhamento da bandeja de compressão, compensação do Controle Automático de Exposição (CAE) para diferentes espessuras e valores representativos de dose glandular média (DGM) para diferentes espessuras de mama estão relacionados ao desempenho do sistema de compressão.

O objetivo do teste da força de compressão requerido pela IN ANVISA nº 92/2021, é avaliar a exatidão do indicador de força aplicada pela bandeja de compressão do mamógrafo sobre a mama a ser radiografada. Resumidamente, este teste consiste na comparação do valor da força de compressão indicado no painel de controle do mamógrafo com o valor medido por uma balança ou dinamômetro. É necessário realizar o teste tanto para o modo automático, quando a mama é comprimida mediante o acionamento do pedal de compressão, como para o modo manual, quando a bandeja de compressão é acionada manualmente pela técnica/tecnóloga. A IN ANVISA nº 92/2021 estabelece, no Anexo I, que a força máxima aplicada pela bandeja de compressão sobre a mama, quando operando no modo automático, deve se situar entre 150N e 200N. A força máxima exercida pela bandeja é aquela alcançada quando o dispositivo automático de compressão desliga e não é possível prosseguir comprimindo a mama. Caso a técnica/tecnóloga perceba que a mama ainda precisa de mais compressão dará prosseguimento ao processo acionando manualmente a bandeja.

Compressão Clínica

A compressão adequada da mama é essencial para uma mamografia de alta qualidade e, portanto, para a detecção radiológica do câncer de mama. A compressão reduz a espessura da mama, o que diminui a exposição à radiação e consequentemente, a dose absorvida na glândula mamária. Da mesma forma, reduz as radiações dispersas (espalhadas pela mama na direção do sistema de detecção da imagem), geradas durante a exposição da mama, o que melhora o contraste radiográfico, parâmetro importante para a detecção de pequenos nódulos de baixo contraste e assimetrias. Nesse aspecto, a compressão uniforme da mama permite a penetração da radiação uniformemente em toda a glândula, o que resulta em densidades óticas mais homogêneas na imagem, facilitando a sua interpretação 3,4. A compressão imobiliza a mama, o que evita ou minimiza o movimento da paciente durante a exposição, evitando assim o ‘borramento da imagem’ que diminui a nitidez das bordas das estruturas anatômicas, dos nódulos e das microcalcificações. Além disso, ao aproximar a mama do detector, a compressão. A compressão do tecido mamário deve ser firme, mas tolerável. Durante o posicionamento e a compressão da mama, a profissional Técnica/Tecnóloga em Radiologia deve estar atenta ao estado emocional da mulher e suas possíveis reações e cuidar para minimizar o seu sofrimento. A equipe técnica deve ser treinada para avaliar o grau de compressão da mama, que deve ser alcançado quando a mama está adequadamente imobilizada e firme, de acordo com o nível de compressão suportado pela mulher, de modo a obter a melhor qualidade da imagem. Dessa forma, em relação aos valores de força de compressão aplicados no cenário clínico da mamografia, a Comissão Nacional de Mamografia do CBR recomenda que: para exames sem próteses seja aplicada uma força de compressão inicial entre 70N e 80N, e a seguir, ela seja aumentada gradativamente até a mama esteja firme e imobilizada; para mamas com próteses a força de compressão inicial seja de 50N e de 70N a 80N na manobra de Eklund. Entretanto, ressalta que a força de compressão pode variar bastante, principalmente em função do tamanho da mama, da densidade do tecido mamário, assim como da tolerância da mulher. Comissão Nacional de Mamografia do CBR, em conjunto com a SBM e FEBRASGO


Fontes de Referência


 






 

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