INFORMAÇÕES IMPORTANTES !!!
IDADE IDEAL PARA A PRIMEIRA MAMOGRAFIA
CBR- (COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA);
FEBRASGO- (FEDERAL BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA);
SBM- (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA).
RECOMENDAM A MAMOGRAFIA ANUAL PARA AS MULHERES A PARTIR DOS 40 ANOS DE IDADE, VISANDO AO DIAGNÓSTICO PRECOCE E A REDUÇÃO DA MORTALIDADE.
MINISTÉRIO DA SAÚDE, QUE PRECONIZA O RASTREAMENTO BIANUAL, A PARTIR DOS 50 ANOS, EXCLUINDO DOS PROGRAMAS DE RASTREAMENTO UMA FAIXA IMPORTANTE DA POPULAÇÃO (MULHERES ENTRE 40-49 ANOS), RESPONSÁVEL POR CERCA DE 15-20% DOS CASOS DE CÂNCER DE MAMA.
INCIDÊNCIAS BÁSICAS PARA MAMOGRAFIA
PLANOS DE CORTE
TERMO AXIAL OU TRANSVERSAL- Segue o eixo longo do corpo e o divide o mesmo em superior e inferior – crânio caudal.
TERMO SAGITAL- Divide o corpo em metade direita e esquerda.
TERMO CORONAL- Divide o corpo em parte anterior e posterior.
INCIDÊNCIA- DIREÇÃO DO FEIXE- AP OU PA.
POSICIONAMENTO- PARTE ANTERIOR OU POSTERIOR DO PACIENTE QUE ESTÁ ENCOSTADA NA ESTÁTIVA.
RECOMENDAÇÕES SOBRE A COMPRESSÃO DA MAMA
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NOVA NORMATIVA Nº 92/2021 |
NEWTONS |
LIBRAS |
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15 a 20 Kgf |
150 a
200N * TESTES* |
33 a 44 LIBRAS |
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MAMA COM IMPLANTE |
MAMA COM IMPLANTE |
MAMA COM IMPLANTE |
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5 a 7 Kgf |
49 a 69N |
11 a 15 LIBRAS |
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Figura 02- Quadro descritivo sobre a compressão mamária sem e com a manobra de Eklund. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES e MAMA-CBR
PROCEDIMENTOS
*Observar se a paciente não está fazendo uso de cosméticos, desodorante ou produtos que possam gerar artefatos na imagem;
*Retirar brincos grandes, e adereços que estejam próximos à mama;
*Qualquer tipo de alterações de pele como: quelóides, pintas, nevos e tatuagens devem ser devidamente descritas na anamnese.
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL.
- Colocar o tubo em posição vertical, feixe perpendicular à mama;
- Posicionar-se na face medial da mama a ser examinada para ter contato visual com a paciente;
- Posicionar a paciente de frente para o receptor, com a cabeça virada para o lado oposto ao exame; ombro para trás ou braço ao longo do corpo, ou com o ombro em rotação externa;
- Elevar o sulco inframamário para permitir melhor exposição da porção superior da mama, próxima ao tórax;
- Centralizar a mama no bucky, com o mamilo paralelo ao filme;
- Posicionar as mamas de forma simétrica;
- Tracionar a mama e, sem soltá-la, efetuar a compressão.
* Posicionar-se na face medial da mama a ser examinada para ter contato visual com a paciente e ter uma visão da inclusão medial melhor.
* A altura do receptor de imagem é determinada levantando-se a mama para atingir um ângulo de 90º com a parede torácica.
*Posicionamento do controle automático de exposição que deverá ser posicionado na área de maior densidade (terço anterior da mama).
Figura 15- Posição das fotocélulas gravadas na pá de compressão. BIASOLI, 2ª EDIÇÃO
- Porção lateral e porção medial da mama
incluídas na radiografia, sem “cortar” a parte glandular;
- Inclusão da camada adiposa posterior;
- Inclusão
do músculo grande peitoral (pode ocorrer em de 30% a 40% das imagens, em
virtude das diferenças anatômicas entre as pacientes);
- Radiografias simétricas.
Vídeo 02- Posicionamento para a projeção craniocaudal. INCA, 2010
• Inicie o exame girando o tubo de raios-X, de modo que o suporte do filme fique paralelo ao músculo grande peitoral. A angulação pode variar de 30° a 60°, dependendo das características físicas da paciente;
• Eleve o braço da paciente, orientando-a a apoiar a mão na lateral do aparelho e a manter a musculatura relaxada;
• Suspenda a mama e tracione-a para frente - tanto a suspensão quanto a tração da mama devem ser feitas com a mão espalmada, nunca com a ponta dos dedos, pois poderiam aparecer pregas inadequadas;
• Observar a presenças de pregas e dobras antes da finalização da compressão;
• Abra o sulco inframamário, localizado entre o vértice da mama e o abdome, e efetue a compressão.
Inicie o exame girando o tubo de raios -X, de modo que o suporte do filme fique paralelo ao músculo grande peitoral. A angulação pode variar de 30° a 60°, dependendo das características físicas da paciente.
* Coloque a paciente paralela ao RI, com um movimento de rotação aproxime a paciente do bucky.
Figuras 32 e 33- Com o polegar em forma de “ L” suspenda e siga o movimento de alisar e alinhar a mama com a palma da mão. Efetue a compressão da mama de forma que a mão seja sendo retirada de acordo com a compressão. Fonte: LOPES, Aimar.
• O músculo peitoral maior tem de ser visto, pelo menos, no nível da papila ou abaixo. Para verificação, traça-se uma linha imaginária da papila até o vértice do músculo peitoral, com um ângulo perpendicular ao músculo ou à borda do filme, o que atingir primeiro;
• Os elementos posteriores a anteriores da mama devem estar bem separados, com boa identificação das estruturas adjacentes ao grande peitoral;
• A prega inframamária deve ser incluída inferiormente;
• A papila deve ficar paralela ao filme, sem se sobrepor à imagem;
• Uma boa inspeção não deve mostrar evidência de borramento por movimento;
• A angulação deve ser simétrica;
• O músculo pequeno peitoral não deve estar incluído na imagem.
ERROS MAIS COMUNS DURANTE O POSICIONAMENTO
POSICIONAMENTO EM MAMOGRAFIA- INCIDÊNCIAS COMPLEMENTARES


Figuras 44 e 45- Telas
de inclusão de exames de um equipamento Selenia Dimensions/ HOLOGIC e Kônica. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022
Figuras 46, 47, 48 e 49- Bandeja quadrada 10cm (46), estreita para mamas pequenas (47), de campo reduzido
7,5m e de marcações cirúrgicas e lesões cutâneas (49).

Figuras 50 e 51- Bandeja de compressão seletiva de 7,5cm e bandeja de compressão seletiva de 10cm. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022
POSICIONAMENTO
PARA A INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO PERFIL MÉDIOLATERAL (ML/PML/LML)
- Tubo e o detector permanecem em ângulo
reto entre si, enquanto que o feixe de raios-X é angulado a 90º com o eixo
vertical;
- A paciente deve ser posicionada com os
pés de frente para o aparelho e com o pescoço estendido, de modo que a paciente
consiga apoiar o braço sobre o detector;
- Tracione o tecido mamário para que toda
mama seja incluída no RI;
- Com a mama apoiada no detector e já com
a altura ajustada para centralizar a área média da mama;
- Pedir para que a paciente delicadamente
retire a mama oposta, a fim de evitar sobreposição da mama oposta;
- Rugas e pregas devem ser removidas;
- O feixe de raios-X entra pela
região medial e sai lateral;
- E o CAE deve ser posicionado na área
mais densa da mama.


Figuras 52, 53, 54 e 55- Etapas do posicionamento em perfil mediolateral, e incidência de perfil lateral. NANCY OLIVEIRA, Tn: CLÉLIA MAGALHÃES Vídeo 05- Projeção em perfil a 90º. INCA, 2010
INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO CAUDOCRANIAL (REVERSE
CRANIOCAUDAL) – RCCPara
realização de mamas pequenas, mulheres cifóticas e pacientes com marcapasso e
mamas masculinas. Em pacientes
cifóticos e em pacientes com pectus excavatum, duas projeções CC (ou seja, uma para o tecido
mamário medial e outra para os laterais) devem ser realizadas. As incidências
caudocranial e lateromedial oblíqua ou mediolateral reversa, usadas com menor
frequência, também podem compensar as dificuldades nas deformidades torácicas.
Figura 56- Aparelho em 180º para exposições em caudocranial. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2022
• O
braço do equipamento de mamografia deve ser girado 180º, o que vai permitir que
o detector esteja na porção superior da mama;
• Apoiar
a paciente juntamente ao aparelho com a mama elevada;
• O
feixe de raios-X é direcionado do caudo para o crânio;
• Aplicar
a compressão lentamente, até que a mama esteja tensa;
• O
CAE deve ser posicionado na área de maior densidade da mama.

Figuras 57, 58 e 59- Etapas do posicionamcnto para a incidência caudocranial. Tn: NANCY OLIVEIRA
Vídeo 06- Vídeo sobre a demonstração do posicionamento em caudocranial. INCA, 2010 POSICIONAMENTO
PARA A INCIDÊNCIA EM OBLÍQUA LATEROMEDIAL (OLM)
- Projetar
tecidos mediais quando não demonstrados na projeção OML;
- Para
localização pré-cirúrgico;
- Pacientes
com marcapasso.
Figura 60- Aparelho em 45º, o feixe de raios-X de
lateral para medial. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY OLIVEIRA
CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA OBLÍQUA LATEROMEDIAL (OLM)- O
tubo e detector permanecem em um ângulo de 45º;
- O
feixe de raios-X deve estar paralelo ao peitoral ao músculo peitoral, com lado
medial apoiado no detector;
- O
braço é posicionado de forma que não faça sobreposição à mama;
- A
compressão deve ser aplicada até que a mama esteja devidamente comprimida;
- CAE,
na área mais densa da mama;
- Prega
mamária e demais estruturas devem estar presentes na imagem.

Figuras 61 e 62 - Etapas para a incidência mediolateral em perfil para incio da compessão. Fonte: Mamografia
Posicionamentos Radiológicos. COSTA, Nancy
Figura 63- Marca-passo
cardíaco projetando-se na imagem mamográfica. B, Port-o-cath projetando-se na imagem mamográfica . MAMA, CBR-2019
POSICIONAMENTO E CRITÉRIOS PARA PERFIL
LATERALMEDIAL (LM) OU (LLM)
- Tubo e o detector permanecem em ângulo
reto entre si, enquanto que o feixe de raios-X é angulado a 90º com o eixo
vertical;
- A paciente deve ser posicionada com os
pés de frente para o aparelho e com o pescoço; estendido, de modo que a
paciente consiga manter o braço relaxado e fora da área de interesse;
- Tracione o tecido mamário para que toda
mama seja incluída no filme;
- Com a mama apoiada no detector e já com
a altura ajustada para centralizar a área média da mama;
- Rugas e pregas devem ser removidas;
- O feixe de raios-X entra pela região
lateral e sai na parte medial;
- E o CAE deve ser posicionado na área
mais densa da mama.


Figuras 64, 65 e 66- Tracionar
a mama com as duas mãos para conseguir mantê-la perfilada,e em seguida espalmar a mão até que o compressor se aproxime da mama.
POSICIONAMENTO PARA A INCIDÊNCIA DA CAUDA AXILAR OU (CA/PA/AX)
OBJETIVO
- Melhor visualização da região axilar, pode ser descrita também como perfil axilar;
- Localizar achados na porção mais baixa da
axila, quando não visualizados na incidência oblíqua mediolateral
(OML);
- Utilizadas nos casos de presença de lesões
suspeitas nessa região;
- Indicada para aquisições de casos de
presença de mamas acessórias.
Figura 67- Incidência
axilar. Fonte: Mamografia
Posicionamentos Radiológicos. NANCY OLIVEIRA
CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA PROJEÇÃO DA CAUDA AXILAR
- Colocar paciente de frente para o
equipamento de mamografia;
- Usar a bandeja ou pá curva se o serviço
disponibilizar;
- Posicione a ponta do detector na altura
da axila;
- Com as duas mãos, colocar o tecido
mamário lateral e a cauda axilar sobre o detector;
- A cauda axilar deve ser apoiada até que
a seja efetuada a compressão do tecido de interesse;
- AEC- posicionado na área mais densa da
mama.

Figura 68, 69 e 70- A
mão é mantida até que o compressor comece o movimento de descida da pá e finalização da compressão. Fonte: NANCY OLIVEIRA e Tn: ANA DINIZ
Figuras 71, 72 e 73- Exposições axilares. CLÉLIA MAGALHÃES, 2021
INCIDÊNCIA
CRANIOCAUDAL EXAGERADA OBJETIVO
- Uma incidência mais completa da
região lateral;
- Avaliar lesões nos quadrantes
laterais;
- Desfazer densidade
assimétrica no quadrante súpero-lateral. Figuras 74 e 75- Incidência
crâniocaudal
exagerada, e posição aproximada de angulação do equipamento de 5º a 10º para exposição do quadrante lateral direito.
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA
INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL EXAGERADA- O tubo
de raios-X deve ser angulado determinando que o feixe de raios-X seja
direcionado do crânio para o caudo;
- A angulação
é de aproximadamente 5º a 10º em sentido lateromedial;
- Começar esse
posicionamento como se fosse posicionar uma incidência CC;
- Rodar o
corpo da paciente em 45º em sentido mediolateral,
para que seja dada ênfase na região lateral da mama;
- Elevar a
mama nos seus limites superiores e tracionar o máximo de tecido lateral
possível;
- Ajustar o
posicionamento de forma que a bandeja de compressão não encoste no úmero;
- A cabeça
da paciente deve ser orientada para fora do campo de projeção;
- Efetuar a
compressão cuidadosamente;
- AEC posicionado
na parte de maior densidade da mama.

Figuras 76, 77 e 78- Trazer o máximo de tecido do
quadrante lateral para a imagem (76), inclusão do tecido mamário do quadrante (77), e radiografia (78). 
Figuras 79 e 80- Incidência craniocaudal exagerada lateral e imagens radiológicas da incidência. MAMA, CBR-2019
Vídeo 07- Craniocaudal exagerada. INCA, 2010CLEÓPATRA
OBJETIVO
-
Variação
para a incidência craniocaudal exagerada (XCC) com angulação de 10º a 15º.
- Opcional para a XCCM ou XCCL.
* Algumas referências citam a Incidência de Cleópatra com o tubo na vertical e feixe
perpendicular a mama, apenas com a inclinação da paciente.


Figuras 81 e 82- Imagem
radiográfica da incidência craniocaudal exagerada lateral com inclinação de 5º
a 7º. AIMAR LOPES.
INCIDÊNCIAS PARA COMPRESSÃO SELETIVA OU
SPOT SIMPLES
-
Complemento para as incidências básicas;
-
Separar estruturas sobrepostas;-
Observar mais detalhes e mais definição;
-
Aproximar a estrutura de interesse para mais perto do RI;
-
Separar lesões regulares de irregulares.

Figuras 83 e 84- Bandeja de compressão seletiva. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES e compressão para a incidência localizada ( 84). NANCY OLIVEIRA CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA
• Após
a realização das incidências básicas CC e MLO;•
Substituir
a bandeja de rotina pela de compressão seletiva;
•
Localizar
a área de interesse tendo como referência o mamilo;
•
Contar,
na radiografia ou imagem, o número de dedos transversos a partir do mamilo;
•
A
mama deve ser posicionada da mesma forma que a radiografia que originou as
medidas;
•
Centralizar
a área de interesse sob o compressor seletivo, de forma que a lesão ou imagem
esteja central ao ponto de compressão;
•
AEC
deve estar posicionado SEMPRE na POSIÇÃO 1.

Figuras 85 e 86- Compressão seletiva para pá de compressão de -+7,5cm (85), imagem da dissociação de estruturas (86). AIMAR LOPES e NANCY OLIVEIRA

Figuras 87 e 88- Exemplos de compressão seletiva com bandeja de +- 10cm e imagens de lesões com o uso da compressão seletiva. MAMA, CBR- 2019
INCIDÊNCIAS
COM COMPRESSÃO SELETIVA COM AMPLIAÇÃO
OBJETIVO
-
Melhora a visualização das microcalcificações e
lesões pequenas;
- A ampliada
é executada movendo-se a mama para mais perto do ponto focal;
-
Pode ser executada em todas as
incidências.
CRITÉRIOS
DE
POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA
COM AMPLIAÇÃO
• Retirar
a grande antidifusora ou o
bucky
gradeado do aparelho;
• Inserir
a plataforma de ampliação 1.5 ou 1.8;
• Foco
fino a ser selecionado pelo aparelho 0,1mm;
• Usar
o tamanho da bandeja de acordo com a área de interesse;
• Comprimir
a mama esteja tensa.

Figuras
89 e 90- Uso da plataforma de magnificação, exemplos de
posicionamento para a incidência. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, e DENIS FRANÇA 

Figuras 91 e 92- Compressão mamária localizada e imagem radiográfica com ampliação de 1.8x para calcificações. NANCY OLIVEIRA e CLÉLIA MAGALHÃES.
Vídeo 08- Ampliação geométrica . INCA, 2010
CLIVAGEM, CLIVAGE, VALE, DUPLA COMPRESSÃO, ESCOTE OU EXAGERADA MEDIAL
OBJETIVO
- Melhorar a visualização de lesões suspeitas
encontradas na porção medial da mama;
- Incluir tecidos próximos ao esterno. (EXAGERADA MEDIAL-XCCM)
Figura 93- CLIVAGE (DALKE, 2012)
CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA INCIDÊNCIA OU PROJEÇÃO CLIVAGE- A
paciente deve ser posicionada de frente para a unidade de mamografia enquanto a
técnica realizar o movimento de tração das duas mamas simultaneamente; - Segurando
a mama gentilmente, aproximá-las medialmente, tracionando-as para longe da
parede do tórax e para perto do detector e elevando-as em seus limites
superiores; - Usar
técnica manual para este exame/ ou automática se o equipamento permitir.



Figuras 94, 95, 96 e 97- Sequência para o posicionamento da mama para a incidência de Clivagem, com inclusão dos quadrantes mediais e imagem da incidência.
Vídeo 09- Incidência para Clivagem. INCA, 2010
OBJETIVO- Serve para dissociar estruturas e imagens que possam ter sido criadas pela sobreposição de tecido.
Figura 98- Rolada (DALKE), 2012CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA A MANOBRA DA “MÃO ROLADA”
• Rolar a parte superior da mama em uma
direção e a base em outra;
• A trajetória do feixe de raios-X é
orientada do crânio para o caudo;
•
Colocar uma das mãos sobre a mama e outra
sob a mama;
• Mover ambas as mamas em direções oposta,
rodando o tecido;
• Com cuidado, retirar a mão que está sob a
mama, mantendo a que está em cima;
• Efetuar a compressão;
• AEC posicionado na área de maior
densidade;• Marcar na radiografia ou imagem visível o
movimento realizado RM-RL. 

Figuras 99, 100 e 101- Incidências roladas: giro da mama em torno da papila que representa o
eixo de rotação, e imagem radiológica. MAMA, CBR-2019 Vídeo 10- Incidência da mão rolada. INCA,2010
CRITÉRIOS
DE POSICIONAMENTO PARA MANOBRA TANGENCIADA
PRIMEIRO
METÓDO DE LOCALIZAÇÃO
• A
compressão deve ser feita com a placa fenestrada alfanumérica;
• Localizar
a lesão na chanfradura do compressor;
• A
localização da lesão é encontrada usando as coordenadas da placa alfanumérica;
• Colocar
um marcador metálico para marcar a localização da lesão.
SEGUNDA
PARTE DO MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DA LESÃO COM MARCADOR METÁLICO
• Com o
marcador localizado na lesão de interesse colocá-la em ponto de curva paralela
ao RI.

Figuras 102 e 103- Manobra tangenciada com marcado metálico para
calcificações cutâneas. NANCY OLIVEIRA
OBJETIVO
Estudar a mama e a parede do
implante
Figuras 104 e 105- Posições
dos implantes de silicone. ROVARIS,
Diego, 2020
Figuras 106 e 107- Imagem esquematizada da posição do implante de silicone na mama e com a realização da manobra. Fonte: NANCY OLIVEIRA
PROCESSO DE SELEÇÃO DE
PROCEDIMENTO
Figuras 108 e 109- Tela de inclusão de exames e procedimentos e tela de alterações de técnicas como: filtro, kV e mAs. E tela de alterações de fatores técnicos.
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA MAMOGRAFIA COM
IMPLANTE - A mama
deve ser avaliada de duas formas: com implantes e sem implante; - Primeiro
é realizada as imagens com implantes nas incidências CC e OML;- Em mamas
com implantes mamários não é utilizado os sistema de exposição automática;- A
manobra de afastamento NÃO deve ser
executada quando houver restrição da mobilidade do implante ( implantes endurecidos, aderidos ao parênquima mamário, com parede abaulada ou implantes com ondulações e com áreas irregulares na parede, e quando ouver a suspeita de ruptura.
Figuras 110 e 111- Posicionamento final da projeção craniocaudal com
todo conjunto. Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY COSTA. E
imagem do conjunto mama e implante. Ruptura extracapsular. Fonte: Dr. Eduardo Pontes Reis
MANOBRA DE DESLOCAMENTO DO IMPLANTE DE SILICONE - Fazer o posicionamento da mama em
crânio caudal (CC) e Oblíqua Mediolateral (OML), puxando todo conjunto: mama e
implante; - Posicionar de maneira precisa e
cuidadosa para a obtenção da maior parte possível das estruturas mamárias
dentro do campo de incidência; - Detalhe importante: O AEC deve
ser mantido na primeira posição de exposição 1 e uso de técnica manual de exposição.
MANOBRA DE AFASTAMENTO DO IMPLANTE DE SILICONEEKLUND






Figura 112- Passos para o posicionamento com o afastamento do implante de silicone. Manobra de Eklund.
PROJEÇÃO CRANIOCAUDAL SEM O IMPLANTE


Figuras 113 e 114- Início
da manobra de Eklund
para que o implante será retirado da área de interesse.
Fonte: Mamografia Posicionamentos Radiológicos. NANCY OLIVEIRA
PROJEÇÃO
OBLÍQUA MEDIOLATERAL MAMA+IMPLANTE
Figuras 115 e 116- Todo conjunto deve estar incluída na imagem. Posicionamento
final para a incidência ou projeção OML. Fonte: NANCY OLIVEIRA MANOBRA DE EKLUND
PROJEÇÃO OBLÍQUA MEDIOLATERAL COM AFASTAMENTO O IMPLANTE

Figuras 117, 118 e 119- Etapas do afastamento do implante de silicone, o
implante é massageado para trás
de forma a joga-lo para fora da área de interesse. 
Figuras 120 e 121- Exposição com implante e manobra de Eklund (121). Imagens cedidas pela Tn: ANA DINIZ POSICIONAMENTO COM E SEM A MANOBRA DE EKLUND
Vídeo 12- Vídeo gentilmente cedido pela doutrora: Sabrina Bianco- BREAST CASES-https://www.instagram.com/breastcases?igsh=MW54NngzamdyM2Z5NQ==
SILICONOMAO termo siliconoma popularizou-se em meados de 1965 para se referir a uma
reação tipo corpo estranho. A forma irregular do silicone impede sua
fagocitose, levando à formação de granulomas, tendo suas partículas maiores sendo
encapsuladas por tecido fibroso.

Figuras 122 e 123- Aplicação
de silicone liquido industrial nas mamas. (SILICONOMA). Cápsulas
fibrosas de silicone.
http://rmfisiodermatofuncional.blogspot.com/2017/06/
IMPORTANTE São Paulo, 04 de outubro de 2022
Parecer sobre Sistema de Compressão dos
Mamógrafos: testes de controle de qualidade e compressão clínica
A Instrução
Normativa ANVISA nº 92 de 27 de maio de 2021 (IN ANVISA nº 92/2021), revisada
em 06 de julho de 2022 1, estabeleceu no seu Anexo I, trinta e um testes de
aceitação e de controle de qualidade para serviços de mamografia. Os testes de
controle de qualidade têm como objetivo detectar desvios no desempenho dos
componentes dos sistemas de imagem que podem levar à degradação da mamografia
para o diagnóstico de doenças da mama, indicando a necessidade de medidas
corretivas antes que tal degradação seja percebida nas imagens clínicas. ANVISA
Nº 92/2021, os testes de indicação da espessura da mama comprimida, força
máxima de compressão, alinhamento da bandeja de compressão, compensação do
Controle Automático de Exposição (CAE) para diferentes espessuras e valores
representativos de dose glandular média (DGM) para diferentes espessuras de
mama estão relacionados ao desempenho do sistema de compressão.
O objetivo do teste da força de compressão
requerido pela IN ANVISA nº 92/2021, é avaliar a exatidão do indicador de força
aplicada pela bandeja de compressão do mamógrafo sobre a mama a ser
radiografada. Resumidamente, este teste consiste na comparação do valor da
força de compressão indicado no painel de controle do mamógrafo com o valor
medido por uma balança ou dinamômetro. É necessário realizar o teste tanto para
o modo automático, quando a mama é comprimida mediante o acionamento do pedal
de compressão, como para o modo manual, quando a bandeja de compressão é
acionada manualmente pela técnica/tecnóloga. A IN ANVISA nº 92/2021 estabelece,
no Anexo I, que a força máxima aplicada pela bandeja de compressão sobre a
mama, quando operando no modo automático, deve se situar entre 150N e 200N. A
força máxima exercida pela bandeja é aquela alcançada quando o dispositivo
automático de compressão desliga e não é possível prosseguir comprimindo a mama.
Caso a técnica/tecnóloga perceba que a mama ainda precisa de mais compressão dará
prosseguimento ao processo acionando manualmente a bandeja.
Compressão Clínica
A compressão adequada da mama é essencial para uma
mamografia de alta qualidade e, portanto, para a detecção radiológica do câncer
de mama. A compressão reduz a espessura da mama, o que diminui a exposição à
radiação e consequentemente, a dose absorvida na glândula mamária. Da mesma
forma, reduz as radiações dispersas (espalhadas pela mama na direção do sistema
de detecção da imagem), geradas durante a exposição da mama, o que melhora o
contraste radiográfico, parâmetro importante para a detecção de pequenos
nódulos de baixo contraste e assimetrias. Nesse aspecto, a compressão uniforme
da mama permite a penetração da radiação uniformemente em toda a glândula, o
que resulta em densidades óticas mais homogêneas na imagem, facilitando a sua
interpretação 3,4. A compressão imobiliza a mama, o que evita ou minimiza o
movimento da paciente durante a exposição, evitando assim o ‘borramento da
imagem’ que diminui a nitidez das bordas das estruturas anatômicas, dos nódulos
e das microcalcificações. Além disso, ao aproximar a mama do detector, a
compressão. A compressão do tecido mamário deve ser firme, mas tolerável.
Durante o posicionamento e a compressão da mama, a profissional
Técnica/Tecnóloga em Radiologia deve estar atenta ao estado emocional da mulher
e suas possíveis reações e cuidar para minimizar o seu sofrimento. A equipe
técnica deve ser treinada para avaliar o grau de compressão da mama, que deve
ser alcançado quando a mama está adequadamente imobilizada e firme, de acordo com
o nível de compressão suportado pela mulher, de modo a obter a melhor qualidade
da imagem. Dessa forma, em relação aos valores de força de compressão aplicados
no cenário clínico da mamografia, a Comissão Nacional de Mamografia do CBR recomenda que: para exames sem próteses seja
aplicada uma força de compressão inicial entre 70N e 80N, e a seguir, ela seja
aumentada gradativamente até a mama esteja firme e imobilizada; para mamas com próteses
a força de compressão inicial seja de 50N e de 70N a 80N na manobra de Eklund.
Entretanto, ressalta que a força de compressão pode variar bastante, principalmente
em função do tamanho da mama, da densidade do tecido mamário, assim como da
tolerância da mulher. Comissão Nacional de Mamografia do CBR, em conjunto com a
SBM e FEBRASGO
Fontes de Referência
- O feixe de raios-X entra pela região medial e sai lateral;
- E o CAE deve ser posicionado na área mais densa da mama.
- Prega mamária e demais estruturas devem estar presentes na imagem.
POSICIONAMENTO E CRITÉRIOS PARA PERFIL
LATERALMEDIAL (LM) OU (LLM)
- Tubo e o detector permanecem em ângulo reto entre si, enquanto que o feixe de raios-X é angulado a 90º com o eixo vertical;
- A paciente deve ser posicionada com os pés de frente para o aparelho e com o pescoço; estendido, de modo que a paciente consiga manter o braço relaxado e fora da área de interesse;
- Tracione o tecido mamário para que toda mama seja incluída no filme;
- Com a mama apoiada no detector e já com a altura ajustada para centralizar a área média da mama;
- Rugas e pregas devem ser removidas;
- O feixe de raios-X entra pela região lateral e sai na parte medial;
- E o CAE deve ser posicionado na área
mais densa da mama.
Figuras 64, 65 e 66- Tracionar
a mama com as duas mãos para conseguir mantê-la perfilada,e em seguida espalmar a mão até que o compressor se aproxime da mama.
- Colocar paciente de frente para o equipamento de mamografia;
- Usar a bandeja ou pá curva se o serviço disponibilizar;
- Posicione a ponta do detector na altura da axila;
- Com as duas mãos, colocar o tecido mamário lateral e a cauda axilar sobre o detector;
- A cauda axilar deve ser apoiada até que a seja efetuada a compressão do tecido de interesse;
- AEC- posicionado na área mais densa da mama.
Figura 68, 69 e 70- A mão é mantida até que o compressor comece o movimento de descida da pá e finalização da compressão. Fonte: NANCY OLIVEIRA e Tn: ANA DINIZ
OBJETIVO
- Variação para a incidência craniocaudal exagerada (XCC) com angulação de 10º a 15º.
- Opcional para a XCCM ou XCCL.
* Algumas referências citam a Incidência de Cleópatra com o tubo na vertical e feixe
perpendicular a mama, apenas com a inclinação da paciente.
INCIDÊNCIAS PARA COMPRESSÃO SELETIVA OU SPOT SIMPLES
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA
INCIDÊNCIAS COM COMPRESSÃO SELETIVA COM AMPLIAÇÃO
OBJETIVO
- Melhora a visualização das microcalcificações e lesões pequenas;
- A ampliada é executada movendo-se a mama para mais perto do ponto focal;
- Pode ser executada em todas as incidências.
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A COMPRESSÃO SELETIVA COM AMPLIAÇÃO
CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A MANOBRA DA “MÃO ROLADA”
• A compressão deve ser feita com a placa fenestrada alfanumérica;
SEGUNDA PARTE DO MÉTODO DE LOCALIZAÇÃO DA LESÃO COM MARCADOR METÁLICO
• Com o marcador localizado na lesão de interesse colocá-la em ponto de curva paralela ao RI.
PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROCEDIMENTO
MANOBRA DE EKLUND
PROJEÇÃO OBLÍQUA MEDIOLATERAL COM AFASTAMENTO O IMPLANTE
Parecer sobre Sistema de Compressão dos Mamógrafos: testes de controle de qualidade e compressão clínica
A Instrução Normativa ANVISA nº 92 de 27 de maio de 2021 (IN ANVISA nº 92/2021), revisada em 06 de julho de 2022 1, estabeleceu no seu Anexo I, trinta e um testes de aceitação e de controle de qualidade para serviços de mamografia. Os testes de controle de qualidade têm como objetivo detectar desvios no desempenho dos componentes dos sistemas de imagem que podem levar à degradação da mamografia para o diagnóstico de doenças da mama, indicando a necessidade de medidas corretivas antes que tal degradação seja percebida nas imagens clínicas. ANVISA Nº 92/2021, os testes de indicação da espessura da mama comprimida, força máxima de compressão, alinhamento da bandeja de compressão, compensação do Controle Automático de Exposição (CAE) para diferentes espessuras e valores representativos de dose glandular média (DGM) para diferentes espessuras de mama estão relacionados ao desempenho do sistema de compressão.
O objetivo do teste da força de compressão requerido pela IN ANVISA nº 92/2021, é avaliar a exatidão do indicador de força aplicada pela bandeja de compressão do mamógrafo sobre a mama a ser radiografada. Resumidamente, este teste consiste na comparação do valor da força de compressão indicado no painel de controle do mamógrafo com o valor medido por uma balança ou dinamômetro. É necessário realizar o teste tanto para o modo automático, quando a mama é comprimida mediante o acionamento do pedal de compressão, como para o modo manual, quando a bandeja de compressão é acionada manualmente pela técnica/tecnóloga. A IN ANVISA nº 92/2021 estabelece, no Anexo I, que a força máxima aplicada pela bandeja de compressão sobre a mama, quando operando no modo automático, deve se situar entre 150N e 200N. A força máxima exercida pela bandeja é aquela alcançada quando o dispositivo automático de compressão desliga e não é possível prosseguir comprimindo a mama. Caso a técnica/tecnóloga perceba que a mama ainda precisa de mais compressão dará prosseguimento ao processo acionando manualmente a bandeja.
Compressão Clínica
A compressão adequada da mama é essencial para uma mamografia de alta qualidade e, portanto, para a detecção radiológica do câncer de mama. A compressão reduz a espessura da mama, o que diminui a exposição à radiação e consequentemente, a dose absorvida na glândula mamária. Da mesma forma, reduz as radiações dispersas (espalhadas pela mama na direção do sistema de detecção da imagem), geradas durante a exposição da mama, o que melhora o contraste radiográfico, parâmetro importante para a detecção de pequenos nódulos de baixo contraste e assimetrias. Nesse aspecto, a compressão uniforme da mama permite a penetração da radiação uniformemente em toda a glândula, o que resulta em densidades óticas mais homogêneas na imagem, facilitando a sua interpretação 3,4. A compressão imobiliza a mama, o que evita ou minimiza o movimento da paciente durante a exposição, evitando assim o ‘borramento da imagem’ que diminui a nitidez das bordas das estruturas anatômicas, dos nódulos e das microcalcificações. Além disso, ao aproximar a mama do detector, a compressão. A compressão do tecido mamário deve ser firme, mas tolerável. Durante o posicionamento e a compressão da mama, a profissional Técnica/Tecnóloga em Radiologia deve estar atenta ao estado emocional da mulher e suas possíveis reações e cuidar para minimizar o seu sofrimento. A equipe técnica deve ser treinada para avaliar o grau de compressão da mama, que deve ser alcançado quando a mama está adequadamente imobilizada e firme, de acordo com o nível de compressão suportado pela mulher, de modo a obter a melhor qualidade da imagem. Dessa forma, em relação aos valores de força de compressão aplicados no cenário clínico da mamografia, a Comissão Nacional de Mamografia do CBR recomenda que: para exames sem próteses seja aplicada uma força de compressão inicial entre 70N e 80N, e a seguir, ela seja aumentada gradativamente até a mama esteja firme e imobilizada; para mamas com próteses a força de compressão inicial seja de 50N e de 70N a 80N na manobra de Eklund. Entretanto, ressalta que a força de compressão pode variar bastante, principalmente em função do tamanho da mama, da densidade do tecido mamário, assim como da tolerância da mulher. Comissão Nacional de Mamografia do CBR, em conjunto com a SBM e FEBRASGO
Fontes de Referência
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