FÊMUR/JOELHO E PATELA

 

*FÊMUR

*JOELHO

*PATELA

ANATOMIA DO FÊMUR

POSICIONAMENTO PARA RADIOGRAFIA DE FÊMUR E  RELAÇÃO: ESTRUTURA E PÓLO CATÓDICO

  

Figuras 01 e 02- Vista dorsal do fêmur “esquerdo”, e vista dorsal do fêmur “esquerdo”. Partes proximal e distal do fêmur. Fonte: Atlas  Fotográfico de Anatomia.

 

POSICIONAMENTO PARA RADIOGRAFIA DE FÊMUR. RELAÇÃO: ESTRUTURA E PÓLO CATÓDICO.

 

Figuras 03, 04 e 05- Posição da parte a ser radiografada e pólo catódico. CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

ÂNGULOS DE REFERÊNCIA PARA FLEXÃO DO JOELHO/COXA E PERNA

 


Figura 06- Diferentes ângulos utilizados para a realização das incidências para membros inferiores. FD


 

 INCIDÊNCIA EM ANTEROPOSTERIOR (AP) DO FÊMUR PROXIMAL E DISTAL

 

INDICAÇÃO- Rotina de estudo radiográfico da coxa e avaliação de fratura proximal e distal.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE:  Paciente em decúbito dorsal na mesa ou bucky com o membro a ser estudado estendido e sem rotação, e com a região posterior em contato com a superfície da mesa. A coxa a ser estudada deve estar alinhada com a linha central da mesa.

RAIO CENTRAL- Incide perpendicular ao RI, entrando no centro da coxa.

CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS- Da metade a dois terços proximais do fêmur devem estar incluídos, incluir também a articulação do quadril. Uma rotação de 10º a 15º interna é necessária para a porção proximal.

 

Figuras 07, 08, 09 e 10-  Posicionamento do paciente para a incidência da coxa em anteroposterior (AP). BIASOLI, 2ª EDIÇÃO e Posicionamento do paciente para a incidência da coxa em anteroposterior (AP), com o RC entrando na diáfise do fêmur. Fonte: Posicionamento Radiológico. E esquemas de posicionamento do RI e posição da parte. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

Figuras 11 e 12- Posicionamento do paciente para a incidência da coxa em anteroposterior (AP), com o RC entrando na diáfise do fêmur. CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

INCIDÊNCIA EM PERFIL (MÉDIOLATERAL) PARA FÊMUR PROXIMAL E MEDIAL

 

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE:  Flexionar o joelho do lado afetado aproximadamente 45º, alinhar o lado afetado com a linha central da mesa. O paciente poderá ser girado cerca de 15º a fim de evitar sobreposição da porção proximal do quadril.

RAIO CENTRAL: Incide perpendicular ao RI, entrando no centro da coxa.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Devido ao efeito anódico, colocar o quadril do paciente do lado do pólo catódico.

CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS- Da metade a dois terços proximais do fêmur devem estar incluídos, incluir também a articulação do quadril.

Uma rotação de 10º a 15º interna é necessária para a porção proximal;

Uma rotação de 5º internamente para a porção distal, assim como no joelho e necessária.

 

Figuras 13, 14 e 15- Médio-lateral- porção proximal e medial do fêmur. BONTRAGER, 5ª EDIÇÃO, Posicionamento para incidência de coxa distal. BIASOLI, 2ª EDIÇÃO e  Incidência da parte radiografada. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2024.

 

   

Figuras 16, 17 e 18- Posicionamento para a incidência para a porção medial do fêmur para uma paciente com suspeita de fratura com inclusão do terço distal e articulação do joelho. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO. e incidência radiografada. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

 

 Figuras 19, 20 e 21- Imagens das exposições do fêmur proximal, nedial e distal. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023


 INCIDÊNCIA EM AP DO JOELHO

 

INDICAÇÕES: Quaisquer fratura, lesões ou alterações ósseas relacionadas a doenças  degenerativas envolvendo a porção distal do fêmur, a porção proximal da tíbia e da fíbula.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTEAlinhar e centralizar a perna e o joelho com o RC e com a linha central da mesa;

O RC DEVERÁ ESTAR NO CENTRO DO RI;

Girar a perna de 3º a 5º internamente para uma incidência AP verdadeira do joelho, ou até que a linha interepicondiliana esteja paralela ao plano do cassete.

RAIO CENTRAL- Alinhar o RC paralelamente às facetas articulares (platô tibial) para pacientes de tamanho médio, o RC situa-se perpendicular ao RI.

DIRECIONAR O RC A UM PONTO LOCALIZADO À 1,25 DISTAL AO ÁPICE  DA PATELA.

- Inclinação de 3 a 5º caudal do RC para coxas e nádegas pequenas;

- Ângulo de 0º coxas e nádegas normais;

- 3º a 5º cefálicos do RC para coxas e nádegas grandes.

CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS- As porções distal do fêmur e proximal da tíbia e da fíbula e os espaços articulares femorotibiais são mostrados;

A ausência de rotação de ambos os joelhos é evidenciada pela aparência simétrica dos côndilos femorais e tibiais;

Cerca de metade da porção proximal da fíbula encontra-se superposta pela tíbia;

O tecidos moles devem ser visíveis e também as marcas trabeculares de todos os ossos.

 

Figuras 22 e 23- Anatomia óssea do joelho com descrição anatômica. Fonte: https://questoesdefisiocomentadas.wordpress.com/tag/anatomia-rasdiografica-do-joelho/ e posicionamento da parte. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO.




Figuras  23 B--C Comparativos em  exposição em AP SEM CARGA e COM CARGA TN: Clélia Magalhães

 

Figuras 24 e 25- Exemplo de imagens com a sobreposição da metade da cabeça da fíbula. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES,2023

 

 

Figura 26- Anatomia detalhada do joelho em AP.  Fonte:https://www.imaios.com/br/e-anatomy/membro-inferior/radiografias-do-membro-inferior


AP DE JOELHO COM “ESTRESSE”

  

Figuras 27 e 28- Joelho em AP com tração lateral e medial. BOISSON, 2007. Extensão do joelho com rotação de -+ 5º internos forçados.

  

INCIDÊNCIA PARA PERFIL DE JOELHO

INDICAÇÕES: Quaisquer fratura, lesões ou alterações ósseas relacionadas a doenças  degenerativas  envolvendo a porção distal do fêmur, a porção proximal da tíbia e da fíbula.

POSIÇÃO DO PACIENTE OU DA PARTE- Realizar a radiografia com o paciente em decúbito lateral, com o lado afetado para baixo;

Ajustar a rotação do corpo e da perna até que o joelho esteja posicionado em lateral verdadeira, epicôndilos femurais diretamente sobrepostos e o plano da patela perpendicular ao plano do RI;

Flexionar o joelho de 20º a 30º, a perna e o joelho devem estar centralizados com o plano central da mesma .  BIASOLI  150º com a coxa.

RAIO CENTRAL-   de 5º a 7º cefálicos;

Direcionar o raio central a um ponto localizado a 2,5cm distal ao côndilo medial. BIASOLI, 2ª EDIÇÃO - 1cm distal ao côndilo medial.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Angular o RC A 7º a 10º em um paciente de pequeno porte com pelve larga ( hiperestênico); e apenas 5º em pacientes astênicos com pelve estreita.

Uma maior flexão do joelho (maior que 30º) retraíra os músculos e tendões que podem obscurecer  importantes  informações diagnósticas  no espaço articular. a patela será projetada para o sulco intercondiliano e também obscurecendo informações dos tecidos e partes moles. 

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Anatomia Demonstrada

Fêmur distal, tíbia e fíbula proximais e patela são demonstrados em perfil lateral. As articulações femoropatelar e do joelho devem estar abertas.

Posicionamento

Rotação excessiva ou insuficiente pode ser determinada pela identificação do tubérculo adutor nocôndilo medial, se visível e pela quantidade de superposição da cabeça fibular pela tíbia (rotação excessiva, menor superposição da cabeça fibular; rotação insuficiente, maior superposição). Posição lateral verdadeira do joelho sem rotação demonstra os bordos posteriores dos côndilos femorais diretamente superpostos. A patela deve ser vista em perfil com o espaço articular femoropatelar aberto. O ângulo cefálico de 5°a 10° do RC deve resultar na superposição direta dos bordos distais dos côndilos. A articulação do joelho está no centro do campo colimado.

Exposição

A exposição ideal sem movimento visualiza importante detalhamento de tecidos moles, incluindo a região do coxim adiposo anterior da articulação do joelho e marcas trabeculares definidas.

 

Figuras 29 e 30- Flexão de 20º a 30º para joelho, com RC direcionado cerca de 2,5cm distal ao côndilo medial. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO (28). Imagem do posicionamento, Tn: CLÉLIA MAGALHÃES (29), ambas as imagens referentes ao posicionamento para perfil de joelho usaram uma angulação de 5 a 7º cefálicos.

  
 Figura 31-  Perfil de joelho com raios horizontais. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO

 
Figura 32- Anatomia detalhada da projeção em perfil do joelho. Fonte:https://www.imaios.com/br/e-anatomy/membro-inferior/radiografias-do-membro-inferior

 

CORREÇÃO PARA ROTAÇÕES INTERNAS E EXTERNAS

  

Figuras 33 e 34-  Sobreposição da cabeça da fíbula com rotação excessiva do joelho internamente. Para correção da rotação dos côndilos femurais, uma rotação externa ( próxima do RI ) poderia levar a sobreposição dos côndilos e a um perfil absoluto. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 
Figuras 35 e 36- Foi feita a rotação externa do fêmur para correção da rotação da imagem acima e imagens com sobreposição dos côndilos. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023.

 

   

Figuras 37 e 38- Correção da rotação externa do joelho com abertura da articulação fibiotibial. Para a sobreposição dos côndilos femurais foi feita a rotação interna do joelho e assim foi corrigida a rotação. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

    

Figura 39- Anatomia de partes moles. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2024


Figura 39 B- Radiografia joelho em perfil lado D  Tn: CLÉLIA MAGALHÃES/2025

 

AP E PERFIL DE JOELHO COM VARIAÇÃO PARA PACIENTES CADEIRANTES OU DE DIFÍCIL MOBILIDADE .

 

Figuras 40, 41, 42 e 43- Fonte utilizada das imagens citadas e diversidades de posicionamento para pacientes traumatizados ou impossibilitados.

 

INCIDÊNCIA EM OBLÍQUAS PARA JOELHO/ ROTAÇÃO INTERNA E EXTERNA

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE- Joelho de interesse rodado em 45º para medial (interno) e para lateral (externo) em 45º.

RAIO CENTRAL-  Ângulo central em 0º e direcionado à 1,25cm abaixo do ápice da  patela.

CRITÉRIOS  DE POSICIONAMENTO PARA A OBLÍQUA EM ROTAÇÃO INTERNA

Anatomia Demonstrada

Fêmur distal e tíbia e fíbula proximais com a patela superpondo o côndilo medial do fêmur. Côndilos laterais do fêmur e tíbia são bem demonstrados, e os espaços articulares medial e lateral da articulação do joelho aparecem desiguais.

Posicionamento

O grau apropriado da obliquidade da parte demonstra a articulação tibiofibular proximal aberta com os côndilos laterais do fêmur e tíbia vistos em perfil. A cabeça e o colo da fíbula são visualizados sem superposição, e aproximadamente a metade da patela deve ser vista livre de superposição pelo fêmur. O centro do campo colimado é para o espaço articular femorotibial (joelho).

Exposição

A exposição ideal com ausência de movimento deve visualizar tecidos moles na área da articulação do joelho, e marcas trabeculares de todos os ossos devem aparecer claras e definidas. As áreas da cabeça e do colo da fíbula não devem aparecer superexpostas.

 

 
Figuras 44 e 45- Rotação interna (medial)  de 45º do joelho. BONTRAGER,8ª EDIÇÃO

CRITÉRIOS DE POSICIONAMENTO PARA A OBLÍQUA EM ROTAÇÃO EXTERNA

Anatomia Demonstrada

Fêmur distal e tíbia e fíbula proximais com a patela superposta ao côndilo femoral lateral. Côndilos mediais do fêmur e tíbia são demonstrados em perfil.

Posicionamento

O grau apropriado de obliquidade da parte demonstra a fíbula proximal superposta pela tíbia proximal, côndilos mediais do fêmur e tíbia são vistos em perfil. Aproximadamente a metade da patela deve ser vista livre de superposição pelo fêmur. O espaço articular femorotibial (joelho) está no centro do campo colimado.

Exposição

A exposição ideal deve visualizar os tecidos moles na área da articulação do joelho e as marcas trabeculares de todos os ossos devem aparecer claras e definidas, indicando ausência de movimento. A técnica deve ser suficiente para demonstrar a área da cabeça e colo da fíbula superposta sobre a tíbia.


 

  Figuras 46 e 47- Rotação externa (lateral)  de 45º do joelho. BONTRAGER,8ª EDIÇÃO

QUESTÃO DE CONCURSO

IBFC/EBSERH-2023. Uma rotina comum dos departamentos clínicos, e incluir a incidência  para o joelho em oblíquas (lateral e medial). Assinale a alternativa que apresenta qual critério de posicionamento radiográfico que o profissional terá que ter.

a)                  O grau correto de obliquidade do joelho demonstra a articular tibiofibular proximal aberta, a cabeça e o colo da fíbula são visualizados sem sobreposição, e metade da patela deve ser vista livre de superposição pelo fêmur.

b)                  O grau correto de obliquidade do joelho demonstra a articulação femoral  aberta, a cabeça e o colo da fíbula são visualizados com sobreposição, metade da patela deve ser vista livre de superposição pelo fêmur.

c)                  O grau correto de obliquidade do joelho demonstra a articular tibiofibular proximal aberta, a cabeça e o colo da fíbula são visualizados sem sobreposição, e metade da patela deve ser vista livre de superposição pela tíbia.

d)                  O grau correto de obliquidade do joelho demonstra a articular tibiofibular proximal aberta, a cabeça e o colo da fíbula são visualizados sem sobreposição, a patela deve estar sobresposta com o fêmur.

e)                  O grau correto de obliquidade do joelho demonstra a articulação da fíbula com o fêmur distal aberta, a cabeça e o colo da fíbula são visualizados sem superposição, pela tíbia.

 

 

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

O ângulo de flexão do joelho para a incidência perfil pode ser diferente de acordo com alguns autores:

EXEMPLOS:

BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO E DEMAIS- 20º a 30º  e RC com angulação cranial de 5º a 7º;

BIASOLI 2ª EDIÇÃO-  A perna forma um ângulo de 150º com a coxa.

BOISSON (2007) - A perna forma um ângulo de 150º com a coxa, RC  0º ou com 5º de inclinação cefálica.

RADIOLÓGIA ORTOPÉDICA (GREESPAN) - Flexão de 25º a 30º e RC com angulação cranial de 5º a 7º.

 

INCIDÊNCIA DE JOELHO COM CARGA ANTEROPOSTERIOR (AP)


INDICAÇÕES: Espaços articulares femorotibiais dos joelhos demonstrados para possível degeneração cartilaginosa, ambos os joelhos são abrangindos na mesma exposição para efeito comparativo.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE- Paciente em ortostático, se necessário, um degrau para que o paciente alcance a altura necessária;

Posicionar os pés à frente, com o peso distribuído por igual entre eles;

Alinhar e centralizar as pernas e os joelhos com o raio central e o RI com o raio central.

RAIO CENTRAL- O RC deve estar perpendicular ao RI (pacientes de porte médio) ou desviado em 5º a 10º caudais em pacientes magros;

Direcionar o RC a um ponto médio das articulações do joelho e a um nível de 1,25cm abaixo do ápice da patela;

O raio central deve estar paralelo as facetas articulares (platôtibial).

 

 Figuras 48, 49 e 50-  Incidência AP bilateral  de joelho com carga e imagem radiografica. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023


 
Figura 51- Imagem da incidência radiográfica. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

INCIDÊNCIA DE JOELHO COM CARGA EM PERFIL.

INDICAÇÕES: Espaços articulares femorotibiais dos joelhos demonstrados para possível degeneração cartilaginosa.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE- Paciente em ortostático, se necessário, um degrau para que o paciente alcance a altura necessária;

O joelho de interesse deverá estar esticado e a perna contralateral deverá estar dobrada, para que possa ser retirada do campo de interesse.

RAIO CENTRAL entrará de medial para lateral.

RAIO CENTRAL direcionado para o côndilo medial do fêmur.

   

Figura 51- Posicionamento do paciente para incidência do joelho em perfil externo com carga. BIASOLI, 2ª EDIÇÃO

 

INCIDÊNCIA DE ROSENBERG/SCHUSS

 

CRITÉRIOS RADIOLÓGICOS:

A fossa intercondilar aparacerá sem sobreposição da patela;

Os tubérculos intercondilares e as facetas articulares da tíbia aparecem sem superposição/sobreposição.

 

     
Figuras 52, 53 e 54- Método ou incidência de Rosenberg- Incidência PA axial bilateral com 10º caudal. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO e BIASOLI, 2ª EDIÇÃO
 

 
Figura 55- Radiografia da incidência de Rosenberg. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

  

QUESTÃO DE CONCURSO

IBFC/2023 EBSERH- Qual posicionamento radiográfico correto em relação a flexão dos joelhos do paciente e ao raio central (RC), na incidência PA axial com carga bilateral do joelho “ Método de Rosenberg”. Assinale a alternativa correta.

a)                Joelhos flexionados em 45º (graus)/ Raio central 10º (graus) caudal.

b)                Joelhos flexionados em 45º (graus)/ Raio central 10º (graus) cefálicos.

c)                Joelhos flexionados em 10º (graus)/ Raio central 45º (graus) caudal.

d)               Joelhos flexionados em 10º (graus)/ Raio central 45º (graus) cefálicos.

e)                Joelhos flexionados a 5º (graus)/ Raio central 55º (graus) caudal.

 

INCIDÊNCIA  AXIAL  AP – FOSSA INTERCONDILAR

INDICAÇÕES:  Patológias ósseas ou cartilaginosas, visão da fossa intercondilar, côndilos femorais, platôs tíbiais, e as eminências indercondilares.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE: Flexionar os joelhos de 40º a 45º, ajustar o RI ao raio central.

RAIO CENTRAL- Direcionar o RC perpendicular (40º a 45º cefálicos). Direcionar o RC a um ponto localizado 1,25cm distal ao ápice da patela.

BIASOLI, 2ª EDIÇÃO- Flexionar a perna até que forme um ângulo aproximado de 140º com a coxa. RC angulação cefálica de 50º cefálicos, 2cm abaixo da patela.

 

Figuras 56 e 57- Método de Holmblad- posição de joelhos com flexão de 60º a 70º. Com raio perpendicular. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO. E Incidência axial anterior- Flexão de 40º e ângulo de 40º.

 

INCIDÊNCIA AXIAL PA – TÚNEL DE VIEW - FOSSA INTERCONDILAR

 

INDICAÇÕES: Patologias ósseas ou cartilaginosas, visão da fossa intercondilar, côndilos femorais, platôs tíbiais, e as eminências indercondilares.



Figura 58- Método de Holmblad- posição de joelhos com flexão de 60º a 70º  e paciente em  -+ 45º da mesa. Com raio perpendicular. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO.

 

Figuras  59 e 60- Método de  Camp Coventry. Posição em decúbito ventral (flexão de 40º a 50º) RC- com angulação de 40º a 50º caudal e imagem radiográfica. BONTRAGER,7ª EDIÇÃO e Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

QUESTÃO DE CONCURSO

IBFC/EBSERH-2023. Na incidência de joelho para a fossa intercondilar em decúbito ventral, “Túnel de View”, assinale a alternativa que representa a flexão do joelho, a direção do raio qual flexão do joelho, a direção do raio central, e onde irá incidir o raio central

a)                  20º a 30º- Caudal - Incide na articulação do joelho.

b)                  40º a 50º- Cefálica – Incide 5cm acima da articulação do joelho.

c)                  20º a 30º- Cefálica - Incide 15cm abaixo da articulação do joelho.

d)                  40º a 50º- Caudal – Incide na articulação do joelho.

e)                  10º a 20º- Caudal – Incide na articulação do joelho


VARIAÇÕES PARA O MÉTODO DE HOLMBLAD 

 

Figuras 61 e 62- Variação do Método de Holmblad, paciente parcialmente de pé, junto à mesa de exame, posição do joelho com flexão de 60º a 70º. Variação do  Método de Holmblad, paciente flexão de 60º a 70º na cadeira de rodas. BONTRAGER, 8º EDIÇÃO.

 

INCIDÊNCIA  AP E PA – PARA PATELA.

INDICAÇÕES- As fraturas da patela são avaliadas antes de se  flexionar a articulação do joelho para outra incidências.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE: Paciente em AP ou PA com as pernas estendidas.

Um apoio poderá ser colocado em baixo dos pés para evitar pressão direta da patela à mesa no caso do PA.

Alinhar e centralizar o eixo longitudinal da perna e do joelho com a linha média da mesa de exame e do RI

AP OU PA VERDADEIRA: Alinhar a linha interpicondilar em paralelo com o plano da mesa e do RI;

Para esse procedimento frequentimente exige-se uma rotação interna de 5º do joelho.

RAIO CENTRAL: Direcionado perpendicular ao RI;

Direcionar o RC para a região média da patela (a qual, em geral localiza-se aproximadamente no meio da crista poplítea.

 

Figuras 63 e 64- PA de patela. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO e AP de patela. Tn: CLÉLIA MAGALHÃES, 2023

 

 

INCIDÊNCIA EM PERFIL PARA PATELA.

INDICAÇÕES: As fraturas da patela são avaliadas antes de se flexionar a articulação do joelho para outra incidências.

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE: Realizar o exame com o paciente em decúbito lateral, com o lado afetado voltado pra baixo;

- Ajustar a rotação do corpo e da perna até que o joelho esteja na posição de perfil verdadeiro ( epicôndilos femorais diretamente superexpostos) e plano da patela perpendicular ao plano do RI;

- Flexionar o joelho em apenas 5º a 10º (uma flexão maior poderá separar fragmentos de fratura, caso estejam presentes);

- Alinhar e centralizar o eixo longitudinal da patela com o rc e com a linha central da mesa de exame ou do RI.

CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS

Estruturas mostradas:  a imagem em perfil da patela, da articulação femoropatelar e da articulação femorotibial, deverão estar visíveis;

O perfil verdadeiro- as bordas anterior e posterior dos côndilos femorais medial e lateral devem estar diretamente sobrepostos, e os espaços articulares abertos;

No caso do PA de patela: Haverá uma menor DoF o que resultará em uma melhor qualidade radiográfica.

Ausência de rotação é demostrada pela aparência simétrica dos côndilos;

Uma exposição ideal mostrará boa visualização de detalhes dos tecidos moles e da patela, sem sobreposições.

Figuras 65 e 66- Perfil de patela com flexão de 10º do joelho  e RC em 0º graus.  BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO 


INCIDÊNCIAS TANGENCIAIS E AXIAIS PARA PATELA

1- INCIDÊNCIA INFEROSUPERIOR- Paciente em decúbito dorsal, com flexão de 40º a 45º do joelho e RC angulado cefálicos de 10º a 15º.

2- MÉTODO DE HUGHSTON- Paciente em decúbito ventral, com flexão de 45º do joelho;

3- MÉTODO DE SETTEGAST- Paciente em decúbito ventral, com flexão de joelho de 90º;

4- MÉTODO DE HOBBS OU SENTADO TANGENCIAL - Paciente sentado, com flexão maior que 90º;

5- MÉTODO DE MERCHANT- Paciente sentado na mesa, joelhos fletidos à 40º, RC a 30º caudal.

 

   
Figuras 67, 68 e 69- Incidência inferossuperior  flexão de 40º a 45º do joelho (67), Método de Hughston flexão  maior que  45º do joelho (68),
Método de Settegast com decúbito ventral e flexão do joelho de 90º e  variação  do método  de Settegast com flexão de 90º do joelho. (69). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO


    
Figuras 70 e 71- Método de superinferior sentado tangencial- modificação de HOBBS (70), e Método de  Merchant- Tangencial bilateral. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO



 

ÂNGULOS DE REFERÊNCIA PARA FLEXÃO DO JOELHO/COXA E PERNA 

 Figuras 72 e 73- Ângulos de flexão da perna com relação a coxa, e anatomia óssea da incidência de patela. 

 

INCIDÊNCIA TANGENCIAL E AXIAL PARA PATELA

HUGHSTON

 MÉTODO DE HUGHSTON- Paciente em decúbito ventral, com flexão de 45º do joelho.

POSICIONAMENTO DO PACIENTE E DA PARTE: Pode ser realizado bilateralmente em um único RI);

- Realizar a radiografia com o paciente em decúbito ventral;

- O RI colocado sob o joelho;

- Flexionar lentamente o joelho a 45º;

- Pedir ao paciente que mantenha o pé seguro com uma atadura ou repouse o pé contra o colimador; 

RAIO CENTRAL: Alinhar o RC aproximadamente em 15º a 20º a partir o eixo longitudinal da perna (tangencialmente à articulação femoropatelar);

Direcionar o RC para a porção média da articulação da femoropatelar.

  

Figura 74- Posicionamento para radiografia de axial de patela no método Hugston. BONTRAGER, 7ª EDIÇÃO.

 

DESCRIÇÃO PARA O AXIAL DE PATELA NO MÉTODO DE HUNGSTON , SEGUNDO OUTRAS CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

   

Figuras 75 e 76- Posicionamento para axial de patela no método de Hungston segundo a literatura Biasoli, com ângulo de 45º do RC.

 

MÉTODO DE SETTEGAST PARA TANGENCIAL/AXIAL DE PATELA

MÉTODO DE SETTEGAST- Paciente em decúbito ventral, com flexão de joelho de 90º;

CUIDADO- Essa flexão aguda do joelho não deverá ser feita se exitir a possibilidade de fratura de patela;

POSIÇÃO DO PACIENTE E DA PARTE:  Realizar a radiografia em decúbito ventral, com o cassete colocado sob os joelhos; 

Flexionar lentamente o joelho em um ângulo mínimo de 90º, solicitar ao paciente que mantenha essa posição segurando uma atadura;


RAIO CENTRAL: Será direcionado tangencialmente ao espaço articular femoropatelar (15º a 20º a partir da perna); 

  

Figuras 77 e 78- Método de Settegast com o paciente em decúbito ventral- flexão de 90º do joelho, e variação do Método de Settegast com o paciente sentado  flexão de 90º do joelhoBONTRAGER, 7ª EDIÇÃO.

 

 

 

CASOS  CLÍNICOS

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SEJA BEM VINDO(A)