EXAMES CONTRASTADOS


Meio de Contraste

Meios de contraste radioluzente e radiopaco são usados para tornar o trato gastrintestinal visível radiograficamente. Meio de contraste negativo ou radioluzente inclui ar, cristais de gás CO2 ingeridos e a normalmente presente bolha de gás estomacal. Cristais de carbonato de cálcio e citrato de magnésio são frequentemente usados para produzir gás CO2. Sulfato de bário

O meio de contraste positivo ou radiopaco mais comumente utilizado para visualizar o sistema gastrintestinal é o sulfato de bário (BaSO4), que também é referido simplesmente como bário. O sulfato de bário eventualmente é expelido pelo reto após o procedimento radiográfico. Uma mistura de sulfato de bário e água forma uma suspensão coloidal, não uma solução. Para uma solução, as moléculas da substância adicionada à água devem dissolver-se nela. O sulfato de bário nunca se dissolve na água. Em uma suspensão coloidal, as partículas suspensas na água tendem se precipitar com o passar do tempo, quando ficam em repouso.

Contraindicações ao Uso de Sulfato de Bário

As misturas de sulfato de bário são contraindicadas se houver qualquer chance de que a mistura possa atingir a cavidade peritoneal. Se uma grande quantidade de sulfato de bário se dirigir à cavidade peritoneal, esta condição pode levar a um infarto intestinal ou peritonite. Esta situação pode ocorrer em função de uma víscera perfurada ou durante a cirurgia que segue este procedimento radiográfico. Em ambos os casos, o meio de contraste iodado, hidrossolúvel, deve ser usado.

Atenção

Meio de contraste iodado hidrossolúvel não deve ser usado se o paciente for sensibilizado ou alérgico a iodo, ou se o paciente encontra-se em desidratação severa. O agente de contraste hidrossolúvel geralmente desidrata o paciente após o uso. Também foi relatado que um pequeno número de pacientes é hipersensibilizado ao sulfato de bário ou aditivos. Embora seja uma ocorrência rara, o paciente deve ser observado para qualquer sinal de reação alérgica.

Contraste duplo

Técnicas de duplo contraste têm sido empregadas amplamente para aumentar os diagnósticos de certas doenças e condições durante a seriografia do trato GI superior. Alguns departamentos também realizam esofagografias com duplo contraste. Procedimentos de duplo contraste empregando tanto o meio de contraste radioluzente quanto o radiopaco foram desenvolvidos no Japão, onde existe alta incidência de carcinoma estomacal. O meio de contraste radiopaco é o sulfato de bário. Um bário de alta densidade é usado para cobrir a mucosa do estômago. Um copo de bário previamente produzido comercialmente é uma escolha comum para os departamentos de imagem fornecerem para este exame. O tecnólogo precisa somente adicionar água e misturar bem. O meio de contraste radioluzente pode ser tanto o ar ambiente quanto o gás CO2. Para introduzir ar ambiente, pequenos buracos de alfinetes são colocados no canudo do paciente. Conforme o paciente bebe a mistura de bário, o ar entra junto com a mistura. O gás CO2 é criado quando o paciente ingere cristais produtores de gás. Duas formas comuns desses cristais são cálcio e citrato de magnésio. Ao alcançar o estômago, esses cristais formam uma grande bolha de gás. O gás se mistura com o bário e força o sulfato de bário contra a mucosa do estômago, fornecendo melhores cobertura e visibilidade da mucosa e de seu padrão.

 

SERIOGRAFIA GASTRINTESTINAL SUPERIOR (ESTUDO DO ESÔFAGO DISTAL, ESTÔMAGO E DUODENO)

O procedimento desenvolvido para estudar o esôfago distal, estômago e duodeno em um único exame é denominado seriografia gastrintestinal superior (SGIS, GI superior). A cavidade oral é delimitada anterior e bilateralmente pela superfície interior dos dentes superiores e inferiores. O teto da cavidade oral é formado pelos palatos duro e mole. Suspenso na porção posteromediana do palato mole encontra-se um processo cônico pequeno denominado úvula palatina, comumente referida simplesmente como úvula. A maior parte do assoalho da cavidade oral é formada pela língua. A cavidade oral se conecta posteriormente com a faringe, conforme descrito subsequentemente. Sulfato de bário misturado com água é o meio de contraste preferido para todo o aparelho digestivo. A área de densidade negativa (aparecendo em branco) na radiografia indica a área do estômago e do duodeno preenchida com este meio de contraste. O aparelho digestivo é um tubo oco contínuo, começando com a cavidade oral (boca). A cavidade oral e as estruturas ao redor são visualizadas no plano sagital mediano na imagem abaixo (Fig 01).

 

Figura 01-  Secção sagital mediana da boca (cavidade oral ou bucal).
 
 
Figuras 02 e 03- Sistema digestivo e faringe.

 

Figuras 04 e 05- Biotipo  
 
   
Figuras 06 e 07- Hiperestênico. Estômago geral – alto e transverso, no nível de T9 a T12. Porção pilórica – nível de T11 a T12, na linha média. Localização do bulbo duodenal – nível de T11 a T12, à direita da linha média. Estênico. Estômago geral – nível de T10 a L2. Porção pilórica – nível de L2, próximo da linha média. Localização do bulbo duodenal – nível de L1 a L2, próximo da linha média ( 07).
 
 
Figura  08- Hipostênico/astênico. Estômago geral – inferior e vertical, no nível de T11 a L5. Porção pilórica – nível de L3 a L4, à esquerda da linha média. Localização do bulbo duodenal – nível de L3 a L4, na linha média.

ÓRGÃOS ACESSÓRIOS NA CAVIDADE ORAL

A saliva é 99,5% de água e 0,5% de solutos ou sais e certas enzimas digestivas. As glândulas salivares secretam 1.000 a 1.500 mL de saliva diariamente. A saliva dissolve os alimentos para iniciar o processo digestivo. Também contém a enzima amilase, que quebra os amidos. Algumas glândulas salivares específicas secretam um líquido espesso que contém muco. O muco lubrifica o alimento enquanto este é mastigado, para que ele possa se tornar uma bola, ou bolo, para ser engolido. O ato de engolir é denominado deglutição.

Observação

As glândulas salivares, especialmente as glândulas parótidas, podem ser local de infecção. A caxumba é uma inflamação e aumento da glândula parótida causados por um paramixovírus, que pode resultar em inflamação testicular em aproximadamente 30% dos homens infectados.

Figura 09- Glândulas salivares.

Esôfago

A terceira parte do aparelho digestivo é o esôfago. O esôfago é um canal muscular de aproximadamente 25 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro, se estendendo da laringofaringe até o estômago. O esôfago começa posterior ao nível da borda inferior da cartilagem cricoide da laringe (C5 a C6), a qual fica no nível da margem superior da cartilagem tireoide. O esôfago termina na sua conexão com o estômago, no nível da 11ª vértebra torácica (T11).

Estômago

A palavra grega gaster significa “estômago”, e gastro é um termo comum que denota estômago – por isso o termo trato gastrintestinal. O estômago, que está localizado entre o esôfago e o intestino delgado, é a porção mais dilatada do aparelho digestivo. Quando está vazio, o estômago apresenta-se contraído. Quando o estômago serve como reservatório para alimento e líquido ingerido, é notavelmente expansível. Após uma refeição completa, o estômago alarga-se para o que parece ser quase seu ponto de ruptura. Devido à forma e à posição do estômago serem altamente variáveis, elas são mostradas nas próximas ilustrações, com variações para serem acompanhadas futuramente neste capítulo.

Duodeno

A quinta e última parte do sistema GI superior a ser estudada neste capítulo é o duodeno, que é a primeira parte do intestino delgado. Em razão de o duodeno ser examinado radiograficamente durante a série GI superior de rotina, o duodeno é estudado neste capítulo.

Distribuição de bário com gás/ar no estômago

Se um indivíduo ingere uma mistura de sulfato de bário e água juntamente com cristais que produzem gás, conforme visto nas imagens abaixo, o posicionamento do corpo deste indivíduo determina a distribuição de bário e gás de dióxido de carbono/ar (CO2) dentro do estômago.

 

   
Figuras 10, 11 e 12- AP – posição supina (bário no fundo). AP – posição supina (bário no fundo). OAD – posição prona (ar no fundo). Ar/gás – distribuição de bário no estômago – visões frontais em várias posições do corpo. Ar/gás = preto; bário = branco.

Substâncias Digeridas e Subprodutos Resultantes

1. Carboidratos: A digestão de amido começa na boca e no estômago e é completada no intestino delgado. Os produtos finais destes açúcares complexos são açúcares simples.

2. Proteínas: A digestão começa no estômago e é completada no intestino delgado. Os produtos finais da digestão de proteínas são os aminoácidos.

3. Lipídios (ou gorduras): Sua digestão ocorre apenas no intestino delgado, embora pequenas quantidades das enzimas necessárias para a digestão da gordura sejam encontradas no estômago. Os produtos finais da digestão de lipídios são ácidos graxos e glicerol. A bile, produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, é liberada no duodeno para auxiliar na“quebra” dos lipídios (gordura). A bile não contém enzimas, mas emulsiona as gorduras. Durante a emulsificação, grandes gotículas de gordura são quebradas em gotículas pequenas que possuem uma grande superfície (para dar volume) e dar às enzimas melhor acesso para digerir os lipídios. A maior parte da absorção dos produtos digestivos finais ocorre no intestino delgado. Açúcares simples, aminoácidos, ácidos graxos, glicerol, água e a maioria dos sais e vitaminas são absorvidos na corrente sanguínea ou no sistema linfático através do revestimento do intestino delgado.


Figuras 13 e 14- Esofagografia OAD (levemente oblíqua), esôfago superior. Esôfago mediano e esôfago superior estão um pouco acima do diafragma.
 

 O estômago é composto de três subdivisões: (1) fundo, (2) corpo e (3) piloro

 

Figuras 15 e 16- Estômago – visão frontal. Estômago – aberturas, grande e pequena curvaturas e subdivisões. 

 
Figura 17- Duodeno (quatro partes).

A maior parte do duodeno e do pâncreas são estruturas retroperitoneais, ou seja, estão localizadas posteriormente ao peritônio parietal.

 

 
Figuras 18 e 19- Estômago e duodeno preenchidos por bário e estômago e duodeno preenchidos por bário. Orientação de estômago vazio comum.


Figura 20- Projeção AP.
 
 
  
Figuras 21 e 22- SGIS – duplo contraste; demonstra gás e bário – preenchendo o estômago. SGIS – duplo contraste; demonstra gás e bário – preenchendo o estômago, com pregas mucosas revestidas com bário.
 

Fluoroscopia Digital e Radiografia/fluoroscopia (R/F) digital

Unidade de fluoroscopia digital com arco em C e Radiografia/fluoroscopia (R/F) digital (Este tipo de combinação de sistema de radiografia/fluoroscopia é comumente usado para procedimentos gastrintestinais).

 
 Figuras 23 A e B- Fluoroscopia digital com arco em “C”. (Cortesia do Sistema Médico Philips.) e Combinação do sistema digital R/F. (Cortesia do Sistema Médico Philips.)

  
Figura 24- Imagens de quadros múltiplos – quatro imagens em um filme 35 × 43 cm (14 × 17 polegadas).
 
Demonstração do refluxo esofágico

O diagnóstico de possível refluxo esofágico ou regurgitação de conteúdos gástricos podem ocorrer durante a fluoroscopia ou o esofagograma. Um ou mais dos seguintes procedimentos podem serrealizados para detectar refluxo esofágico:

1. Exercícios de respiração

2. Teste de água

3. Técnica da pá compressora

4. Manobra de tocar a ponta dos pés

Vários exercícios de respiração são designados para aumentar a pressão intratorácica e intra-abdominal. O exercício de respiração mais comum é a manobra de Valsalva. É pedido ao paciente que respire profundamente e, enquanto segura a respiração, force para baixo como se tentasse mover os intestinos. Esta manobra força ar para contra a glote fechada. Uma manobra de Valsalva modificada é realizada quando o paciente aperta o nariz, fecha a boca e tenta assoprar o nariz. As bochechas devem se expandir como se o paciente estivesse soprando um balão. A manobra de Mueller também pode ser realizada quando o paciente expira e tenta inspirar contra aglote fechada. Com esses métodos, o aumento na pressão intra-abdominal pode produzir o refluxo de bário ingerido, que confirma a presença de refluxo esofágico. O radiologista observa cuidadosamente a junção esofagogástrica durante essas manobras.

Teste de Água

O teste de água (Fig.25) é feito com o paciente na posição supina e virado levemente no lado esquerdo. Esta posição levemente oblíqua posterior esquerda (OPE) preenche o fundo gástrico com bário. É pedido ao paciente para engolir uma boca cheia d’água por um canudo.

Manobra de Tocar a Ponta dos Pés

A manobra de tocar a ponta dos pés (Fig.26) também é realizada para estudar possível regurgitação no esôfago pelo estômago.

Figuras 25 e 26- Teste de água – posição OPE. Manobra de tocar a ponta dos pés.

Procedimento de Seriografia do Trato GI Superior

Além do esofagograma, o segundo procedimento radiográfico mais comum para exame do sistema GI superior envolvendo meio de contraste é a seriografia do trato GI superior.

Definição e objetivo

Exame radiográfico do esôfago, estômago e duodeno é chamado de seriografia do trato GI superior ou SGIS. Os objetivos da SGI superior são estudar radiograficamente a forma e função do esôfago, estômago e duodeno e detectar condições funcionais e anatômicas anormais.

Bezoar descreve uma massa de material indigerido que fica preso no estômago. Essa massa usualmente é feita de cabelo, certas fibras vegetais, ou produtos de madeira. O material se desenvolve ao longo do tempo e pode levar a uma obstrução no estômago.

Termos específicos para bezoar incluem o tricobezoar, composto de cabelo, e o fitobezoar, composto por fibras de vegetais ou sementes.* Alguns pacientes não estão aptos a digerir ou processar certas fibras vegetais ou sementes.

   

Figuras 27 e 28- Projeção AP – tricobezoar; muito grande. E Espinha de peixe (seta) na parte cervical inferior do esôfago. (De Eisenberg RL, Johnson NM: Comprehensive radiographic pathology, ed 4, St. Louis, 2007, Mosby.)

Gastrite é uma inflamação do revestimento ou mucosa estomacal. A gastrite pode se desenvolver em resposta a várias condições psicológicas ou ambientais.

Figuras 29 e 30- Gastrite. A, A aparência inclui espessamento das pregas rugosas do estômago. B, A aparência inclui ausência de pregas rugosas. (De Eisenberg RL, Johnson NM: Comprehensive radiographic pathology, ed 4, St. Louis, 2007, Mosby.)
 
 
  
Figuras  31 e 32- Deslizamento da hérnia hiatal com anel de Schatzki (setas). SGI superior – demonstrando hérnia hiatal (setas).
 
 
   
Figuras 33 e 34- Auxiliando o paciente com os movimentos da mesa.

 

A posição OAD, ilustrada na Fig.35 permite que o bário migre em direção à porção pilórica ou ao estômago distal, enquanto o ar desloca-se para o fundo.

 

Figura 35- Posição OAD “sobre a cabeça” após a fluoroscopia.

 

PROJEÇÃO AP (PA: ESOFAGOGRAMA


Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente ereto ou reclinado (preferencialmente reclinado). Alinhar a MSP à linha média da mesa. Assegurar-se de que ombros e quadris não estejam rodados. Colocar o braço direito para cima para segurar o copo de bário. Colocar a ponta do RI mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima do nível dos ombros para centralizaro RI no RC.

Raio Central- RC perpendicular ao RI e RC a MPS, 2,5 cm (1 polegada) inferior ao ângulo esternal (T5-T6) ou aproximadamente 7,5 cm (3 polegadas) inferior à cavidade jugular.

Alternativa PA- Esta imagem também pode ser tirada como uma projeção PA com posicionamento similar,centralizado, e locações RC.

Observações- Duas ou três colheres cheias de bário grosso devem ser ingeridas, e a exposição deve ser feita imediatamente após o último bolo ser engolido. (O paciente geralmente não respira imediatamente após a deglutição.) Para enchimento completo do esôfago com bário fino, o paciente pode ter que beber por um canudo, com deglutição contínua e exposição feita após três ou quatro goles sem suspender a respiração.

 

Figuras 36 e 37- Posicionamento em   AP reclinado e imagem da exposição.
 

 

POSIÇÃO OAD: ESOFAGOGRAMA

Indicações Clínicas- Estreitamentos, corpos estranhos, anomalias anatômicas e neoplasias do esôfago.

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente ereto ou reclinado. A posição reclinada é preferencial devido ao enchimento mais completo do esôfago (acelerado pelo fator de gravidade com a posição ereta). Rodar o paciente 35° a 40° da posição prona, com o corpo anterior à direita contra a  mesa. Colocar o braço direito para baixo com o braço esquerdo flexionado no cotovelo e para cima ao lado da cabeça do paciente, segurando um copo de bário, com um canudo na sua boca. Flexionar o joelho esquerdo para suporte. Alinhar a linha média do tórax na posição oblíqua à linha média do RI ou mesa. Colocar a ponta do RI mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima do nível dos ombros para centralizar o RI no RC.

Raio Central- RC perpendicular ao RI e RC ao centro do RI ao nível de T5 ou T6 (5 a 7,5 cm [2 a 3 polegadas] inferiormente à cavidade jugular).

Respiração- Suspender a respiração e expor na expiração (Observações).

Observação 1- Bário grosso: Duas ou três colheres cheias de bário grosso devem ser ingeridas, e a exposição deve ser feita imediatamente após o último bolo ser engolido. (O paciente geralmente não respira imediatamente após a deglutição.)

Observação 2- Bário fino: Para completo enchimento do esôfago com bário fino, o paciente pode ter que beber por um canudo, com deglutição contínua e a exposição feita após três ou quatro deglutições sem suspender a respiração (usando um tempo curto de exposição, se possível).

Critérios de Avaliação- O esôfago deve ser visível entre a coluna vertebral e coração. OAD oferece mais visibilidade da anatomia pertinente entre a vértebra e o coração do que OAE. Rotação adequada do corpo projeta o esôfago entre a coluna vertebral e o coração. Se o esôfago está situado sobre a espinha, mais rotação do corpo é necessária. Todo o esôfago é preenchido ou revestido com meio de contraste. Os membros superiores não devem se sobrepor ao esôfago. Colimação apropriada é aplicada. O RC é centralizado ao nível de T5 e T6 para incluir todo o esôfago.

 

 
Figuras 38 e 39- OAD 35° a 40° – reclinada ou ereta e posição OAD.
 
 

 

POSIÇÃO OAE: ESOFAGOGRAMA

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente ereto ou reclinado (preferencialmente reclinado). Rodar 35° a 40° de uma PA, com o corpo anterior esquerdo contra o RI ou mesa. Colocar o braço esquerdo para baixo ao lado do paciente, com o braço direito flexionado no cotovelo e para cima ao lado da cabeça do paciente. Flexionar o joelho direito para suporte. Colocar a ponta do RI mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima do nível dos ombros para colocar o RC no centro do RI.

Raio Central- RC perpendicular ao RI e RC ao centro do RI ao nível de T5 ou T6 (5 a 7,5 cm [2 a 3 polegadas] inferiormente à cavidade jugular).

Observação 1- Bário grosso: Duas ou três colheres cheias de bário grosso devem ser ingeridas, e a exposição deve ser feita imediatamente após o último bolo ser engolido. (O paciente geralmente não respira imediatamente após a deglutição.)

Observação 2- Bário fino: Para completo enchimento do esôfago com bário fino, o paciente pode ter que beber por um canudo, com deglutição contínua e a exposição feita após três ou quatro goles sem suspender a respiração (usando um tempo curto de exposição, se possível).

Critérios de Avaliação- O esôfago é visto entre a região hilar do pulmão e caixa torácica. Todo o esôfago é preenchido com meio de contraste. Os membros superiores do paciente não devem se sobrepor ao esôfago. Colimação apropriada é aplicada.

  
Figuras 40 e 41- Posição OAE reclinada. e imagem  da exposição em OAE.

 

 

 PERFIL: ESOFAGOGRAMA 

Posicionamento do Paciente e para Parte- Colocar o braço direito do paciente acima da cabeça, com os cotovelos flexionados e sobrepostos. Alinhar o plano coronal mediano à linha média da mesa. Colocar os ombros e quadris em uma verdadeira posição lateral. Colocar a ponta do RI mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima do nível dos ombros para centralizar o RI no RC.

Raio Central- RC perpendicular ao RI. RC ao nível de T5 ou T6 (5 a 7,5 cm [2 a 3 polegadas] inferiormente à cavidade jugular).

Colimação Recomendada- Colimar junto as bordas laterais para criar colimação dos dois lados mais ou menos com 12 a 15 cm (5 a 6 polegadas) de largura. A marca E ou D deve ser colocada dentro do campo de colimação.

Respiração- Suspender a respiração e expor na expiração.

Critérios de Avaliação- Todo o esôfago é visível entre a caixa torácica e coração. Perfil total é indicado por superposição das costelas posteriores. Os braços do paciente não devem se sobrepor ao esôfago. Todo o esôfago é preenchido ou revestido com meio de contraste. Colimação apropriada é aplicada.

 

POSIÇÃO LATERAL DE NADADOR OPCIONAL

Esta posição (Fig. 43), permite melhor demonstraão do esôfago superior sem sobreposição de braços e ombros.

 

Figuras 42, 43 e 44- Paciente em perfil, opcional – Perfil nadador para melhor visualização do esôfago superior e imagem em perfil.


Biotipo

Considere o biotipo do paciente. O estômago é alto e transverso num paciente hiperestênico, mas baixo e vertical num paciente hipostênico. Um paciente normal ou estênico possui o bulbo do duodeno próximo à região L2. Usualmente, a L2 está localizada a 2,5 a 5 cm acima da margem baixa da lateral da costela. Os pontos centralizados nesses textos são designados para o paciente normal, estênico.

 

PROJEÇÃO PA: SERIOGRAFIA DO TRATO GI SUPERIOR

Indicações Clínicas- Pólipos, divertículos, bezoares e sinais de gastrite no corpo e piloro do estômago.

Posicionamento do Paciente e da Parte- Alinhar MSP ao RC e à mesa. Assegurar-se de que o corpo não seja rodado.

Raio Central- RC direto perpendicular ao RI

Tipo estênico: Centralizar RC e RI ao nível do piloro e bulbo duodenal no nível da L1 (2,5 a 5 cm [1 a 2 polegadas] acima da margem lateral baixa da costela), e mais ou menos 2,5 cm (1 polegada) à esquerda da coluna vertebral.

Tipo astênico: Centralizar mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima do nível de L1. Tipo hiperestênico: Centralizar cerca de 5 cm (2 polegadas) acima do nível de L1 pi mais próximo da linha média. Centralizar IR ao RC.

PA axial alternada

A posição do estômago alto transverso em um paciente hiperestênico quase causa uma visão final,com muita sobreposição da região pilórica do estômago e bulbo duodenal com uma projeção PA. No entanto, um ângulo cefálico de 35° a 45° do RC separa essas áreas para melhor visualização. As curvaturas maior e menor do estômago também são mais bem visualizadas em perfil. Para crianças, um ângulo cefálico RC de 20° a 25° é recomendado para abrir o corpo e piloro do estômago.

Critérios de Avaliação- Todo o estômago e o duodeno devem ser visíveis. Corpo e piloro do estômago são preenchidos com bário. Colimação apropriada é aplicada.

 


Figuras 45 e  46- Projeção em PA e imagem radiográfica correspondente

 

POSIÇÃO OAD: SERIOGRAFIA DO TRATO GI SUPERIOR

Posicionamento do Paciente e da Parte- Posicionar o paciente reclinado, com o corpo parcialmente virado em uma posição OAD. Providencie um travesseiro para a cabeça do paciente. De uma posição prona, rodar 40° a 47°, com o corpo anterior direito contra a RI ou mesa (mais rotações às vezes são necessárias para pacientes hiperestênicos pesados, e menos rotações são requisitadas para pacientes astênicos magros). Colocar o braço direito para baixo e o braço esquerdo flexionado no cotovelo e para cima ao lado da cabeça do paciente. Flexionar o joelho esquerdo para suporte.

Raio Central- RC direto perpendicular ao RI.

Tipo estênico: Centralizar RC e RI ao bulbo duodenal no nível da L1 (2,5 a 5 cm [1 a 2 polegadas] acima margem lateral baixa da costela), a meia distância entre a espinha e a borda lateral acima do abdome, 45° a 55° oblíquos.

Tipo astênico: Centralizar cerca de 5 cm (2 polegadas) abaixo do nível de L1, 40° oblíquos.

Tipo hiperestênico: Centralizar cerca de 5 cm (2 polegadas) acima do nível de L1 e mais próximo da linha média, 70° oblíquos.

Critérios de Avaliação-Todo o estômago e o arco em “C ” do duodeno devem ser visíveis. Bulbo duodenal posicionado em perfil. A colimação apropriada é aplicada. RC é centralizado no nível da L1, com corpo do estômago e o arco duodenal centralizados na radiografia. A técnica apropriada é utilizada para visualizar claramente as dobras gástricas sem superexposição de outra anatomia pertinente.Margens estruturais estreitas indicam ausência de movimento.

  

Figuras 47 e 48- Posição e imagem em OAD.

 


POSIÇÃO PERFIL DIREITO: SERIOGRAFIA DO TRATO GI SUPERIOR

Indicações Clínicas-Processos patológicos do espaço retrogástrico (espaço atrás do estômago). Divertículos, tumores, úlceras gástricas e traumatismo do estômago podem ser demonstrados junto à margem posterior deste órgão.

Posição do Paciente da Parte- Posicionar o paciente reclinado, em uma posição perfil direito. Providenciar um travesseiro para apoiar a cabeça do paciente. Colocar os braços para cima ao lado da cabeça do paciente e flexionar seus joelhos. Assegurar-se de que ombros e quadris estejam em posição lateral verdadeira. Centralizar RI em RC (ponta de baixo da IR mais ou menos ao nível da crista ilíaca).

Raio Central

RC direto perpendicular ao RI. Tipo estênico: Centralizar RC e RI no bulbo duodenal no nível da L1 (nível da margem lateral baixa das costelas), e 2,5 a 4 cm (1 a 1½ polegada) anterior ao plano coronal mediano (quase a meia distância entre a borda anterior da vertebra e o abdome anterior).

Tipo hiperestênico: Centralizar mais ou menos 5 cm (2 polegadas) acima da L1.

Tipo astênico: Centralizar mais ou menos 5 cm (2 polegadas) abaixo da L1.

Critérios de Avaliação-Todo o estômago e o duodeno devem ser visíveis.  O espaço retrogástrico é demonstrado. Piloro do estômago e arco duodenal deve ser bem visualizados em pacientes hiperestênicos. Nenhuma rotação deve estar presente. Corpos vertebrais devem ser vistos com o objetivo de referência. Forame intervertebral deve estar aberto, indicando uma verdadeira posição de perfil.  Colimação apropriada é aplicada. RC é centralizado no nível da L1.

 

Figuras 49 e 50- Posição e radiografia do perfil direito.
 

 

SERIOGRAFIA DO INTESTINO DELGADO – ESTUDO DO INTESTINO DELGADO

   
Figura 51- Intestino delgado – quatro quadrantes.
 
 
  
Figuras 52 e 53- Estômago e intestino delgado cheios de bário (quatro quadrantes). e TC abdominal coronal – estômago, jejuno, íleo e intestino grosso.
 
 
 
 Figura 54- Corte de TC axial – nível da segunda parte do duodeno.
 
 
 

Colo x intestino grosso

O intestino grosso e o colo não são sinônimos, embora muitos tecnologistas usem estes termos alternadamente. O colo consiste em quatro seções e duas flexuras, e não inclui o ceco e o reto. As quatro seções do colo são (1) o colo ascendente, (2) o colo transverso, (3) o colo descendente e (4) o colo sigmoide. As flexuras cólica direita (hepática) e esquerda (esplênica) também estão incluídas como parte do colo.

 
 
 
 Figuras 55 e 56- Intestino grosso (inclui colo). Enema baritado do intestino grosso.
 

 

Radiografias do intestino delgado

Três partes do intestino delgado podem ser vistas nestas radiografias em 30 minutos e 2 horas, passados 30 minutos e 2 horas após a ingestão de bário Note as características das partes “emplumadas” do duodeno (A) e do jejuno (C). O aspecto mais suave do íleo também está evidente (D).

 

Figuras  57 e 58- PA, 30 minutos intestino delgado. PA, 2 horas − intestino delgado.
 

A- Duodeno

B- Região do ligamento de Treitz (ligamento suspensor do duodeno), local da flexura duodenal (sobreposta pelo estômago nestas radiografias)

C- Jejuno

D- Íleo

E- Área da válvula ileocecal.
 
 
 
Figuras 59 e 60- AP, enema baritado e perfil do reto, enema baritado.
 
 
   
Figura  61- OAE, enema baritado (exame de contraste único).

a. Ceco

b. Colo ascendente

c. Flexura cólica direita (hepática) (geralmente localizada mais inferior do que a flexura cólica esquerda devido à presença do fígado)

d. Colo transverso

e. Flexura cólica esquerda (esplênica)

f. Colo descendente

g. Colo sigmoide

h. Reto

 
   
 

Seriografia isolada do intestino delgado

A segunda possibilidade para o estudo do intestino delgado é a seriografia isolada do intestino delgado, conforme se vê no resumo. Para todo exame com meio de contraste, incluindo a seriografia do intestino delgado, uma radiografia de abdome deve ser obtida antes de introduzir o meio de contraste. Para a seriografia isolada do intestino delgado, o paciente ingere dois copos de bário (472 mL), e a hora é anotada. Dependendo do protocolo adotado pela instituição hospitalar, a primeira radiografia é obtida 15 ou 30 minutos após a ingestão do bário. Essa primeira radiografia requer centralização alta para incluir o diafragma. A partir deste ponto, o exame é exatamente idêntico à série de prolongamento da seriografia de trato GI superior. As radiografias geralmente são obtidas a cada meia hora durante 2 horas seguidas por radiografias a cada hora até que o bário alcance o ceco ou colo ascendente.

Observações

Algumas rotinas podem incluir um escaneamento continuado a cada meia hora até que o bário alcance o ceco. Na seriografia do intestino delgado de rotina, o sulfato de bário regular normalmente atinge o intestino grosso dentro de 2 a 3 horas; porém, este intervalo varia muito entre os pacientes. A fluoroscopia com imagem local e o uso de um cone de compressão podem fornecer opções para uma melhor visualização da válvula ileocecal.

Figuras 62 e 63 - Radiografia em PA enteróclise e TC com enteróclise.
 

 

Figuras 64, 65 e 66- Diverticulose em todo o intestino grosso, Enema baritado, estudo de contraste duplo (65). Colite ulcerativa (66).

 

INCIDÊNCIA PA: SERIOGRAFIA DO INTESTINO DELGADO

Posicionamento do Paciente e da Parte- Alinhar PSM à linha média da mesa/grade ou RC. Colocar os braços ao lado da cabeça com as pernas estendidas e apoiá-los sob os tornozelos. Certificar-se de que não ocorra rotação.

Raio Central- RC é perpendicular ao RI.

15 ou 30 minutos: Centralizar para cerca de 5 cm acima da crista ilíaca (ver Observação).

A cada hora: Centralizar RC e ponto médio do RI à crista ilíaca.

Centralizar RI para RC.

Respiração

Prender a respiração e expor na expiração.

Observações- A cronometragem começa com a ingestão de bário. Os intervalos de tempo entre as radiografias dependem do tempo de trânsito da preparação específica do bário utilizado e do protocolo da instituição hospitalar. Para a primeira radiografia de 30 minutos, centralizar em uma posição alta para incluir todo o estômago.

São obtidas radiografias subsequentes em intervalos de 30 minutos até que o bário atinja o intestino grosso (normalmente 2 horas). O estudo geralmente se completa quando o meio de contraste atinge o ceco ou o colo ascendente. A fluoroscopia e uma imagem local da válvula ileocecal e do íleo terminal após o bário atingir esta área são geralmente incluídas na seriografia do intestino delgado de rotina. Este processo é determinado pela preferência do radiologista e pelos protocolos da instituição hospitalar.

Critérios de Avaliação- Todo o intestino delgado é demonstrado em cada radiografia, com o estômago incluso nos primeiros 15 ou 30 minutos de radiografia.


Figuras 66 e 67- PA, em 15 ou 30 minutos – centralizada aproximadamente 5 cm (2 polegadas) acima da crista ilíaca. E PA, de hora em hora – centralizada na crista ilíaca (67).
 

 
Figuras 68 e 69- Seriografia do intestino delgado PA – 30 minutos (maior parte do bário localizada no estômago e jejuno). Observação: Grande (30 cm) ascaridíase (lombriga) no jejuno. Seriografia do intestino delgado PA – 1 hora (maior parte do bário localizada no jejuno).
 
 
Figuras 70 e 71- PA, 2 horas (maior parte do bário localizada no íleo e no colo proximal). PA (spot da região ileocecal). (Cortesia de James Sanderson, RT.)
 

 

Figura 72- Incidência PA – enema baritado de contraste único.
 
 
 

POSIÇÃO OAD E POSIÇÃO OAE: ENEMA BARITADO

Critérios de Avaliação- A flexura cólica direita e os colos ascendente e sigmoide são observados “abertos” sem superposição significativa. Todo o intestino grosso é incluído, com a possível exceção da flexura cólica esquerda, que é mais bem demonstrada na posição OAE (ou pode requerer uma segunda imagem centralizada mais alta). A ampola retal deve estar incluída na margem inferior da radiografia.

 

Figuras 73 e 74-  OAD em 35° a 45°. OAD (centralizado alto para incluir as flexuras cólicas E e D).
 
 
 
Figura 75- OAD (para incluir a ampola retal).
 

 
Figuras 76 e 77-  Posição OAE. E imagem radiográfica da posição OAE (centrado alto para incluir a flexura cólica E).

 

 POSIÇÃO RETO LATERAL OU DECÚBITO VENTRAL LATERAL: ENEMA BARITADO

Indicações Clínicas- A posição lateral para demonstrar pólipos, estenoses e fístulas entre o reto e a bexiga/útero. A posição de decúbito ventral é melhor para exame de duplo contraste.

Critérios de Avaliação- A região retossigmoide cheia de contraste é demonstrada.

 

Figuras 78,79, 80- Reto lateral esquerdo. Detalhe, Decúbito ventral (exame de contraste duplo). Decúbito ventral, reto lateral.
 
 
 

Figuras 81 e 82- Decúbito lateral direito com duplo contraste – AP (com grade portátil). Decúbito lateral direito .
 
 
 
 
Figuras 83 e 84- Decúbito lateral esquerdo com duplo contraste – Incidência AP. Detalhe, incidência PA. Decúbito lateral esquerdo.
 
 
 

Figura 85- PA pós-evacuação.
  
 
 

INCIDÊNCIAS AXIAL AP OU OBLÍQUA AXIAL AP (OPE): ENEMA BARITADO

Incidências de“borboleta”

Indicações Clínicas- Pólipos ou outros processos patológicos na parte retossigmoide do intestino grosso.

Critérios de Avaliação- As incidências alongadas dos segmentos retossigmoides devem ficar visíveis com menor sobreposição das alças sigmoides que com uma incidência em AP a 90°. AP axial: A angulação adequada do RC fica evidenciada pelo alongamento dos segmentos do intestino grosso. OPE axial: A angulação adequada do RC e a obliquidade do paciente são evidenciadas pelo alongamento e menor superposição de segmentos retossigmoides do intestino grosso. É aplicada colimação apropriada.

 

 
Figuras 86, 87, 88- AP axial – RC em 30° a 40° no sentido cefálico. Detalhe, 30° a 40° em OPE. Axial AP. Oblíqua axial AP (OPE).
 

 

  

Figuras 89 e 90- Axial PA – RC em 30° a 40° caudal. Detalhe, axial OAD.
  
Figura 91- Axial PA (exame de contraste duplo).
 
 
 

FIGADO

O fígado é um órgão complexo e essencial à vida. Possui mais de 100 funções diferentes, mas a função mais aplicável ao estudo radiográfico é a produção de grande quantidade de bile. O fígado secreta 800 a 1.000 mL, ou em torno de um quarto de bile por dia. As funções mais importantes da bile são promover a digestão de gorduras ao emulsioná-las (quebrar glóbulos de gordura) e a absorção das mesmas após a sua digestão. A bile também contém colesterol, quese torna solúvel devido aos sais biliares.

VESÍCULA BILIAR E DUCTOS BILIARES

A vesícula biliar e os ductos biliares extra-hepáticos (localizados fora do fígado) são mostrados abaixo. A bile é formada em pequenos lóbulos do fígado e se dirige através de pequenos ductos para os ductos hepáticos esquerdo ou direito, maiores. A bile é levada para a vesícula biliar através do ducto cístico para armazenamento temporário, ou é secretada diretamente no duodeno pelo ducto biliarcomum. O ducto biliar comum é unido ao ducto pancreático no esfíncter hepatopancreático, que se esvazia no duodeno através da papila duodenal. A vesícula biliar é um saco em forma de pera composto de três partes: fundo, corpo e colo. O fundo é a extremidade distal e a parte mais ampla da vesícula biliar. O corpo é a porção principal da vesícula biliar.

Funções da vesícula biliar

As três funções primárias da vesícula biliar são (1) armazenar bile, (2) concentrar bile e (3) contrairse, quando estimulada.

1. Se a bile não é necessária na função digestiva, fica armazenada para uso futuro na vesícula biliar.

2. A bile é concentrada dentro da vesícula biliar como resultado de hidrólise (remoção de água). Em uma situação anormal, quando muita água é absorvida ou o colesterol fica muito concentrado, cálculos biliares (colélitos) podem se formar na vesícula biliar. (O colesterol forma os tipos mais comuns de cálculos biliares.*)

3. A vesícula biliar normalmente contrai-se quando alimentos, tais como gorduras ou ácidos gordurosos, encontram-se no duodeno. Esses alimentos estimulam a mucosa duodenal a secretar o hormônio colecistocinina (CCK). Altos níveis de CCK no sangue forçam a vesícula biliar a contrair-se e a abertura terminal do ducto biliar comum a relaxar. Além disso, CCK aumenta a atividade exócrina pelo pâncreas.

  
Figura 92- Visão lateral da vesícula biliar e ductos biliares.

 

  
Figuras 93 e 94- Vesícula biliar e ductos biliares extra-hepáticos.Vesícula biliar e ducto cístico.

 


 
Figura 95- Colecistograma oral; 35° a 40° posição OAE

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