RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA

RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA

 Fonte: Técnicas Radiográficas - Princípios Radiográficas, Anatomia Básica e Posicionamento
1ª e 2ª Edições - Rubio Editora- Antonio Biasoli Jr. O conteúdo usado foi autorizado pelo autor.

NOÇÕES DE ANATOMIA
Tipos de dente e sua orientação na boca.
Um dente é identificado e descrito em função do tipo de dentição (primária ou secundária) e da sua posição na boca (proximidade com a linha mediana ou região anterior da boca).

TIPOS DE DENTIÇÃO
O ser humano possui duas dentições: uma primária ou decídua e uma secundária ou permanente.

DENTIÇÃO PRIMÁRIA OU DECÍDUA (DE LEITE)
- Geralmente composta por oito dentes incisivos, quatro dentes caninos e oito dentes molares, totalizando vinte dentes. Essa dentição tem início com a irrupção dos incisivos na faixa de 6 a 9 meses de idade, terminando com a irrupção dos molares na faixa de 1 a 2 anos de idade. A queda (substituição) dos dentes decíduos (primários) inicia-se com os incisivos na faixa de 6 a 8 anos de idade, terminando com a substituição dos molares na faixa dos 9 a 12 anos de idade. Entre a dentição primária (decídua) e a secundária (permanente) existe a mista, composta por dentes decíduos e permanentes.

DENTIÇÃO SECUNDÁRIA OU PERMANENTE - Geralmente composta por oito dentes incisivos, quatro dentes caninos, oito dentes pré-molares e doze dentes molares, totalizando trinta e dois dentes. Essa dentição tem início com a irrupção dos incisivos na faixa de 7 a 9 anos de idade, terminando com a irrupção dos segundos pré-molares e molares na faixa de 11 a 12 anos de idade. Os terceiros molares estão desaparecendo das arcadas. A sua irrupção depende de espaço, podendo ocorrer até 20 anos de idade. O que geralmente ocorre é que não se formam ou ficam inclusos. Na troca de dentição decídua (primária) para a permanente (secundária), os primeiros molares decíduos são trocados pelos primeiros pré-molares permanentes, e os segundos molares decíduos são trocados pelos segundos pré-molares permanentes. Podem ocorrer nas duas dentições a mais, denominados extranumerários, ou menos, denominados anodontia. A anodontia pode ser parcial ou total (ausência de todos os dentes.

NOMENCLATURA DOS DENTES
Os dentes são representados por números em função da sua posição na boca. A boca é dividida em quadrantes pelo plano sagital mediano, e maxila (superior) e mandíbula (inferior), da seguinte maneira: quadrantes superiores (direito e esquerdo) correspondem aos dentes da maxila, e quadrantes inferiores (direito e esquerdo) correspondem aos dentes da mandíbula (Fig. 01), esse tipo de representação (quadrantes) pode ser feito pela Cruz de Radier.

Figura 01- Esquema da divisão da boa em quadrantes (Cruz de Radier).

Termos de Relacionamento
O dente possui cinco faces: vestibular, lingual ou palatina, medial, distal e oclusal.
 

Figura 02- Faces de um dente

1- Face medial; 2- Face distal; 3- Face vestibular; 4- Face lingual ou palatal; 5- Face oclusal; 6- Interproximal. 

COMPOSIÇÃO DO DENTE.

O dente é composto por quatro partes distintas: esmalte, cemento, dentina e cavidade pulpar.

- Esmalte- É a parte que recobre o dente na parte coronária; é a imagem mais radiopaca do dente;

-Cemento- É a parte que recobre o dente na parte radicular;

-Dentina- É a que fica abaixo do esmalte na parte coronária e abaixo do cemento na radicular;

-Cavidade pulpar- Localizada mais internamente é onde estão localizados os nervos, artérias e veias que dão vitalidade ao dente. É a imagem mais radiotransparente do dente. 

Figura 03- Anatomicamente, o dente pode ser dividido basicamente em três regiões: Coroa, Colo, Raiz

- Coroa - É projetada a partir da gengiva;

- Colo - Localizado entre a coroa e a raiz;

- Raiz - Está fixada no alvéolo por uma membrana fibrosa, denominada membrana periodontal. A quantidade de raízes varia em função do tipo de dente.

- Os incisivos geralmente possuem um raiz;

- Os caninos podem se apresentar com uma ou duas raízes;

- Os pré-molares- podem se apresentar com uma ou duas raizes;

- Os 1ºs e 2ºs molares inferiores- Possuem três raizes: duas mesiais, e uma distal;

- Os 1ºs e 2ºs molares superiores- Possuem três raizes sendo duas vestibulares, e uma palatina;

- Os 3ºs molares- Podem se apresentar com três raizes, ou raizes fusionadas.

PONTOS ANATÔMICOS 

Figuras 04 e 05- Principais pontos anatômicos de referência superficial da face.

1- Asa do nariz; 2- Comissura labial; 3- Acântio; 4- Borda lateral da orbita (04).

1- Asa do nariz; 2- Comissura labial; 3- Acântio; 4- Borda lateral da orbita; 5- Trago (05). 

                                                                                                                                                             Figura 06- Principais planos da cabeça para a radiologia odontológica em vista frontal. Principais planos da cabeça para a radiologia odontológica em vista lateral.

PLANOS E LINHAS DA FACE PARA RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA.

Alguns planos e linhas imaginários podem ser traçados na face, com o objetivo de facilitar a localização de estruturas anatômicas e o posicionamento do paciente para o exame radiolográfico.

Principais planos da face para radiologia odontológica.

- Plano sagital mediano- Divide a cabeça verticalmente em duas partes iguais, direita e esquerda;

- Plano frontal (coronal)-
É um plano vertical em ângulo reto com plano sagital, que divide a cabeça verticalmente em parte anterior e parte posterior.;

- Plano infra-orbitomeatal- Também denominado plano horizontal alemão, plano antropológico, ou plano de Frankfurt. É um plano transversal (horizontal) perpendicular aos planos frontal (coronal) e sagital, que vai da borda inferior das órbitas ao teto dos poros acústicos externos, dividindo a cabeça em partes superiores e inferior.

Principais linhas da face para a radiologia odontológica.

Linha de Camper- Linha que vai do trago à asa do nariz.

Linha trago - comissura labial- Linha que vai do trago à comissura labial do mesmo lado.

Linha infra-orbitomeatal- Também denominada linha horizontal alemã, linha antropológica, ou linha de Frankfurt ou linha de Reid. É uma linha que vai da borda inferior de um órbita ao teto do poro acústico externo do mesmo lado. Coincide com o plano infra-orbitomeatal (plano horizontal alemão).

 
Figura 07- Principais linha da face para radiologia odontológica.

1- Linha de camper; 2- Linha trago- comissura labial; 3- Linha infra-orbitomeatal

APARELHOS DE RAIOS X ODONTOLÓGICOS.

Obedece aos mesmos princípios e composição dos aparelhos utilizados em radiologia médica. De uma maneira geral, são aparelhos pequenos de pouca potência, que podem ser móveis ou fixo na parede.

FILMES RADIOGRÁFICO PARA RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA

Os filmes radiográficos utilizados em radiologia odontológica podem ser divididos basicamente em dois grupos: intrabucais e extrabucais.

Filmes Radiográficos Intrabucais.

Também denominado filme intra-oral, é utilizado para radiografias em que o filme é colocado dentro da boca do paciente. É um tipo de filme radiográfico para exposição direta dos raios X, ou seja, não são usados em conjunto com écrans intensificadores. Apresenta-se em embalagens individuais, podendo ser simples (mais utilizados), com apenas uma película (filme) na embalagem, ou duplos, com duas películas (filme), para realização de incidências com cópia para arquivo.

Tamanhos de filme radiolográfico intrabucal (intra-oral)

Existem no mercado basicamente três tamanhos de filmes radiográficos intrabucal (intra-oral): 22x 35mm, 31x41mm e 57x76mm 

Embalagem do filme radiográfico intrabucal (intra-oral)

O filme é embalado da seguinte maneira, de fora para dentro.

Revestimento externo - Um invólucro plástico vedando a entrada de luz e de saliva. O lado a ser exposto pelos raios X (parte anterior) geralmente possui uma superficie lisa e branca. O lado oposto (parte posterior), geralmente com duas cores, possui uma lingueta em "V", que é utilizada para abrir a embalagem para processamento do filme;

Papel preto- Reveste todo o filme e possui as funções de vedação da luz e proteção do filme durante o manuseio para o processamento;

Lâmina de chumbo- Uma fina lâmina de chumbo é posicionada na parte posterior do filme (lado oposto ao da exposição pelo raios X). A função dessa lâmina é absorver a radiação secundária e se necessário, identificar (através de marcas) o posicionamento errado do filme para a incidência;

Filme Radiográfico- Encontra-se no interior da embalagem, revestido por um papel preto.

Tamanhos/utilização dos filmes radiográficos intrabucais (intra-orais)

- Tamanho 22x35 mm- Também denominado número 1, é geralmente utilizado para radiografia periapical e também para radiografia interproximal (bitewing) em paciente pediátrico;

- Tamanho 31x41mm- Também denominado número 2, é geralmente utilizado para radiografia periapical e interproximal (bitewing) ;

- Tamanho 57x76mm- Geralmente é utilizada para radiografia oclusal, em áreas extensas da maxila e da mandíbula. 

     Figuras 08 e 09- Filmes radiográficos intrabucais e partes da embalagem do filme radiográfico intrabucal.

 

 ANGULAÇÕES 



                   Figuras 10,11, 12 e 13- Movimentos do cabeçote do aparelho de raios x (10), angulação vertical do cabeçote na incidência oclusal (11), angulação vertical do cabeçote na incidência oclusal inferior (mandíbula) (12), e angulação vertical do cabeçote na incidência oclusal total de maxila (13).

FILMES RADIOGRÁFICOS EXTRABUCAIS

São utilizados em incidências em que o filme radiográfico fica posicionado fora da boca do paciente, como na radiografia em perfil do crânio (cefalométrica) e outras. Esses filmes radiograficos geralmente são usados em associação com écrans intensificadores. Os tamanhos de filmes radiográficos extrabucais mais utilizados em radiografia odontológica são 18cm x 24cm; 24cm x 30cm; 12cm x 30cm e 15cm x 30cm.

PROCESSAMENTO DO FILME RADIOGRÁFICO

O filme radiográfico intrabucal (intra-oral) e extrabucal após a exposição deve ser processado (revelado). Esse processamento pode ser manual ou automático. No processamento manual dos filmes radiográficos intra-orais (intrabucais), é necessária a identificação nas colgaduras, pois não há espaço suficiente no filme para fazê-la.

Filme radiográfico intrabucal (intra-oral) autoprocessador.

Esse tipo de filme é uma alternativa ao processamento manual, dispensando o uso de câmara escura para o processamento. É apresentado em uma embalagem especial, que contém os agentes reveladores e fixadores, além da película do filme, isso permite o processamento do filme radiográfico logo após a exposição sem a necessidade do manuseio em câmara escura. 

TÉCNICA RADIOGRÁFICA PERIAPICAIS

Existem duas técnicas radiográficas periapicais básicas: a Técnica da bissetriz e a do paralelismo.

TÉCNICA RADIOGRÁFICA DA BISSETRIZ

Essa técnica proporciona um posicionamento relativamente simples, rápido e confortável para o paciente. É baseada na lei isométrica de Cieszinski: " A imagem projetada tem o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto, desde que o feixe de raios X central seja perpendicular à bissetriz do ângulo formado pelo filme e objeto". Ou seja, o raio central deve incidir perpendicular à bissetriz do ângulo formado entre o eixo do dente e o do filme radiográfico.

 

Figura 14- Esquema demonstrativo da Técnica de Bissetriz.

POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE- A cabeça do paciente deve ser posicionada de acordo com o tipo de dente a ser radiográfado. Para as radiográfias periapicais pela técnica de bissetriz na maxila, a linha de Camper deve estar paralela ao chão.  Para as radiográfias periapicais pela técnica da bissetriz na mandíbula, a linha trago comissura labial deve estar paralela ao plano horizontal (chão). 

 

Figuras 15 e 16- Posicionamento da cabeça do paciente para as radiográfias pariapicais pela técnica da bissetriz na maxila (15). Posicionamento da cabeça do paciente para as radiográfias pariapicais pela técnica da bissetriz na mandíbula (16).

Posicionamento do filme radiográfico

O filme radiográfico deve ser posicionado horizontalmente para as radiografias dos pré- molares, e molares e verticalmente nos casos de incisivos, e caninos, com o picote sempre voltado para a coroa dental. Deve ser deixado um espaço de 2 a 3mm, sobrando além da coroa dos dentes (bloco de mordida).
 
 
 

ÂNGULOS VERTICAL NA TÉCNICA DA BISSETRIZ.  

 

Figura 17- Esquema demonstrativo da técnica  de Bissetriz

Obs: Esses ângulos verticais na verdade são aproximados, devendo ser usados como referência. Variações no tipo de anatomia da face ou da posição do dente podem alterar a sua angulação. 
 

ANGULAÇÃO VERTICAL- TÉCNICA DO "Z"

Essa técnica também pode ser usada como referência para a determinação da angulação vertical do cabeçote do aparelho de raios x odontológico. Pode ser exemplificada da seguinte maneira: a parte horizontal superior da Letra "Z" corresponde aos grupos de dentes (da esquerda para direita) incisivos (+50º), pré - molares (+40º) e molares (+30º) da maxila (arcada superior), e a parte horizontal inferior corresponde aos grupos (da esquerda para direita) incisivos (-20º), pré-molares (-10° e molares (0º) da mandíbula (arcada inferior).  
 
 
 
Figura 18- Esquema da Técnica do "Z" para angulação vertical do cabeçote do tubo de raios X. 

Posicionamentos da cabeça do paciente- cabeçote o aparelho de raios X e do filme para radiografias periapicais pela técnica de bissetriz na maxila ( arcada superior).
 
Figuras 19 e 20- Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos incisivos superiores e para o grupo dos caninos superiores (20).

Figuras 21 e 22- Posicionamento do paciente para a radiográfia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos pré-molares superiores (21) e Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos molares superiores (22).

Posicionamentos da cabeça do paciente- cabeçote o aparelho de raios X e do filme para radiografias periapicais pela técnica de bissetriz na mandíbula (arcada inferior).

Figuras 23 e 24- Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos incisivos inferiores e posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos caninos inferiores.

Figuras 25 e 26- Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos pré-molares inferiores e posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica de bissetriz do grupo dos molares inferiores .


TÉCNICA RADIOGRÁFICA DO PARALELISMO

Nessa técnica o filme radiográfico é posicionado paralelamente ao plano do eixo do dente com a ajuda de um posicionador. O raio central deve incidir perpendicularmente e em direção ao centro do longo eixo do dente e do plano do filme. Deve ser usado um cilindro (cone) longo, para evitar a distorção da imagem radiografica. 
 
                                        Figuras 27 e 28 Esquema da técnica do paralelismo e incidência periapical pela técnica do paralelismo do grupo dos incisivos superiores.


A execução dessa técnica é simples, bastando ajustar o posicionador ao dente a ser radiografado. Posicionamentos da cabeça do paciente- do cabeçote do aparelho de raios x e do filme para radiografias periapicais pela técnica do paralelismo na maxila (arcada superior).
 
Figuras 29 e 30- Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica do paralelismo do grupo dos incisivos superiores e Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica do paralelismo do grupo dos caninos superiores.

Posicionamento da cabeça do paciente- do cabeçote do aparelho de raios X e do filme para radiografias periapicais pela técnica do paralelismo na mandíbula (arcada inferior).

Figuras 31 e 32- Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica do paralelismo do grupo dos incisivos inferiores e Posicionamento do paciente para a radiografia periapical pela técnica do paralelismo do grupo dos caninos inferiores.

RADIOGRAFIAS PERIAPICAIS NA MAXILA (ARCADA SUPERIOR).


Figuras 33 e 34- Radiografia periapical do grupo dos incisivos superiores e radiografia do grupo dos caninos superiores. 
 
 
Figura 35- Radiografia periapical do grupo dos molares superiores.
 

RADIOGRAFIAS PERIAPICAL DA MANDÍBULA (ARCADA INFERIOR).

 
 
Figuras 36 e 37- Radiografia periapical do grupo dos incisivos inferiores e radiografia periapical do grupo dos molares inferiores.
 
 
RADIOGRAFIA OCLUSAL
É uma incidência complementar, realizada com o filme radiográfico posicionado no plano oclusal. As radiografias oclusais mais realizadas são as totais de maxila e de mandíbula.

Indicações clínicas importantes da radiografia oclusal.

- Estudo das fraturas dos maxilares;

- Pesquisa de sialolitos nos condutos de Wharton ( glândulas salivares submandibulares)

- Mensurações ortodônticas para determinação e controle da tração nos maxilares;

- Estudo da fenda palatina;

- Localização de dentes extranumerários;

- Pesquisa de raízes residuais;

- Dentes inclusos;

- Estudo de grandes áreas patológicas ou anômalas.

Figura 38- Radiografia oclusal mostrando sialolito submandibular. Fonte: Fonte :http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-38882010000100005&lng=en&nrm=iso
 
 

TÉCNICA RADIOGRÁFICA OCLUSAL

O filme radiográfico é fixado pelos dentes quando o paciente os possui. Quando for edêntulo (sem dente) utiliza-se o dedo polegar do paciente para auxiliar na fixação do filme.
Posicionamento da cabeça do paciente - A cabeça deve ser posicionada com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal (chão). O plano oclusal deve estar paralelo ao chão (a linha de Camper paralela ao chão).
Posicionamento do filme radiográfico- O filme radiográfico é posicionado na boca do paciente, com o lado anterior (superfície convexa do picote) voltado para cima (direcionado ao tubo de raios x). Deve ser centralizado na boca do paciente com o seu maior eixo no sentido látero-lateral em adultos e no sentido ântero-posterior em crianças. O paciente deve ocluir suavemente segurando o filme.
 
Figuras 39 e 40- Posicionamento do paciente para a incidência oclusal total de maxila e Radiografia oclusal total de maxila.

RADIOGRAFIA OCLUSAL PARA MANDÍBULA.

Posicionamento da cabeça do paciente- A cabeça deve ser posicionada pra trás, com o plano sagital mediano perpendicular ao plano horizontal (chão). 
 
Figuras 41 e 42- Posicionamento do paciente para a radiografia oclusal total da mandíbula e Radiografia oclusal total da mandíbula

O livro Técnicas Radiograficas do autor Antonio Biasoli possui um rico conteúdo sobre raios X odontológico, no caso das radiografias oclusais e outras incidências odontológicas, só foram citadas apenas alguns exemplos, tendo ainda algumas incidências valiosas para estudo que estão presentes no livro.
 
TÉCNICA DE BITEWING
É uma incidência intrabucal (intraoral) também denominada bitewing ( asa de mordida), devido a uma aleta adaptada ao invólucro do anteparo, usada pelo paciente para manter o anteparo em posição por meio da mordedura. 
                                             Figuras 43 e 44- Posicionamento do paciente para a incidência de Bitewing e imagem interproximal.
 
 
TIPOS DE INCIDÊNCIA UTILIZADAS EM RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA
As incidências radiográficas extrabucais mais utilizadas em radiologia odontológica são: panorâmica, telerradiografia do crânio em perfil (cefalométrica), telerradiografia do crânio em oblíqua de 45º, póstero-anterior (PA) em fronto-naso, póstero- anterior (PA) para mandíbula, póstero anterior (PA) em mento-naso, semi-axial póstero- anterior (Reverchon invertido), perfil semi-axial (Schuller), localizada para articulações temporomandibulares, lateraias oblíquas da mandíbula (direita e esquerda) e axial submento- vértice da face. Obs: Serão citadas aqui somente a incidências: panorâmica e a telerradiografia do crânio em perfil (cefalométrica)

PANORÂMICA
É uma tomografia rotacional que produz uma imagem radiográfica da totalidade do arco dental, ou seja, produz uma imagem radiográfica panorâmica da maxila e da mandíbula. O tubo de raios X se move simultaneamente e em sentido oposto ao filme radiográfico (chassi) ao redor do paciente.

 

Figuras 45 e 46-  Esquema do funcionamento do conjunto tubo de raios x/filme radiográfico na incidência panorâmica. 
 
 

Figura 47- Panorâmica 
 

TELERRADIOGRAFIA DO CRÂNIO EM PERFIL

Também denominada radiografia cefalométrica, é utilizada para fazer mensurações lineares e angulares de pontos ou estruturas anatômicas (ortodontia). Para a execução, há necessidade de um cefalostato adaptado ao aparelho, que possui a função de manter a cabeça do paciente na posição correta para realização da incidência. 
 
Figuras 48 e 49- Posicionamento do paciente para a telerradiografia do crânio em perfil e Telerradiografia do crânio em perfil
 

Técnica de Clark- Utiliza o desvio horizontal ou vertical do raio central em duas incidências intrabucais.

Técnica de Miller Winter- Essa técnica é indicada para o 3º molar incluso.

Técnica de Bitewings-  Geralmente são realizadas duas radiografias interproximais uma para cada lado.


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