MEIOS DE CONTRASTE

 TIPOS DE CONTRASTE

1- IODADOS E NÃO IODADOS;

2- SULFATO DE BÁRIO;

3- GADOLINIO 

 

CONTRASTE IODADO E NÃO IODADO

 

O contraste iodado não é o único meio de contraste existente e também não é o único com esta finalidade. Segundo LIMA (2018) cada contraste tem sua especificidade e indicações diferentes. Existem basicamente três substancias utilizadas para a fabricação dos meios de contrastes, estes utilizados nos exames de radiologia e diagnóstico, entre as substâncias, encontra-se: o bário, o iodo e o gadolínio.

O bário e o iodo são utilizados em exames radiológicos contrastados, o bário se destaca como melhor contraste para estudos de patologias no trato gastrointestinal (ARTUNK, 2010). O iodo é para a realização de angiografias, tomografias, arteriografias, flebografias, entre outros.

Os contrastes a base de gadolínio são utilizados para estudo de imagem por Ressonância Magnética.

Dentro deste contexto destacarei o meio de contraste iodado, suas especificações, farmacocinética e reações adversas.

Em 1918 o contraste iodado cuja a substância era iodeto de sódio, foi utilizado pela primeira vez em via endovenosa por E. H. WELD. Várias substâncias passaram por testes, até que em 1960 Wallindford em um de seus estudos descobriu três compostos que passaram a ser usados em conjunto: ácido metrizóico, triiodado e metal acetamido benzóico, resultando no contraste iodado padrão. (SANTOS, TOSCANO E SOUZA, 2007 citado por ARTUNK, 2010).

Os meios de contrastes iodados (MCI), possuem diversas propriedades físico-quimicas, podem ser classificadas como principais: a estrutura química, aionicidade, a osmolalidade e a viscosidade.

A eficácia e à segurança dos meios de contraste estão diretamente relacionadas às propriedades físico-quimicas.

 

O anel benzênico e átomos de iodo compõem a estrutura básica dos meios de contrastes iodados, a molécula pode conter um ou dois anéis benzênicos, formando monômeros ou dímeros. Além da estrutura base, agrupamentos complementares associados influenciam no nível de toxicidade. São considerados hidrossolúveis, ou seja, tem capacidade para se dissolver em água, com propriedade de excreção renal. (LIMA, 2018).

O contraste iodado se apresenta na forma Iônica e Não Iônica.

 

Contraste iodado iônico além da estrutura base, o ácido é substituído por um cátion se dissociam em íons positivos e negativos, quando em solução.

 

Contraste Iodado não-iônico o ácido é substituído por aminas, não se dissociam em dois ions, a molécula permanece intacta, diminuindo as chances de reações alérgicas. (ARTUNK 2010 E ACAUAN 2013, citado por ANDRADE,2018). A capacidade de dissociação está relacionada a propriedade de ionicidade.

 

As outras duas propriedades, osmolalidade e viscosidade, estão relacionadas à concentração do soluto, e independentemente de ser iônico ou não.

A osmolalidade e osmolaridade referem-se à concentração de particular de uma solução.  A osmolalidade relacionada ao número de miliosmoles por quilo de água, enquando a osmolaridade relaciona-se ao miliosmoles por litro de solução. (SANTOS et al., 2009 citado por MARTIN, 2014).


Se o número de partículas determina a osmolalidade, os contrastes iodados iônicos, possuem maior osmolalidade, devido à dissociação de íons e cátions, desta forma podemos relacionar osmolalidade com ionicidade.  (DE CAMPOS FONSECA PINTO, 2014 citado por CARMO, 2017).

Os meios de contrastes podem ser de alta osmolalidade, baixa osmolalidade e isosmolares. “Contraste iodado de alta osmolalidade: são contrastes com osmolalidade muito superior ao do plasma (de 6 a 8 vezes), compostos pelos contrastes iônicos. Estão associados a maior risco de efeitos adversos; Contraste iodado de baixa osmolalidade: são contrastes com menor osmolalidade que o grupo anterior, porém, são 2 a 3 vezes mais osmolares que o plasma. Na sua grande maioria, são contrastes não iônicos.” (PESSOA, 2014).

A viscosidade é definida pelo tamanho da molécula, concentração de iodo e temperatura, quanto maior a viscosidade maior será a resistência quanto ao fluxo, sendo necessário mais força para injetar o MCI, com menor velocidade no interior dos vasos. (LIMA, 2018; MARTN, 2014).

Quanto maior a temperatura, menor será a viscosidade, além disso, o aquecimento torna-o mais solúvel, sem perder a opacificação. “Observações clinicas sugerem que aquecer o contraste à temperatura corporal (em torno de 37ºC) o torna mais bem tolerado pelo paciente.” (JUCHEM et al., 2004; THOMSEN, 2014ª citado por MARTIN, 2014).

DESCRIÇÃO  E TIPOS DE MEIOS DE CONTRASTE

Os dois principais tipos de meios de contraste iodados usados em exames contrastados são: os iônicos e os não iônicos. As estruturas químicas dos dois tipos são um pouco diferentes, e eles se comportam de modos diferentes no corpo.

IODETOS ORGÂNICOS IÔNICOS

Este agente contrastante contém iodo como elemento opacificante e outros componentes químicos que criam uma molécula complexa. O composto original da molécula é um grupo carboxila na forma de ácido benzoico, ao qual outros componentes químicos (cadeias laterais) estão presos. Meios de contraste iodados iônicos contêm um elemento da cadeia lateral, carregado positivamente, chamado de cátion. O cátion é um sal, em geral consistindo em sódio ou meglumina, ou uma combinação de ambos. Esses sais aumentam a solubilidade dos meios de contraste.   O cátion é combinado com um componente negativamente carregado, chamado ânion. O diatrizoato, oitalamato e o metrizoato são ânions comuns que ajudam a estabilizar os compostos com meios de contraste. O cátion e o ânion são cadeias laterais que se prendem ao anel original de acido benzóico juntamente com três átomos de iodo e os agentes do meio de contraste: desde modo a termo meio de contraste tri-iodado é usado.

Osmolalidade mais Alta e Chance Maior de Reação.

Uma vez injetado, o cátion se dissocia do composto original ou ânion, criando assim dois íons separados no sangue. Tal ação, cria uma condição hipertônica, ou um aumento na osmalidade do plasma sanguíneo do plasma sanguíneo. Esse aumento na osmalidade pode causar um espasmo na veia, dor no local de injeção, retenção de líquidos. Mais importante, os agentes de contraste iônicos podem aumentar a probabilidade de um paciente experimentar uma reação ao meio de contraste. Qualquer rompimento no delicado equilíbrio das funções fisiológicas do corpo pode resultar em uma reação. Esse conceito é a base da teoria quimiotóxica, a qual afirma que qualquer interrupção no equilíbrio fisiológico, chamado homeostase, pode levar a uma reação adversa. O aumento do número de íons no plasma pode romper a homeostase e criar uma reação. Os pacientes com maior probabilidade de apresentarem reações ao meio de contraste são aqueles com história de reação prévia a algum meio de contraste, asma, doenças hematológicas conhecidas, doença renal, cardíaca, ou hepática e/ou diabetes.

IODETO ORGÂNICO NÃO-IÔNICO

Em 1984, uma nova geração de meios de contraste foi introduzida nos Estados Unidos, a qual também contém iodo necessário para a opacidade, mas não contém íons carregados positivamente (cátions). O grupo carboxila ionizante é substituído por um grupo não dissociado, tal como amida ou glicose. Quando dissolvido em água, forma-se um composto não iônico com cada molécula, contendo também três átomos de iodo. Consequentemente, quando injetado no sangue ou em outras cavidades corporais, o meio de contraste permanece intacto. O termo não iônico foi cunhado para descrever este tipo de meio de contraste, baseado em sua característica não ionizante.

 
Figura 01- Meio de contraste tri-iodado (iônico). (Adaptado de Jense SC, Peppers MP: Pharmacology and drug administration for imaging technologists, St. Louis, 1998, Mosby).

FARMACOCINÉTICA

O contraste iodado quando administrado via endovenosa, leva cerca de 2 a 5 minutos para que ocorra a difusão de 70% da dose injetada do plasma para o espaço intersticial, sendo que o equilíbrio completo entre o plasma e o espaço intersticial ocorre no intervalo de 2 horas. (THOMSEN; MORCOS, 2000; SANTOS et al., 2009, citado por MARTIN, 2014)

A meia vida do contraste é de aproximadamente 2 horas. A via renal sendo a principal via de eliminação, excreta 98% do contraste administrado, sendo o restante extra-renal eliminado pelo fígado, lágrimas, suor e saliva. Após 4 horas da injeção 75% da dose administrada já foi excretada e 98% da dose já foi eliminada após 24 horas, isso, no caso de função renal normal.  (LIMA, 2018).

No caso de função renal (taxa de filtração glomerular) diminuída, a excreção do contraste pode levar semanas.

REAÇÕES ADVERSAS

Os meios de contrastes apresentam eventos indesejáveis, mesmo após evoluções, reações adversas ainda ocorrem. Podendo classificar em leve, moderado e grave, dependendo dos sinais e sintomas apresentados.

As reações leves são limitadas e sem progressão, manifesta-se com náusea, vômito, tosse, cefaleia, prurido, rubor, calor, calafrios, urticária, palidez, congestão nasal, edemas na região dos olhos e na face, alteração do paladar e tontura. Nesses casos, manter o paciente em observação. Os sintomas tendem a desaparecer espontaneamente, sem necessidade de intervenção medicamentosa. Tratamento sintomático se necessário. (CREMONINI, 2010 citado por SILVA, 2019).

Já as reações moderadas exigem tratamento medicamentoso e observação cuidadosa. Podendo apresentar: vômitos intensos, taquicardia ou bradicardia, hipertensão ou hipotensão, urticária extensa, aumento de edema facial, edema laríngeo, broncoespasmo e dispneia.  (JUCHEM, DALL’AGNOL, MAGALHÃES, 2004).

As reações graves são raras e requerem suporte terapêutico de emergência, e atendimento imediato por pessoas capacitadas. Os sintomas neste caso incluem: perda da consciência, hipotensão, parada cardiorrespiratória, edema laríngeo, cianose, convulsões e choques pirogênicos. (DAMAS, 2006 citado por ARTUNK, 2010).

As reações adversas também são classificadas quanto ao tempo decorrido após a administração do contraste, podendo ser imediata ou tardia. As reações imediatas podem ter início durante a injeção ou nos primeiros 20 minutos após a administração. (SILVA, 2000 citado por JUCHEM, 2004).

As reações tardias ocorrem após 30 minutos após a injeção do contraste, até 7 dias. A maioria das reações tardias são leves e autolimitantes. (MORCOS; THOMSEN, 2001, citado por MARTIN, 2014).

INCIDÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS

JUCHEM, 2004 realizou um levantamento com resultados de estudos internacionais, a consulta confrontou-se com inúmeras variações. Mas foi possível evidenciar que o contraste iodado não iônico tem se mostrado mais seguro. De acordo com o estudo de COCHRAN “demonstrou uma taxa de reação adversa que variou entre 0,6 a 8% quando usado agente iônico e 0,2 a 0,7% quando utilizado o meio de contraste não iônico.

Prevenção:

A administração profilática de corticoides e anti-histamínicos tem se mostrado eficaz na redução das manifestações alérgicas aos meios de contraste. No entanto, o efeito destes medicamentos se administrados em menos de 4-6h antes do procedimento é insignificante.

Esquema mais utilizado entre os radiologistas é a seguinte associação:

Prednisona: 50 mg VO 13h, 7h e 1h antes da injeção de contraste

+

Difenidramina: 50 mg VO, EV ou IM 1 h antes

 

IBFC/2023- EBSERH- Três categorias gerais de reações sistêmicas por meio de contraste são identificadas: leves, moderadas e graves. Com relação a reação por meio de contraste “grave”, assinale a alternativa correta.

 

a)                  Urticária- Possível inchaço da laringe- Broncoespasmo- Angiodema- Hipotensão- Taquicardia- Parada respiratória.

b)                 Urticária- Ansiedade-Broncoespasmo- Angiodema- Hipotensão- Taquicardia (>100 batimentos/min) ou braquicardia (<60 batimentos/min)

c)                  Hipotensão- Braquicardia- Arritmias cardíacas- Edema da laringe- Possíveis convulsões- Perda da consciência- Parada cardíaca, Parada respiratória- Ausência de pulso.

d)                 Urticária- Possível inchaço da laringe- Broncoespasmo- Angiodema- Hipotensão- Perda da consciência- Parada respiratória

e)                  Vômitos- Possível inchaço da laringe- Broncoespasmo- Angiodema- Hipotensão- perda da consciência- Parada respiratória- Sudorese.

 

 

Figura 02- características das reações ao meio de contraste iodado.  https:/endoscopiaterapeutica.com.br/tag/contraste/?print=print-s/earch

MINIMIZANDO A OCORRÊNCIA DE REAÇÕES ADVERSAS

Precauções devem ser tomadas sempre que for necessário a administração de contraste iodado, começando pela anamnese do paciente: história prévia de reação alérgica ao meio de contraste, hipersensibilidade ao iodo, histórias de múltiplas alergias, asma, doença renal, diabetes e doenças cardiovasculares (LEAL et al 2006, citado por ARTUNK, 2010).

Segundo JHUNCEM 2004, algumas medidas especificas podem impedir ou reduzir a ocorrência ou gravidade das reações adversas, são elas: a escolha do tipo de contraste, levantamento dos fatores de risco, averiguar as drogas utilizadas pelo paciente, medidas profiláticas em pacientes de risco, avaliação do estado geral do paciente, preparo pré-procedimento como hidratação e jejum, atenção ao aspecto emocional, intervalo entre exames contrastados, temperatura do contraste, dose administrada, observação do paciente durante e após o exame, registros e orientação do paciente, bem como o termo de consentimento informado.

É importante saber que as reações adversas podem ocorrer em pacientes que não apresentam fatores de risco, e naqueles que já foram expostos ao meio contraste anteriormente. (SILVA, 2003 citado por JUCHEM,2004)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sabemos que os meios de contrastes são indispensáveis na prática médica atual, auxiliam na qualidade de imagem tanto em procedimentos diagnósticos como em intervenções terapêuticas.

As reações adversas não são inexistentes. Levando em consideração esse aspecto, o conhecimento teórico e prático das substancias administradas, levantamento de fatores de risco, medicações profiláticas, avaliação do paciente durante e após procedimentos, são de suma importância para minimizar a ocorrência de reações adversas.

  

Figuras 03 e 04- Propriedades e exemplos das 4 classes de meios de contraste iodados ( 02) e classificação das reações adversas aos meios de contraste iodados (03). https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Classificacao-das-reacoes-adversas-aos-meios-de-contraste-iodados_fig1_271725205
 
 
Figuras 05, 06 e 07-  Exemplos de contrastes iônico (05) e não-ionicos (06) e (07).

Procedimentos para punção para exames que necessitam da punção venosa.

1-                 Lavar as mãos e calçar as luvas;

2-                 Escolher o local, aplicar o torniquete e limpar o local;

3-                 Assegura o conforto do paciente, mantendo-o sentado ou deitado;

4-                 Fazer a sustentação do braço;

5-                 Selecionar o local de injeção pelo uso do dedo da mão não dominante do técnico/tecnólogo, e colocar o torniquete 7,5cm a 10cm acima do local, apertar o torniquete de modo suficiente para dilatar as veias.

6-                 Checar o pulso da artéria radial a fim de verificar se o torniquete está suficientemente apertado para comprimir as veias, mas de modo a permitir o fluxo sanguíneo;

7-                 Limpar o local escolhido com algodão embebido em álcool (isopropílico 70%), usando o movimento circular do centro para fora, em 5 a 7,5cm, por um mínimo de 30 segundos.

8-                 Deixar o álcool secar um pouco antes de inserir a agulha.

9-                 Usando a mão não dominante, prender a veia mantendo a pele esticada um pouco abaixo do local da punção.

10-             Com o bizel da agulha voltado para cima, aproximá-la da veia em um ângulo entre 20º a 45º. Avançar a agulha através da pele superior à veia de interesse, até que um leve “estalo” ou liberação de pressão seja percebido. Diminuir o ângulo da agulha para seguir paralelamente à veia enquanto avança com a agulha de maneira leve para diante e dentro da veia, cerca de 0,6cm.

11-             Se certificar que há a presença do fluxo retrógrado, estabilizar a agulha e prosseguir para a injeção do contraste.

12-              De acordo com a orientação da instituição ou preferência do tecnólogo, pode-se injetar rapidamente 5 a 10 mL de solução salina no interior do cateter intravenoso, a fim de testar a estabilidade da veia antes que haja a injeção do meio de contraste.

13-             Local alternativo:

- Veias cefálicas ou basílica da parte posterior da mão.

  
Figuras 08 e 09- Com a agulha butterfly (face posterior da mão), inserir a agulha com o bisel para cima 20° a 25°, e avançar lentamente. Com a agulha butterfly, observar o fluxo reverso de sangue. BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

 

   
Figuras 10, 11, 12 e 13- Limpar o local escolhido (10). Prender a veia mantendo a pele esticada um pouco abaixo do local da punção (11). Com o bizel da agulha voltado para cima, aproximá-la da veia em um ângulo entre 20º a 45º (12). Diminuir o ângulo da agulha para seguir paralelamente à veia (13). BONTRAGER,8ª EDIÇÃO.

A punção venosa requer os seguintes materiais:

• Descarte para material perfurocortante

• Garrote

• Álcool 70%

• Vários tamanhos de butterfly e cateteres

• Seringas descartáveis ou pré-cheias

• Tubos de infusão IV

• Suporte de braço

• Bolas de algodão ou gaze 5 × 5 cm (2 × 2 polegadas)

• Dispositivo de segurança ou fita (p. ex., Tegaderm®)

• Luvas (recomendado sem látex)

• Meio de contraste

 
 
Figuras 14, 15 e 16- Mesa de procedimentos para punção venosa, 3 tipos de agulha  e extração de contraste  para dentro da seringa para injeção em bolus. BONTRAGER,8ª EDIÇÃO

 

RECOMENDAÇÕES

A pessoa que realiza a punção venosa deve escrever o seguinte no prontuário do paciente:

- Hora do início da injeção;

- Tipo e quantidade de meio de contraste injetado;

- Tolerância do paciente ao procedimento

- Documentação adicional do procedimento, de acordo com a política da instituição.

 

SULFATO DE BÁRIO

Meios de contraste radioluzente e radiopaco são usados para tornar o trato gastrintestinal visível radiograficamente.

Meio de contraste negativo ou radioluzente inclui ar, cristais de gás CO2 ingeridos e a normalmentepresente bolha de gás estomacal. Cristais de carbonato de cálcio e citrato de magnésio são frequentemente usados para produzir gás CO2.

Sulfato de bário

O meio de contraste positivo ou radiopaco mais comumente utilizado para visualizar o sistema gastrintestinal é o sulfato de bário (BaSO4), que também é referido simplesmente como bário. Conforme ilustrado na figura abaixo, o sulfato de bário é uma substância pulverizada como giz. O sulfato de bário pulverizado é misturado com água antes da ingestão pelo paciente.

 

 Figura 17- Sulfato de bário (BaSO4). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

Este composto particular, que é um sal de bário, é relativamente inerte devido à sua extrema insolubilidade na água e outras soluções aquosas, tais como ácidos. Todos os outros sais de bário tendem a ser tóxicos ou venenosos ao corpo humano. Portanto, o sulfato de bário usado nos departamentos de radiologia deve ser quimicamente puro. Por não interagir quimicamente com o corpo, raramente produz uma reação alérgica. O sulfato de bário eventualmente é expelido pelo reto após o procedimento radiográfico.

Uma mistura de sulfato de bário e água forma uma suspensão coloidal, não uma solução. Para uma solução, as moléculas da substância adicionada à água devem dissolver-se nela. O sulfato de bário nunca se dissolve na água. Em uma suspensão coloidal, as partículas suspensas na água tendem se precipitar com o passar do tempo, quando ficam em repouso.

A maior parte dos preparos de sulfato de bário é pré-embalada. A água é adicionada ao copo e em seguida misturada. Alguns vêm em forma líquida que não precisam da adição de água, mas devem ser cuidadosamente agitados antes da realização do procedimento. A maior parte dos preparos contém sulfato de bário finamente dividido em um agente de suspensão especial, para que resistam à precipitação e fiquem suspensos por mais tempo

Contraindicações ao Uso de Sulfato de Bário

As misturas de sulfato de bário são contraindicadas se houver qualquer chance de que a mistura possa atingir a cavidade peritoneal. Se uma grande quantidade de sulfato de bário se dirigir à cavidade peritoneal, esta condição pode levar a um infarto intestinal ou peritonite. Esta situação pode ocorrer em função de uma víscera perfurada ou durante a cirurgia que segue este procedimento radiográfico.

Em ambos os casos, o meio de contraste iodado, hidrossolúvel, deve ser usado. Um exemplo deste tipo de meio de contraste é o MD-Gastroview®, mostrado na figura abaixo. Este agente de contraste hidrossolúvel contém 37% de iodo organicamente ligado que opacifica o trato gastrintestinal. Pode ser removido facilmente por aspiração antes ou durante a cirurgia. Se qualquer parte deste material ganhar a cavidade peritoneal, este órgão pode absorvê-lo prontamente. O sulfato de bário não é absorvível.

 

Contraste duplo

Técnicas de duplo contraste têm sido empregadas amplamente para aumentar os diagnósticos de certas doenças e condições durante a seriografia do trato GI superior.

Alguns departamentos também realizam esofagografias com duplo contraste.

Procedimentos de duplo contraste empregando tanto o meio de contraste radioluzente quanto o radiopaco foram desenvolvidos no Japão, onde existe alta incidência de carcinoma estomacal.

O meio de contraste radiopaco é o sulfato de bário. Um bário de alta densidade é usado para cobrir a mucosa do estômago. Um copo de bário previamente produzido comercialmente é uma escolha comum para os departamentos de imagem fornecerem para este exame. O tecnólogo precisa somente adicionar água e misturar bem.

 

Figura 18- Mistura de sulfato de bário fino e água (uma parte de bário por uma parte de água). BONTRAGER, 8ª EDIÇÃO

O meio de contraste radioluzente pode ser tanto o ar ambiente quanto o gás CO2. Para introduzir ar ambiente, pequenos buracos de alfinetes são colocados no canudo do paciente.Conforme o paciente bebe a mistura de bário, o ar entra junto com a mistura.

O gás CO2 é criado quando o paciente ingere cristais produtores de gás. Duas formas comuns desses cristais são cálcio e citrato de magnésio. Ao alcançar o estômago, esses cristais formam uma grande bolha de gás. O gás se mistura com o bário e força o sulfato de bário contra a mucosa do estômago,fornecendo melhores cobertura e visibilidade da mucosa e de seu padrão (Fig. 19). Pregas mucosas flongitudinais (rugas) do estomago são vistas na (Fig 20) (setas). Pólipos, divertículos e úlceras potenciais são mais bem demonstrados com a técnica de duplo contraste. 

Figuras 19 e 20- SGIS – duplo contraste; demonstra gás e bário – preenchendo o estômago.

Eliminação pós-exame (defecação)

Uma das funções do intestino grosso é absorver água. Qualquer mistura de sulfato de bário restante no intestino grosso após uma seriografia do trato GI superior ou enema de bário pode ser solidificada. Consequentemente, o bário pode se tornar difícil de ser evacuado. Alguns pacientes podem requisitar um laxante após o exame para ajudar a remover o sulfato de bário. Se laxantes forem contraindicados, o paciente deve aumentar a quantidade de ingesta de líquido ou fibras até que as fezes estejam livres de todos os traços do bário branco.

 

 GADOLÍNIO

 

CARACTERÍSTICA DO CONTRASTE GADOLÍNIO

O gadolínio foi assim nomeado a partir do mineral gadolinita, por sua vez nomeado em homenagem ao químico e geólogo finlandês Johan Gadolin. Em 1880, o químico suiço Jean Charles Galissard de Marignac observou linhas espectroscópicas, devidas à presença do gadolínio, em amostras de didímio e gadolínia (óxido de gadolínio). Como se percebeu que a gadolínia era um óxido de um novo elemento, pois é creditada á descoberta do gadolínio. O químico francês Paul Émile Lecoq de Boisbaudran, em 1886, trabalhando independentemente de Marignac, separou o gadolínio metálico do óxido de gadolínio. Bayer Health Care. Apresenta informações sobre contraste à base de gadolínio. 

 
Figura 21- Imagem de antes (esquerda) e depois (direita) da aplicação de gadolínio, substância usada em soluções de contraste na ressonância magnética.https://eigierdiagnosticos.com.br/blog/o-que-e-contraste-ressonancia-magnetica/
 
 
Figura 22- https://imeb.com.br/as-perguntas-mais-frequentes-sobre-uso-de-contraste-em-exames-de-imagem/

O gadolínio pode ser obtido a partir de minerais gadolinite menor quantidade, também é possível encontrar em outros minerais como a monazita ou bastnasite, entre outros. Graças às modernas técnicas de hoje, a remoção é mais fácil e mais barato, por exemplo, por um processo de redução de anidridos de fluoreto metálico de cálcio. À temperatura ambiente, o gadolínio é cristalizado como hexagonal cheio de perto alfa e quando aquecido a mais de 1313°C, é convertido para a forma beta. O ar seco é estável, mas manchar em contacto com a umidade, também é solúvel em ácido diluído reage muito lentamente em água. O contraste á base de gadolínio é uma substância paramagnética que possui um momento paramagnético grande. Quando é introduzido no corpo, sua presença provoca aumento das flutuações nos campos magnéticos dos prótons da água de modo que ele se movem próximo a frequência de Larmor. Como resultado disso existe uma transferência de energia para o meio (lattice) circundante e há redução dos tempos de relaxamento de T1, assim como de T2. Visto que o relaxamento do T2 é muito menor do que o de T1, uma concentração elevada do agente é necessário  para provocar um encurtamento significativo de T2. Todavia doses bem menores efetivamente reduzem o tempo de relaxamento da T1 dos prótons de água e, assim aumentam a intensidade do sinal nas imagens ponderadas em T1. O gadolínio é, portanto, conhecido como um agente de realce para T1. O gadolínio é um metal pesado e se liga a determinados elementos no corpo, como nas membranas e a matriz óssea. Assim, o gadolínio não pode ser excretado, a menos que esteja ligado á um quelato. Esse quelato circunda o íon gadolínio e permite sua excreção, principalmente pelos rins. O quelato mais utilizado é o ácido dietileno triaminopentacético (DTPA), que se liga á oito dos nove locais de ligação no íon do gadolínio e deixa o último livre para facilitar a abordagem das moléculas de água. Outros exemplos de quelatos utilizado com o gadolínio são o dimeglumina de gadopentetato, o HP-DO3A, o DTPA-BMA e o DOTA. O realce pelo contraste gadolínio é extremamente valioso em muitos processos móbidos, inclusive tumores, inflamação e infecção. O desenvolvimento dos meios de contrastes foi rápido á sua utilização aumentará a capacidade diagnóstica da RM no futuro. Assim é importante que os usuários da RM se mantenham atualizados com esses avanços para garantir o uso ótimo e seguro desses agentes.

 Principais compostos do gadolínio

Os principais compostos do gadolínio são: FluoretosGdF3, CloretosGdCl3 BrometosGBr3 IodetosGdI3 ÓxidosGd2O3 ,     SulfetosGd2S3     NitretosGdN gadolínio natural é composto por seis isótopos estáveis: 154Gd, 155Gd,  156Gd,   157Gd, 158Gd, 160Gd e 1 radioisótopo, o 152Gd , sendo o 158Gd o mais abundante (Abundância natural de 24,84%) .

Principais características do gadolínio

O gadolínio é uma terra rara, branco prateado, maleáveldúctil com um brilho metálico. Cristaliza na forma hexagonal que é a forma alfa, à temperatura ambiente. Quando aquecido a 1508 K transforma-se na sua forma beta, que é uma estrutura cristalina cúbica de corpo centrado. Ao contrário dos demais elementos terras raras, o gadolínio é relativamente estável no ar seco, porém perde o brilho rapidamente no ar úmido formando um óxido que adere frouxamente a superfície que, se for retirado, expõe a superfície a uma oxidação adicional. O gadolínio reage lentamente com a água e é solúvel em ácido diluído. O gadolínio tem a mais elevada secção de captura de nêutrons térmicos conhecido entre os elementos, 49,000 barns, porém tem uma rápida taxa de perda de efetividade, limitando sua utilidade como barras de controle em centrais de fissão nuclear. 

O gadolínio torna-se supercondutor abaixo de uma temperatura crítica de 1,083 K (-272,067 Celsius). É fortemente magnético à temperatura ambiente, pelo fato de ser o único metal a apresentar propriedades ferromagnéticas. 


 

Figura 23- Gadolínio em estado sólido.

 

Características e farmacocinética do gadolínio

O gadolínio é um raro elemento metálico lantanóide com propriedades ferromagnéticas. Por ser um metal, deve estar na forma iônica (Gd3) para dissolver na água e funcionar como meio de contraste. Entretanto, o Gd3 é muito tóxico e pode precipitar em vários tecidos (fígado, nódulos linfáticos e osso), bloquear o transporte de cálcio nas células musculares e nervosas diminuindo a transmissão neuromuscular, e também interferir com enzimas intracelulares e membrana celular por um processo de transmetalação. Por isso, o Gd3 é administrado em associação com moléculas orgânicas maiores (quelantes), formando complexo mais estável, evitando os efeitos tóxicos do Gd3 e dificultando a transmetalação 9. A transmetalação é facilitada pelo Zinco, Cobre, Ferro, Cálcio ou ácidos endógenos, que desestabilizam tais complexos, liberando o Gd3. Este é pouco solúvel, e, após extravasamento anormal vascular (trauma, edema crônico, disfunção endotelial), pode formar precipitados de sais de fosfato, sendo depositados no interstício, e, então, fagocitados por macrófagos que produzem citocinas prófibróticas. Todos os meios de contraste contendo gadolínio possuem quelantes na sua composição, existindo duas categorias estruturais: as macrocíclicas, que possuem o Gd3 localizado no interior da molécula, dificultando sua liberação e conferindo maior proteção, e as lineares, mais instáveis. E quanto à carga, podem ser iônicas e não-iônicas.

Mecanismo de ação e biodistribuição de contraste á base de gadolínio no organismo

Grobner (3) foi o primeiro a sugerir que a ressonância magnética com administração de gadolínio poderia ser a causa de fibrose sistêmica nefrogênica. Recentemente, alguns pesquisadores têm documentado a presença do produto químico em biópsias de pacientes com FSN. Há evidências de que os quelantes de Gd estimula a proliferação de fibroblastos , devido ao envolvimento do tecido subcutâneo e os músculos subjacentes, que é necessária uma biópsia de pele profunda para confirmar o diagnóstico clínico. Além disso, amostras histológicas mostrou espessamento do colágeno, deposição de mucina, a proliferação de células fusiformes e fibroblastos. Dada á existência de depósitos de D'us em tecidos afetados (coloração fibrocytes CD34 + na biópsia da pele), o papel patogênico deste elemento químico foi demonstrada. O Gd livre (GD +++) é altamente tóxico in vivo, é não iónico e é específico de tecido. Quando administrado por via intravenosa, é distribuído pelo sangue e espaço extracelular, transitando através dos órgãos excretores.

Distribuição e eliminação de gadolínio administrado por via intravenosa.           

Gd é distribuído principalmente pelo fígado, tecido linfático e osso, e pode produzir necrose hepática. Obstrui a passagem de cálcio em células de músculo e de nervo e interfere com a neurotransmissão em enzimas intracelulares e as membranas celulares, no processo de transmetilação (+++ GD onde substitui metais, tais como zinco e cobre). Este processo facilita uma maior permanência no corpo, de modo que ela é usada ligada à quelantes (por exemplo, dietileno-triamino-penta-acético -DTPA- ácido). Estes tornam uma molécula mais estável e reduzir a sua toxicidade. A configuração da molécula pode ser linear ou cíclico. A diferença na estabilidade química e na sua capacidade para libertar íons de Gd. Para cíclico, eles têm uma maior ligação com o GD +++ não requer excesso de quelato e têm uma maior semi-vida de dissociação.

 

Tabela: Nomes comerciais e genéricos dos contrastes á base de gadolínio.
Na tabela acima visualizamos os nomes genéricos e comerciais de contrastes á base de gadolínio, assim como sua estrutura química, vias de eliminação, ligação iônica, carga proteica e relatos sobre (FSN) fibrose sistêmica nefrogênica.
 
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Riscos das injeções de contraste na ressonância magnética

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Geralmente, o contraste na ressonância magnética é muito seguro. Efeitos colaterais ou reações são incomuns, mas podem ocorrer.

Em pacientes com função renal normal, a maior parte do meio de contraste injetado (mais de 90%) é liberada na urina em 24 horas.

Reações transitórias

As reações adversas mais comuns são mínimas: dor de cabeça, náusea e tontura por um breve período após a injeção. Alguns pacientes terão uma sensação de frieza no local da injeção.

Reações alérgicas

Menos frequentemente, em aproximadamente 1 em 1000 pacientes, uma erupção cutânea com comichão pode aparecer alguns minutos após a injeção, uma leve alergia. Geralmente, passa dentro de uma hora ou mais, mas raramente pode ser um sinal de alerta de uma reação alérgica mais séria em desenvolvimento.

Reações alérgicas (anafiláticas) graves ao contraste na ressonância magnética já ocorreram, mas são extremamente raras. As reações graves que podem envolver dificuldade para respirar e inchaço dos lábios e da boca, ocorrem em aproximadamente 1 em cada 10.000 pessoas. 

Essas reações graves geralmente respondem muito bem ao tratamento padrão de emergência, similar àquele dado para outras reações alérgicas graves. 

Estes são geralmente medicamentos que serão administrados através do tubo que foi colocado no seu braço antes ou durante o exame de ressonância magnética. 

Todas as instalações de radiologia nas quais as injeções de contraste são administradas mantêm estoque dos medicamentos necessários para tratar essas reações e estão preparadas para administrá-las quando necessário.

Fibrose sistêmica nefrogênica

A fibrose sistêmica nefrogênica (FSN) é uma doença debilitante rara que resulta em contraturas da pele (ou espessamento e endurecimento da pele localizada) e danos nos órgãos internos. 

Ocorreu com alguns meios de contraste à base de gadolínio em uma minoria de pacientes com anormalidades pré-existentes graves na função renal. 

Existem algumas formas de contraste para as quais parece haver menos riscos de FSN do que para outros.

Essas formas de baixo risco são usadas em pacientes com doença renal menos grave se o provável benefício (melhor diagnóstico) justifica a baixa probabilidade de FSN subsequente. 

Mesmo naqueles com doença renal terminal, acredita-se que o risco de desenvolvimento de FSN após uma única injeção de um agente de menor risco seja inferior a 1 em 100 injeções.

Por esse motivo, você será questionado sobre possíveis doenças renais como parte da triagem de segurança antes da ressonância magnética. 

Se você tem doença renal, por favor avise seu médico antes do procedimento, para que você, seu médico e o radiologista possam discutir se os possíveis benefícios de uma injeção de contraste superam os possíveis riscos no seu caso.

Gravidez, possível gravidez e lactação

Se está grávida ou pensa estar grávida, por favor informe o seu médico ou radiologista antes de realizar o procedimento, para que o seu médico possa considerar e falar sobre os riscos e benefícios de fazer uma RM e de uma possível injeção de contraste na ressonância magnética para você e seu feto. 

Quando relevante, você será questionado sobre a possibilidade de gravidez como parte da triagem de segurança antes de qualquer ressonância magnética. Se você estiver grávida ou possivelmente grávida, é improvável que se use um meio de contraste, a menos que seja absolutamente essencial.

Se uma injeção for recomendada, isso será discutido com você e seu médico com antecedência.

Se estiver amamentando, é seguro continuar a amamentação normal após o contraste na ressonância magnética ter sido administrado. Não há necessidade de expressar e descartar o leite materno ou de suspender a amamentação. 

Embora a substância seja eliminada do corpo através dos rins, se você estiver amamentando, foi demonstrado que uma pequena parte (menos de 1 parte em 1000) do contraste injetado pode entrar no leite materno. 

Uma quantidade ainda menor de contraste do leite materno pode ser engolida pelo bebê e levada para a corrente sanguínea do bebê. O montante recebido pelo seu bebé é tão pequeno que não é considerado como indicativo de qualquer perigo para o seu filho.

Agora que você sabe o que é o contraste na ressonância magnética se ainda tiver alguma dúvida, discuta-as com o médico responsável e/ou com a equipe onde você está realizando este procedimento.

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CONCLUSÃO

Baseando-se em todos os elementos levantados da literatura científica, considero ao final que fica destacada a relevância que tem o profissional de saúde em avaliar e identificar possíveis riscos que o contraste paramagnético a base de Gadolínio pode fornecer à saúde de pacientes que realizem o exame de Ressonância Magnética. De acordo com a análise e comparação feitas da literatura levantada, esta revisão conclui que o Gadolínio como meio de contraste é de extrema importância para técnicas de Ressonância Nuclear Magnética. De maneira geral é bem menos tóxico do que o contraste iodado utilizado em Tomografia Computadorizada, apresentando, por consequência, frequência de reações adversas bem menor. Porém pode apresentar riscos a pacientes que possuam doenças prévias (renais crônicos) ou então aqueles que portem alergias e/ou maior sensibilidade. Sendo assim reforça-se a importância do cuidado com os pacientes por parte dos profissionais envolvidos na técnica, realizando uma investigação inicial de histórico de alergias ou doenças, além da observação de qualquer sinal ou sintoma apresentado durante e após a aplicação do contraste.


 REFERÊNCIAS

1. MarchioriI, E; Santos, M.L. Introdução à Radiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. Revista Brasileira de Física Médica. 2009;3(1):117-29.

2. Westbrook, C. Manual de técnicas de ressonância magnética. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. Pág 97-102.

3. Caldana PR, Bezerra ASA, Soares AFF. et al. Angiografia por RM:  aspectos técnicos de um método de estudo vascular não invasivo .Radiol.Bras.2004: 37 (1): 41-50.

4. Perazella MA, Rodby RA. Gadolinium use in patients with kidney disease.2008;(9):67-75.

5. Kanal E, Barkovich AJ, Bell C, Borgstede JP, Bradley WG Jr, Froelich JW, et al; ACR Blue Rib bon Panel on MR Safety.ACR guidance document for safe MR practices: 2007. Am J Roentgenol.2007; 188:1447-1474.

6. Garcia-Bournissen F, Shrim A, Koren G. Safety of gadolinium during pregnancy. Can Fam Physician. 2006; 52:309-310.

7. Colletti PM, Sylvestre PB. Magnetic resonance imaging in pregnancy. Magn Reson Imaging Clin N Am. 1994; 2:291-307.

8. Webb JA, Thomsen HS, Morcos SK. The use of iodinated and gadolinium contrast media during pregnancy and lactation.Eur Radiol. 2005; 15:1234-1240.

9. Gadolínio em estado sólido. Fonte: www.quimlab.com.br - Acesso em 18/10/15

10.  American College of Radiology. ACR committee on drugs and contrast media. ACR Manual on Contrast Media. 7th ed. Reston: American College of Radiology; 2010

11.  Cacheris W, S Quay, Rocklage S. A relação entre a termodinâmica ea toxicidade dos complexos de gadolínio. Magn Reson Imagiologia 1990; 8: 467-81.

12. Manual de técnicas de RESSONÂNCIA MAGNÉTICA – terceira edição, Catherine. Ano 2011. Pág. 140.

13.  Weissleder R, Elizondo G, Stark DD. Diagnosis of splenic lymphoma by MR imaging: value of superparamagnetic iron. AJR Am J Roentgenol. 1989;152:175-80

14. Hughes LA, Hartnell GG, Finn JP, et al. Time-of-flight MR angiography of the portal venous system: value compared with other imaging procedures. AJR 1996;166:375–8.

15.DOTAREM.Anvisa .Fonte:www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?..- Acesso em 20/10/15

16. Hughes LA, Hartnell GG, Finn JP, et al. Time-of-flight MR angiography of the portal venous system: value compared with other imaging procedures. AJR 1996;166:375–8.

17. Finn JP, Kane RA, Edelman RR, et al. Imaging of the portal venous system in patients with cirrhosis: MR angiography vs duplex Doppler sonography. AJR 1993;161:989–94.

18. ACIST Bomba injetora para uso controlado de contraste. Fonte: www.cmsmedical.com.br – Acesso em 25/10/15       

19.  Finn JP, Kane RA, Edelman RR, et al. Imaging of the portal venous system in  patients with cirrhosis: MR angiography vs duplex Doppler sonography. AJR 1993;161:989–94.

20.  Hughes LA, Hartnell GG, Finn JP, et al. Time-of-flight MR angiography of the portal venous system: value compared with other imaging procedures. AJR 1996;166:375–8.     

Zilda Ferreira-Biomédica com especialidade em Imagenologia (Diagnóstico por imagem) e Patologia clínica(Análises clínicas). Estou contribuindo com as informações de minha área de atuação.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Marta Pereira; LIRA, Nadja Maria Rodrigues. Reações alérgicas aos meios de contrastes em radiologia e a conduta do profissional de enfermagem. 2018. Disponivel em :www. https://openrit.grupotiradentes.com. Acesso em: 17 de novembro de 2020.

ARTUNK, Mayara Danusa. A utilização dos meios de contraste na radiologia. 2010

CARMO, A.L.F.; SILVA, F.M.D.; JUNIOR, P.R.B.; ROCHA, G. Contraste Iodado: Risco e Reações. Conexão Eletrônica, Três Lagoas, MS. 2017.

JUCHEM, Beatriz Cavalcanti; DALL’AGNOL, Clarice Maria; MAGALHÃES, Ana Maria Muller. Contraste Iodado em Tomografia Computadorizada: prevenção de reações adversas. Ver. Bras. Enferm, Brasília 2004.

LIMA, Erik; SANCHEZ, Bergman; MARTINS, Vinicius. Principios farmacológicos dos meios de contraste. Faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo – São Paulo :2018.

MARTIN, Claudia Matsunaga et.al. Meios de Contraste Iodado: propriedades físico-quimicas e reações adversas. Rev. Acad. Cienc. Agrar. Ambient. Curitiba , 2014.

PESSOA, Ana Cristina Santos de Paula. Manual Tomografia Computadorizada. Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar. 2014.

SILVA, Cinthya dos Santos. Enfermagem no Centro de Diagnóstico de Exames Radiológicos Iodados. Uniceplac – Brasilia, 2019.

 

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